domingo, 18 de outubro de 2009

DICAS E ADAPTAÇÕES PARA APLICAÇÃO DE MAQUIAGEM


Usar maquiagem pode ser um assunto complicado se você for deficiente visual ou tem pouca visão. Talvez um amigo ou familiar bem intencionado já te desencorajou a usar cosméticos lhe dizendo que a aplicação de maquiagem é inapropriada ou desnecessária para uma pessoa que não pode ver – mas não é bem assim.
A maquiagem, quando aplicada de forma correta, pode melhorar a aparência e dar uma injeção de auto-estima.Use o seu senso de toque ao aplicar a maquiagem. Muitas mulheres que são deficientes visuais ou tem pouca visão são muito habilidosas ao aplicar a maquiagem usando o senso de toque e adição às esponjas e pincéis.
Usar os seus dedos lhes permite explorar os contornos da sua face, o desenho de seus lábios e a sua estrutura de ossos.Nesta sessão nós vamos te dar uma variedade de dicas e técnicas alternativas de aplicação de maquiagem que foram desenvolvidas e usadas com sucesso por mulheres de todas as idades que são cegas ou tem pouca visão.
Dicas e Adapações para aplicação de Maquiagem
Antes que você comece, é aconselhável discutirmos algumas dicas genéricas de aplicações de maquiagem e algumas adaptações que podem ajudar se você é cega ou tem pouca visão:
- Use bandanas ou arcos (tiaras) ao aplicar a maquiagem para colocar todo o seu cabelo fora do rosto. Isso é especialmente útil quando aplicar a base e maquiagens nos olhos;
- Mantenha um lenço ou papel toalha umidecidos próximos para remover maquiagem dos seus dedos;
-Lave as suas mãos e dedos após cada passo no processo de aplicação de maquiagem para prevenir resíduos de maquiagem em outras áreas do rosto, roupas e acessórios;
- Proteja a sua roupa colocando uma toalha em seu colo. Você pode também usar uma capa ou blusa grande ou um casaco de abotoar por cima para proteção adicional;
- Mantenha um pote ou pequeno vasilhame próximo para colocar os pincéis, tampas e partes. Isso pode prevenir que eles rolem para fora da sua área de trabalho;
- Lembre-se que moda e maquiagem mudam com o tempo, assim como a moda em roupas mudam. Verifique periodicamente com amigos, família ou seu esteticista para ter certeza que seu visual ainda está na tendência da moda;
- Guardar a sua maquiagem no refrigerador pode lhe dar uma temperatura diferente que pode facilitar a aplicação;
- Tenha certeza que a sua pele foi completamente limpa e seca antes de começar a aplicar maquiagem.
A maior parte das maquiagens tem a melhor aparência quando aplicada delicadamente e com um toque leve. Em geral, maquiagem mínima é usualmente a melhor opção inicialmente. Você pode sempre adicionar mais cor à sua face, mas é normalmente mais difícil remover o excesso de base, blush e sombra. Para ocasiões especiais, no entanto, uma maquiagem mais forte pode ser apropriada. Não hesite em perguntar por ajuda ou confirmação de sua família ou amigos.É uma dica segurar a sua mão contra o seu rosto ou com a sua outra mão quando aplicar cosméticos tipo máscara, delineador ou batom que requerem precisão e controle.
Ao aplicar creme limpador, hidratante ou base
tente seguir um padrão sistemático para garantir que você cobriu toda a sua face e pescoço:
• Para cima e para fora do queixo para as orelhas
• Do centro do nariz em direção às orelhas
• Do topo do nariz para a testa
• movimentos circulares da testa para as bochechas
• Gentilmente de abaixo dos olhos da área mais interna para a externa
• Movimentos pequenos e circulares em volta dos lados do nariz
• Movimentos circulares no queixo
• Acima na garganta cobrindo todo o pescoço
• Contar o número de pinceladas (como nas sombras e blush) ou quantidade de base ou hidratante é uma boa maneira de ser consistente em sua rotina de aplicação.
• Por exemplo, uma moeda de 25 centavos na sua palma é usualmente suficiente para cobrir toda a sua face.
• Certas aplicações como delinear as suas sobrancelhas pode exigir confirmação visual de um amigo ou familiar
• Algumas pessoas preferem ter permanentemente tatoados o delineador e sobrancelhas. Se isso for importante para você, a escolha é sua.
• Tente seguir a mesma sequência sempre para manter uma lembrança do que já aplicou. A sequência sugerida é a seguinte:
- Gel de Limpeza
- Hidratante
- Base
- Blush
- Pó
- Sobrancelhas
- Sombras
- Mascara
- Batom.

Fonte: http://revistainclusiva.wordpress.com/
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UMA PROVA DE AMOR


Há muito tempo atrás, um casal de velhinhos que não tinham filhos morava em uma casinha humilde de madeira,tinham uma vida muito tranquila, alegre, a qual ambos se amavam muito, eram felizes. Até que um dia aconteceu um acidente com a senhora.
Ela estava trabalhando em sua casa quando começa a pegar fogo na cozinha e as chamas atingem todo o seu corpo. O esposo acorda assustado com os gritos e vai a sua procura, quando a vê coberta pelas chamas imediatamente tenta ajuda-la e o fogo também atinge seus braços e mesmo em chamas consegue apagar o fogo.
Quando chegaram os bombeiros já não havia mais fogo apenas fumaça e parte da casa toda destruída. Levaram rapidamente o casal para o hospital mais próximo, onde foram internados em estado grave.
Após algum tempo aquele senhor menos atingido pelo fogo saiu da UTI e foi ao encontro de sua amada. Ainda em seu leito a senhora toda queimada, pensava em não viver mais, pois estava toda deformada, as chamas queimaram todo o seu rosto. Chegando no quarto de sua senhora, logo ela foi falando:
- Tudo bem com você meu amor?
- Sim, respondeu ele, pena que o fogo atingiu os meus olhos e eu não posso mais enxergar, mas fique tranquila amor que a sua beleza esta gravada em meu coração para sempre.
Então triste pelo esposo, disse-lhe:
- Deus vendo tudo o que aconteceu meu marido, tirou-lhe as vista para que você não presencie esta deformidade em que eu fiquei. As chamas queimaram todo o meu rosto e estou parecendo um monstro.
Passando algum tempo recuperados, voltaram para casa onde ela fazia tudo para seu querido esposo e ele todos os dias dizia-lhe:
-Como eu te amo!
E assim viveram 20 anos até que no do enterro da esposa, quando todos se despediam ele se aproximou sem seus óculos escuros e com sua bengala nas mãos, chegou perto do caixão, beijando-a no rosto e acariciando sua amada disse em um tom apaixonante:
- "Como você é linda meu amor eu te amo muito".
Ouvindo e vendo aquela cena, um amigo que estava ao lado perguntou se o que tinha acontecido era um milagre, e olhando nos olhos dele o velhinho apenas falou:
- "Nunca estive cego, apenas fingia, pois quando a vi toda queimada sabia que seria duro para ela continuar .
Foram vinte anos vivendo ambos muito felizes e apaixonados!!!

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

HOMENAGEM...

A mensagem abaixo é referente à comemoração do Bi Centenário de Nascimento de Louis Braille. Aproveito a oportunidade e estendo minha homenagem àqueles que ensinam ou divulgam uma forma de comunicação diversa da convencional para que todas as pessoas possam ter oportunidade de exercer sua cidadania. Beijos no coração...

Homenagem aos emissários do Anjo Louis

Na noite fria de 06 de janeiro de 1852, dois dias depois de completar 43anos de vida, o coração amoroso e solidário de Louis Braille deixou debater. Lentamente, a essência (que alguns chamam de alma, outros chamam de espírito e outros chamam de energia vital), foi se afastando do corpo físico e, guiada por sua propria luz, dirigiu-se ao Céu.

Ao chegar diante do Criador, ajoelhou-se reverentemente e com voz suave falou:
- Senhor, acabo de cumprir a missão que Vós me confiastes. Deixei na Terra o sistema de leitura e escrita que a Vossa Infinita Sabedoria me inspirou a criar.

Num gesto de profunda gratidão, o Senhor estendeu as mãos e tocou carinhosamente a cabeça de Louis, dizendo:
- Meu filho, muito te agradeço por teres aceito essa nobre missão.Viveste sem a luz dos olhos durante quase quarenta anos unicamente para tornar digna a vida daqueles que escolheram a cegueira física como caminho para a evolução. Mas, mesmo tendo cumprido tão sublime desígnio, sinto que uma preocupação muito grande ocupa o teu coração.

Louis olhou para o Criador com surpresa por ter tido sua preocupação revelada, mas logo se lembrou de que estava diante d'Aquele que tudo sabia, e então falou:
- Senhor, sei que meu tempo de permanência na Terra se esgotou, mas como não tive a oportunidade de ver meu sistema de leitura e escrita oficialmente reconhecido, para cá voltei com o temor de que ele venha a ser rejeitado e esquecido, o que, certamente, será uma grande tragédia para as pessoas cegas de todo o mundo terreno.

Um sorriso maravilhoso iluminou ainda mais a face do Senhor e com uma voz melodiosa e cálida Ele assim se pronunciou:
- Fica tranquilo, meu mui amado filho! A Tua missão não acabou. De agora em diante, serás o responsável pela preparação daqueles que serão nossos emissários na Terra. Tu os orientarás para que lá chegando, eles se ocupem de garantir que o teu sistema se espalhe por todos os cantos onde haja crianças, jovens e adultos cegos. Eles cuidarão de que ele seja adaptado às necessidades de todos os idiomas e o manterão sempre atualizado e acessível a todos.

Duas lágrimas de felicidade rolaram pelo pálido rosto de Louis e, depois de mais uma vez agradecer ao Senhor, ele se levantou e foi à procura dos seus primeiros discípulos. E desde então, milhares desses discípulos têm vindo à Terra, ora como professores, ora como transcritores, ora como revisores, ora como copistas voluntários, ora como dirigentes, ora como patrocinadores de livros, e graças a eles, há quase duzentos anos o Sistema Braille permanece como o sistema natural de escrita e leitura usado pelas pessoas cegas, permitindo a elas construir uma história de independência e cidadania. Muitos desses emissários têm escolhido o Brasil para desempenhar a sua missão. A todos esses enviados especiais do Anjo Louis, os sinceros agradecimentos das pessoas cegas de todo o Brasil!
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Texto escrito por Regina Fátima Caldeira de Oliveira (Deficiente Visual) por ocasião do Concerto Comemorativo do Bicentenário de Louis Braille, realizado no dia 23 de agosto de 2009, no Teatro Paulo Autran, em São Paulo.

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Livro Acessível Universal

Movimento pelo Livro Acessível:

Os livros no Brasil ainda são produzidos somente em formato convencional, ou seja, brochuras de papel e impressos a tinta. Ele deixa excluído de seu acesso todo aquele que não possa ler ou manipular suas páginas. Pessoas cegas, com baixa visão, paralisadas ou amputadas de membros superiores, disléxicas, entre outras. Todos esses milhões de pessoas segregadas da leitura exigem o fim dessa vergonha. Exigem a imediata regulamentação da Lei do Livro - 10.753/03 - que vai fazer com que a indústria livreira respeite a diversidade do público leitor e passe a produzir livros em formato universal, permitindo o acesso do maior número possível de pessoas.

Movimento pela Universidade Acessível:
Com o advento da lei de Cotas, que determinou a contratação de um percentual de pessoas com deficiência por empresas brasileiras, se popularizou a idéia de que estas pessoas não conseguem boas colocações por não serem bem formadas ou qualificadas. Pois bem, pretendemos mostrar que o problema não é das pessoas com deficiência e sim do sistema de ensino brasileiro que não possibilita às pessoas com alguma deficiência, um ambiente de estudos adequado, acessível, semelhante ao que é proporcionado às outras pessoas sem deficiência. O foco aqui será o nível superior, mas a precariedade apresentada pode ser extendida para todos os outros níveis, básico, fundamental e médio, sem sombra de dúvida.

Movimento pela TV Acessível:
Os veículos de comunicação e informação brasileiros ainda estão bem longe de proporcionar a acessibilidade e inclusão de todos às suas programações e eventos. Cinemas, teatros, canais de televisão, shows e eventos carecem de ferramentas e dispositivos de acessibilidade que permitam o pleno desfrute e compreensão das informações para pessoas com alguma deficiência, visual ou auditiva. Por isso os recursos da Audiodescrição, o "Closed Caption", a janela de Libras, a dublagem, são recursos fundamentais para que esses veículos se tornem realmente democráticos e respeitem a cidadania de milhões de pessoas.

Naziberto Lopes Oliveira http://www.livroacessivel.org/
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MOLLA - Movimento pelo Livro e Leitura Acessíveis no Brasil.

Apresentamos a história do MOLLA - Movimento pelo Livro e Leitura Acessíveis no Brasil, desde o seu nascimento, no início de 2007, até sua grande conquista que foi a confecção de uma proposta conjunta com os editores brasileiros para a regulamentação da lei 10.753/2003, que, após ser sancionada pelo Presidente Luis Ignácio Lula da Silva, irá incluir de maneira definitiva e na forma de consumidores, as pessoas com alguma deficiência que acarrete dificuldades ou impedimento para o acesso dos livros em formato convencional, isto é, fixados em papel e impressos a tinta.
Pelo enunciado vocês podem perceber que não serão incluídas apenas as pessoas com deficiência visual, mas sim, qualquer pessoa com alguma deficiência que dificulte ou impeça a leitura do livro convencional. Isso amplia consideravelmente o público que será liberto das trevas e das correntes que os alienavam ou aprisionavam distantes dos livros e da leitura.
Este movimento conseguiu uma projeção nacional, afinal, expressou em seu grito inicial os anseios de milhões de brasileiros com alguma deficiência que dificulta o acesso ao livro e a leitura convencionais e que atualmente se encontram excluídos, segregados, marginalizados do universo da informação e do conhecimento armazenado nos milhares de livros publicados todos os anos no Brasil.
http://livroacessivel.org/abaixo-assinado-apresentacao.php
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AUDIOTECA SAL E LUZ

A Audioteca Sal e Luz é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados (audiolivros) de forma totalmente gratuita. Seu acervo conta com mais de 2.700 títulos que vão desde literatura em geral, passando por textos religiosos até textos e provas corrigidas voltadas para concursos públicos em geral. São emprestados sob a formade fita K7, CD ou MP3.
Endereço: Rua Primeiro de Março, 125- 7ºAndar. Centro - RJ. CEP 20010-000
Fone: (21) 2233-8007
Horário de atendimento: 08:00 às 16:00 horas
Site: http://audioteca.org.br/noticias.htm

MEDICAMENTOS - Está dando para ler...


Demorou. Mas finalmente a Anvisa determinou que as bulas de medicamentos no Brasil sejam feitas para que possam ser lidas e entendidas. Vai aumentar o tamanho das letras, o espaço entre as palavras e as linhas. Mais: as informações serão apresentadas na forma de pergunta e resposta. Deficientes visuais terão agora o direito de pedir aos laboratórios que lhes forneçam bulas em braile ou em áudio. A indústria farmacêutica terá até o início de 2010 para se adaptar às novas exigências. E não vale subir os preços dos remédios.
Fonte: Revista isto é independentehttp://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2079/medicamentosesta-dando-para-ler-151577-1.htm.
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Inclusão: livros para estudo e trabalho

CIRANDA DA INCLUSÃO (6 livros e 2 CDS)

Ciranda Cultural
Autoras:
Marcia Honora e Mary Lopes Esteves Frizanco
Esta coleção tem como objetivo esclarecer, aos profissionais de educação, algumas deficiências, para assim prepará-los para melhor receber seus alunos numa escola inclusiva.
(PS: Cada livro traz ainda, atividades para serem trabalhadas com os alunos)

Na coleção contém:
Super VCD
CD Rom/Áudio (2 em 1) + 6 livros
esclarecendo as deficiências:
Deficiência auditiva/ surdez
Deficiência visual
Deficiência Física
Deficiência Intelectual e
Problemas de Aprendizagem
Múltipla Deficiência

Entre no site e conheça a coleção: http://www.cirandadainclusao.com.br/


OBS: Esta coleção também tem livros infantis que tratam das deficiências, para serem trabalhados em sala de aula para conscientização dos alunos. Verifique no site ou vá até marcadores, nesta página e clique sobre "livros sobre deficiência para crianças".



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EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O que o professor tem a ver com isso?
Imprensa Oficial / Rede Saci
Coordenação: Marta Gil




O livro relata experiências, conhecimentos e informações sobre como as escolas podem integrar crianças com algum tipo de deficiência. O texto, de autoria da jornalista e escritora Lia Crespo, foi complementado por informações do site da Rede SACI (www.saci.org.br), especialmente do Observatório da Educação. Ricardo Ferraz assina as ilustrações, bem humoradas, que enfatizam o conteúdo.




Clique no site abaixo e você poderá fazer sua pesquisa no livro; Boa Leitura!!
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http://saci.org.br/pub/livro_educ_incl/redesaci_educ_incl.html


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FONO NA ESCOLA


3 livros + 3 CDs + de 150 encartes com atividadesEsta coleção é o resultado de alguns anos de trabalho de uma fonoaudióloga e de uma pedagoga na assessoria para professores de uma rede pública do Estado de São Paulo.O intuito desta coleção é levar informações sobre os principais distúrbios fonoaudiólogos que os alunos apresentam até completarem o Ensino Fundamental I, ou seja, dez anos. O objetivo é que essas informações sejam transmitidas com linguagem acessível, clara e exemplificada, levando ao conhecimento do professor a teoria, os possíveis exames, o tratamento e as possíveis contribuições que a escola poderá oferecer para um melhor desenvolvimento do aluno, podendo mudar sua postura e entendimento frente a algumas alterações fonoaudiológicas frequentes nessa faixa etária.Não temos a intenção de que a professora, que já tem a sua função, venha desenvolver o papel de fonoaudióloga do aluno. Esse trabalho deverá ser realizado por um profissional competente da área, fora da escola.A intenção deste trabalho é que a professora de sala de aula possa ter um conhecimento sobre estes distúrbios e, de forma lúdica, auxiliar o aluno em suas necessidades, entendendo que muita coisa pode ser feita na escola.Esta coleção consta de três volumes, discutindo as mais frequentes patologias fonoaudiológicas que envolvem os alunos na faixa etária do Ensino Fundamental, e cada um deles traz os conhecimentos específicos da área da Fonoaudiologia e da Pedagogia.



Volume 01:

DIFICULDADES NA ESCRITA
Dislexia
Disgrafia
Discalculia
Disortografia

Volume 02 :

DIFICULDADES NA AUDIÇÃO
Uso de Aparelhos Auditivos
Implante Coclear
Distúrbio no Processamento Auditivo Centra
Perdas Auditivas
Otites de Repetição

Volume 03:

DIFICULDADES NA LINGUAGEM
Aquisição de Linguagem
Dislalia
Atrasos de Linguagem
Trocas de Letras
Gagueira

ISBN: 978-85-380-0672-5Autoras: Márica Honora e Mary Lopes Esteves FrizancoEdição: 2009Editora: Ciranda Cultural

Entre no site e conheça a coleção: http://www.cirandadainclusao.com.br/

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LIVRO ILUSTRADO DE LINGUA BRASILEIRA DE SINAIS




Este livro enfoca o conhecimento da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) através de campos semânticos de forma visual e elucidativa, tendo como objetivo diminuir a barreira de comunicação entre ouvintes e surdos.
Cód. Barras: 9788538004929Reduzido: 2639466Acabamento : Capa dura com revestimento.Edição : 1ª Ed. / 2009Idioma : PortuguêsPaís de Origem : BrasilNúmero de Paginas : 352

Fonte: Ciranda da Inclusão

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DOS SENTIDOS, PELOS SENTIDOS, PARA OS SENTIDOS

Sentidos das pessoas com deficiência sensorial

Autora: Elcie F. Salzano Masini (organizadora)

Vetor Editora Psicopedagógica

Este é um livro sobre os caminhos e as diferentes maneiras de pessoas, na ausência dos sentidos de distância - visão e audição - obterem informações sobre o que as cerca e elaborarem esses dados, organizando e compreendendo o seu derredor. É um registro revelador da flexibilidade e da adaptabilidade humana, apresentado por um coro de vozes: de pessoas com deficiências sensoriais (cegueira, surdez; surdocegueira); de mães de pessoas com essas deficiências; de especialistas, profissionais da educação, da psicologia, da saúde; das Instituições que prestam serviços e assistência a pessoas com deficiências sensoriais. Oferece - se, aos interessados pelo tema, ilustrações de práticas de atendimento e conceitos teóricos que fundamentam os trabalhos nesta área multidisciplinar.

OBS: Este livro trata especificamente da surdocegueira

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Bibliografia para Educação Especial

Deficiências / Inclusão - Geral

1. BIANCHETTI, L.; FREIRE, I. M. Um Olhar sobre a Deficiência.
Campinas: Papirus, 1998.

2. MANTOAN, Maria Teresa Egler. Inclusão Escolar - O que
é ? Por quê? Como Fazer? 2ª ed. São Paulo: Moderna, 2006.

3. MAZZOTTA, Marcos José da Silveira. Educação Especial
no Brasil História e Políticas Públicas, SP, Cortez, 1996.

4. MITTLER, Peter. Educação Inclusiva: Contextos Sociais.
Porto Alegre: Art Med, 2003.

5. ROSITA, Edler Carvalho. Educação Inclusiva com os Pingos
nos Is. 2. Ed. Porto Alegre: Mediação, 2005.

6. SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: Construindo uma
Sociedade para Todos. Rio de Janeiro: WVA, 1997.

7. STAINBACK, S. STAINBACK, W. Inclusão: um guia para
educadores. Trad. Magda França Lopes. Porto Alegre: Artes
Médicas Sul, 1999.

Bibliografias Específicas

Deficiência Auditiva

8. GOES, M. C. R. de. Linguagem, Surdez e Educação. Campinas,
SP: Autores Associados, 1996.

9. GOLDFELD, M. A criança surda: linguagem e cognição
humana numa perspectiva sócio-interacionista. São Paulo, SP:
Plexus: 1997.

10. SKLIAR, Carlos. A Surdez: um Olhar sobre as Diferenças.
3 ed. Porto Alegre: Mediação, 2005.

Deficiência Física

11. BASIL, Carmen. Os alunos com paralisia cerebral: desenvolvimento
e educação. In: COLL,C.; PALACIOS,J.; MARCHESI, A.
Desenvolvimento psicológico e educação: necessidades educativas
especiais e aprendizagem escolar. Vol.3 Porto Alegre: Artes
Médicas, 1995 (pp 252-271).

Deficiência Mental

12. AMERICAN ASSOCIATION ON MENTAL RETARDATION.
Retardo mental: definição, classificação e sistemas de apoio.
Tradução por Magda França Lopes. 10. Ed. Porto Alegre: Artmed,
2006.

13. OMS - Organização Mundial da Saúde, CIF: Classificação
Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde [Centro
Colaborador da Organização Mundial da Saúde para a Família
de Classificações Internacionais, org.; coordenação da tradução
Cassia Maria Buchalla]. São Paulo: Editora da Universidade de
São Paulo - EDUSP; 2003.

Deficiência Visual

14. AMORIN, Célia Maria Araújo de e ALVES, Maria Glicélia.
A criança cega vai à escola: preparando para alfabetização.
Fundação Dorina, 2008.

15. LIMA, Eliana Cunha, NASSIF, Maria Christina Martins e
FELLIPE, Maria Cristina Godoy Cruz. Convivendo com a baixavisão:
da criança à pessoa idosa. Fundação Dorina, 2008.

Disney Inclusiva


Audio Description - ou DURATEQ - é o novo aparelho desenvolvido pela Disney, HP e Softeq para os seus visitantes com necessidades especiais - deficientes visuais
Essa nova ferramenta foi desenvolvida com o objetivo de possibilitar aos visitantes com problema de visão a desfrutarem das mais famosas atrações da Disney como Haunted Mansion ou Pirates of the Caribbean, por meio de ricas narrações descritivas.
A sincronização de tais descrições também só é possível graças a uma tecnologia de localização e sincronização - patenteada pela própria Disney - e que possibilita a troca de informações do aparelho com uma série de dispositivos dispostos ao longo dos 04 (quatro) parques temáticos existentes no Walt Disney World Resort. Os sinais são captados pelo aparelho que automaticamente faz a sincronia do narração. Observe-se que a narração do aparelho é totalmente diferente daquela já existente para a atração, muito mais rica em detalhes, exatamente com o objetivo de transmitir ao visitante aspectos que apenas aqueles com boa visão poderiam até então desfrutar.


Curiosidade:

A colaboração entre a HP e a Disney vem de longa data, desde 1938 quando os fundadores da HP: Bill Hewlett e Dave Packard disponibilizaram o equipamento utilizado pela Disney para acrescentar o efeito “surround” no filme Fantasia.
O aparelho pode ser retirado no Guest Relations através de um depósito de US$100.00, que é restituído quando da devolução da sua devolução.
Destaque-se que também já era oferecido aos visitantes portadores de deficiências visuais, outros aportes como: mapas dos parques em braile e também um Walkman - também disponível por meio de um depósito caução de US$25.00 - onde o usuário pode escolher para que funcione como um “audio guide”, mais semelhante a um guia; ou, como um “audio tour”, esse sim mais descritivo, com informações sobre as atrações. Todavia, é de se imaginar que tais dispositivos caiam em desuso com o advento desta nova tecnologia, ou seja, o Audio Description.
As atrações que funcionam, atualmente, com o Audio Description são as seguintes:


Magic Kingdom:
The Enchanted Tiki Room Under New Management
Pirates of the Caribbean
Haunted Mansion
It’s a Small World
Peter Pan’s Flight
Snow White’s Scary Adventures
The Many Adventures of Winnie the Pooh
Mickey’s Country House
Minnie’s Country House
Buzz Lightyear’s Space Ranger Spin
Tomorrowland Transit Authority


Epcot:
Spaceship Earth
Universe of Energy
Journey into Imagination
Honey I Shrunk the Audience
Living with the Land
Turtle Talk with Crush
O’Canada
Impressions de France
The American Adventure
Reflections of China
Gran Fiesta Tour Starring The Three Caballeros


Disney’s Hollywood Studios:
Indiana Jones Epic Stunt Spectacular
Jim Henson’s Muppet*Vision 3D
Walt Disney: One Man’s Dream
Magic of Disney Animation
Beauty and the Beast: Live on Stage


Disney’s Animal Kingdom:
It’s Tough to be a Bug!
Pangani Forest Exploration Trail
Maharajah Jungle Trek


Com o objetivo de também atender aos deficientes auditivos, no aparelho também são exibidas legendas com a descrição sincronizada das atrações.
Destaque-se que, inicialmente, tal dispositivo somente estará disponível no idioma inglês
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Fonte: Marta Gil

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Livro: "DEFICIENTE MENTAL Por que fui um?"

Encontrei este livro em minhas pesquisas de leitura e achei interessante para compartilhar com voces mais este ítem. O tema é pertinente ao conteúdo deste blog, mas tem um enfoque diferente que nos leva a reflexão de coisas que transcendem a matéria, o espaço e o tempo. Beijos à todos...

De Antonio Carlos com Psicografia de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho

Contra capa: Todos nós nos perguntamos por que algumas pessoas nascem normais e outras com deficiência mental ou física. Acaso? Destino? Ou há explicação mais lógica e profunda para isso?A convite de Antônio Carlos, alguns espíritos que viveram uma encarnação como deficiente mental vêm nos responder a essas e a outras dúvidas de forma clara e precisa, mostrando-nos que a bondade e a justiça de Deus estão sempre presentes em todos os acontecimentos de nossa vida. Mais que um livro, uma homenagem sincera e carinhosa às pessoas que cuidam, amam e orientam aqueles que por algum motivo passam uma encarnação com deficiência.

Editora: PETIT

PS: Se você quiser conhecer o conteúdo do livro: clique no site abaixo; digite o título; em seguida clique sobre o livro. Abrirá uma tela onde aparecerá na íntegra todos os capítulos; é só usar a barra lateral de rolagem para mudar as páginas. Boa Leitura

http://books.google.com.br/

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Recursos e Tecnologias Inclusivas

Tecnologias e recursos materiais que podem ser utilizados
Quando falamos em tecnologias e recursos que auxiliam a criança ou adolescente com deficiência na sala de aula, devemos lembrar que eles não são recursos que magicamente farão o aluno superar suas dificuldades. Qualquer que seja o auxílio pensado, sempre passa pela percepção que o professor tem sobre as dificuldades e possibilidades de seu aluno. O auxílio só faz sentido a partir desta relação. Por isso, dizemos que não há regras, existem sugestões para ajudar o professor a pensar em possibilidades, mas isto sempre será posterior a este primeiro contato e conhecimento prévio do professor em relação a criança ou adolescente.
Os alunos com deficiências geralmente usam os mesmos recursos materiais que os demais alunos. Existem, no entanto, adaptações que podem ser necessárias para facilitar a realização de atividades para quem possui alguma limitação motora, sensorial ou cognitiva. Esses recursos são chamados de “ajudas técnicas” ou “tecnologias assistivas”.
Infelizmente, esses recursos são caros para a maioria das pessoas com deficiência. É aí que entra a criatividade da professora que engrossa o lápis com fita adesiva para que o aluno possa segurá-lo melhor e, sem saber, também está fazendo tecnologia assistiva, por exemplo.

Lembre-se que:
• as adaptações devem auxiliar o aluno e o professor;
• a necessidade de cada aluno com deficiência é única ; portanto, a família e ele mesmo devem participar da criação e da escolha dos recursos que podem ajudá-lo;
• o recurso deve sempre ser reavaliado pelo aluno e pelo professor, para ter certeza de que está realmente sendo útil e como pode ser aprimorado ou substituído;
• as adaptações também podem servir para facilitar o uso do banheiro, da cozinha ou do refeitório, do pátio, das quadras, dos parques, dos auditórios, das salas de aula e de informática, ou seja, todos os ambientes escolares freqüentados pelos alunos podem necessitar de adaptações.
Muitas vezes, nós, professores — depois de algumas tentativas frustradas com o aluno com deficiência — acabamos concluindo, erroneamente, que a criança não tem condições de aprender.
Nesses momentos, é bom lembrar que cada caso é um caso. Confie na sua criativi­dade, no seu bom senso e, principalmente, na opinião do aluno. Se não conseguir resolver a dificuldade, talvez seja interessante buscar a opinião de profissionais da área de reabilitação ou especializados em educação de crianças com deficiência. Pessoas com formações diversas podem abordar a dificuldade sob perspectivas diferentes, o que pode ser útil em situações mais complexas.
Ao observar um aluno, não olhe apenas as dificuldades. É importante verificar as habilidades e as formas que ele usa para vencer desafios. Se achar que vale à pena mudar ou incrementar essas estratégias, converse com o aluno e, acima de tudo, respeite a opinião dele

Como saber qual é o recurso que seu aluno precisa?

Aqui vão algumas sugestões, baseadas na experiência de outros professores:
• Observe o aluno durante as aulas, o intervalo, a hora da entrada e saída e demais atividades escolares. Preste atenção nas dificuldades e soluções que ele adota para lidar com suas limitações;
• Converse com o aluno e pergunte se ele acha que precisa de outros recursos;
• Avalie e defina com o aluno quais as atividades que podem ser facilitadas com uso de materiais pedagógicos adaptados ou tecnologias assistivas para as atividades da vida diária;
• Converse com o aluno, sua família e colegas de sala para encontrar soluções. Converse com outros profissionais que também trabalham com o aluno;
• Pesquise produtos disponíveis no mercado, materiais e objetos baratos que podem ajudar a desenvolver habilidades. Pense nas formas de construir este objeto;
• Considere todas as opiniões, especialmente, as do aluno, e faça a escolha, considerando os recursos financeiros. Desenhe as propostas ou faça um modelo, se for possível;
• Faça parcerias com a comunidade: faculdades, escolas SENAI, marcenarias, oficinas de costuras, metalúrgicas, que podem ajudar a desenvolver e construir o equipamento;
• Em conjunto com o aluno, escolha o melhor processo de confecção do equipamento;
• Incorpore o recurso às atividades escolares, observe e pergunte ao aluno sobre como se sente;
• Verifique se o objeto cumpriu plenamente sua finalidade e se as condições do aluno mudam com o tempo, ou se é necessária alguma mudança.

É importante relembrar que as tecnologias assistivas vão desde uma fita crepe colocada nos cantos do papel para que a folha não escorregue com os movimentos involuntários de um aluno com deficiência motora, a criação de um jogo da memória com desenhos feitos em relevo (com cola plástica, dentre outras alternativas) até um software adaptado para que os cegos possam ter acesso ao computador. Portanto, não se assuste professor! Uma boa dose de criatividade fará com que você encontre soluções simples para facilitar o aprendizado de seus alunos.
Caso não disponha de nenhum recurso material, você pode pedir para que um outro aluno segure a folha para que a pessoa com deficiência motora possa fazer sua atividade. O importante é que, mesmo sem recursos, você encontre soluções para que seu aluno possa acompanhar as atividades da sala de aula. O que conta verdadeiramente é a sensibilidade do professor em relação ao aluno e a disponibilidade para encontrar soluções que o ajudem.

Equipamentos que todos podem aprender a usar

Recursos para Deficientes visuais:
• Reglete (tipo de régua para se escrever em braile) - O papel fica preso entre essa régua e um pedaço de madeira. Com a punção (um pino com ponta de metal afiada) faz os buraquinhos que formarão as palavras em alto relevo do lado do avesso. A escrita é feita da direita para a esquerda e a leitura da esquerda para a direita;
• Punção é o lápis - ou a caneta da pessoa cega;
• Máquina braile - é a máquina de escrever usada pelas pessoas cegas. Possui nove teclas. Para digitar, basta fazer as combinações de pontos em relevo, pressionando as teclas;
• Mapa tátil para ensinar geografia e informar sobre a localização de lugares para pessoas cegas. Pode ser feito recobrindo-se os mapas comuns com materiais com texturas diferentes ou com areia, argila, massinha etc.;
• Lupas, lentes de aumento e réguas de leitura.
• Soroban - é um instrumento de cálculo de origem oriental, formado por continhas de madeira ou de plástico enfiadas em arames. Ele é vantajoso como material de apoio ao ensino da matemática por ser um recurso tátil, de fácil manejo e de custo reduzido. Com ele o estudante aprende concretamente os fundamentos da matemática, as ordens decimais e seus respectivos valores, as quatro operações e mesmo cálculos mais complexo.

Recursos para os Surdos
Os surdos baseiam-se também nas pistas visuais.
A utilização de recursos visuais adequados facilita a compreensão do que está sendo ensinado. Alguns desses recursos são: objetos, filmes, fitas de vídeo, fotos, gravuras de livros e revistas e desenhos etc A escrita e ainda o uso da língua de sinais, da mímica, da dramatização, de expressões faciais e corporais de gestos naturais e espontâneos ajudam a dar significado ao que está sendo estudado.

A criança surda e a comunicação
• Alguns pais preferem que seus filhos aprendam a falar, outros preferem que aprendam a Língua Brasileira de Sinais, chamada também de Libras. Há os que querem que seus filhos aprendam ambas as línguas;
• Não devemos esquecer que a própria criança ou adolescente tem o direito de escolher qual o tipo de comunicação que prefere utilizar. Alguns sentem-se mais à vontade para se expressarem através da língua de sinais, e outros através da língua portuguesa. Isto deve ser respeitado;
• Para que possa expressar seus desejos e suas necessidades, a criança surda deve aprender algum tipo de linguagem;
• A escola precisa preparar a criança surda para a vida em sociedade, oferecendo-lhe condições para aprender um código de comunicação que permita sua participação na sociedade;
• Jogos, desenhos, dramatizações, brincadeiras de faz-de-conta, histórias infantis ajudam a aquisição da linguagem e a aprendizagem de conceitos e regras de um código de comunicação.


Recursos para deficiência motora
A crianças com deficiência motora têm dificuldade para segurar o lápis e coordenar os movimentos podem ter maior independência com a utilização de algumas adaptações nos materiais escolares.

Experimente:
• Os lápis podem ter seu diâmetro engrossado por várias camadas de fita crepe, argila, espuma, massa do tipo epóxi ou outro material;
• Evitar o uso de cadernos que são difíceis de fixar na mesa; prefira a folha solta de tamanho A4 ou papel manilha (papel de embrulho);
• Prender o papel nos quatro can­tos com fita crepe larga e que suporte os movimentos de traça­do da criança;
• Atividades preparadas pelo professor com traçado grosso feito com pincel atômico em tamanho grande para melhor visualização, per­cepção e entendimento da criança;
• Traçados de desenhos, letras, números feitos na cor preta em papel branco;
• Prancha elevatória para aproximar a folha, caderno, livro, etc e melhorar visualização e manipulação do aluno;
• Para a criança na fase de construção da escrita, faça linhas com pincel atômico e espaço entre linhas de acordo com o tamanho da letra do aluno. O espaço entre as linhas pode ser diminuído gradativamente;
• Para a criança com dificuldade de percepção espacial (não consegue encontrar determinada letra no meio de outras, perdendo-se e frustando-se), experimente isso: numa tira de cartolina ou papel cartão nas cores branca ou preta, faça um buraco retangular de tamanho suficiente para destacar uma letra ou número. Basta deslizar a janela sobre o papel para o aluno localizar e reconhecer letra ou número.

Fonte: SECRETARIA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Estratégias e orientações pedagógicas para a educação de crianças com necessidades educacionais especiais: dificuldades acentuadas de aprendizagem: deficiência física. [livro] Brasília:MEC;SEESP,2002, P. 69.

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RECURSOS PARA EDUCAÇÃO INCLUSIVA


Edição Especial Nova Escola Agosto 2007 (Veja Reportagem na íntegra)



Para quem não enxerga ou não consegue se movimentar, equipamentos, objetos e brinquedos inclusivos possibilitam um aprendizado mais fácil






TECLADO VERSÁTIL
Matheus Levien Leal, 10 anos, está na 4a série e tem paralisia cerebral e baixa visão. Ele usa um teclado com várias lâminas, trocadas de acordo com a atividade. A de escrita, por exemplo, tem cores contrastantes e letras grandes. O equipamento é programado para ajustar o intervalo entre os toques, evitando erros causados por movimentos involuntários.


A criança chega à escola sem falar ou mexer braços e pernas. É possível ensiná-la a ler, por exemplo? Sim, e na sala regular. Para quem tem deficiência, existe a tecnologia assistiva, composta de recursos que auxiliam na comunicação, no aprendizado e nas tarefas diárias. As chamadas altas tecnologias são, por exemplo, livros falados, softwares ou teclados e mouses diferenciados. "Existem recursos para comandar o computador por meio de movimentos da cabeça, o que ajuda quem tem lesão medular e não move as mãos", afirma a fisioterapeuta Rita Bersch, diretora do Centro Especializado em Desenvolvimento Infantil, em Porto Alegre, onde as crianças que aparecem nesta reportagem são atendidas. Já as baixas tecnologias são adaptações simples, feitas em materiais como tesoura, lápis ou colher. Com o mesmo intuito de promover a inclusão, há brinquedos que divertem crianças com e sem deficiência. Os mostrados aqui foram feitos por alunos de Arquitetura da Universidade Federal de Santa Catarina. Já os livros táteis são do Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual, de Florianópolis. O educador da classe regular pode procurar esses materiais na sala de atendimento educacional especializado (a sala de apoio). "Nela, o professor especializado oferece recursos e serviços que promovem o acesso do aluno ao conhecimento escolar. Por isso, o diálogo entre os dois profissionais é fundamental", afirma Rosângela Machado, coordenadora de Educação Especial do município de Florianópolis. Confira alguns materiais que podem favorecer a aprendizagem da sua turma.

DIGITAÇÃO SEM ERROS

O suporte, colocado sobre o teclado, chama-se colméia. Ele impede que o estudante com dificuldade motora pressione a tecla errada.







NUM PISCAR DE OLHOS


O acionador faz a função do clique do mouse e pode ser ativado ao bater ou fechar a mão, puxar um cordão, piscar, soprar, sugar... O aparato pode ser colocado em qualquer parte do corpo do aluno. Com ele, é possível acessar livros virtuais, brincar com jogos e até digitar, usando um teclado virtual.










JOGOS COLORIDOS
João Vicente Fiorentini, 10 anos, tem deficiência física e está na2a série. Por causa da dificuldade de segurar o lápis, ele usa materiais adaptados e aprende a escrever com jogos feitos de tampinhas e cartões plastificados. O material permite a João ainda relacionar cores e quantidades.




Deficiência Mental

COMO IDENTIFICAR SINAIS DE DEFICIÊNCIA MENTAL EM SALA DE AULA

Deficiência mental
• Atraso no desenvolvimento neuro-psicomotor (a criança demora para firmar a cabeça, sentar, andar, falar);
• Dificuldade no aprendizado (dificuldade de compreensão de normas e ordens, dificuldade no aprendizado escolar).
• É preciso que haja vários sinais para que se suspeite de deficiência mental. Um único aspecto não pode ser considerado como indicativo de qualquer deficiência.

O que você pode fazer?
Nem sempre é fácil o diagnóstico da deficiência mental, porque os sinais podem ser indicadores de problemas de outra ordem, como as questões emocionais que interferem no aprendizado. Portanto, o professor deve ser cuidadoso e procurar descartar esta possibilidade antes de encaminhar a família para um diagnóstico de deficiência.
Este tipo de diagnóstico é feito por uma equipe multiprofissional composta por psicólogo, médico e assistente social. Tais profissionais, atuando em equipe, têm condições de avaliar o indivíduo em sua totalidade, ou seja, o assistente social através do estudo e diagnóstico familiar (dinâmica de relações, situação da pessoa com deficiência na família, aspectos de aceitação ou não das dificuldades da pessoa, etc.) analisará os aspectos sócio culturais; o médico através de entrevista detalhada e exame físico (recor­rendo a avaliações laboratoriais ou de outras especialidades, sempre que necessário) analisará os aspectos biológicos e finalmente o psicólogo que, através da entrevista, observação e aplicação de testes, provas e escalas avaliativas específicas, avaliará os aspectos psicológicos e nível de deficiência mental.

Dicas de convivência
Mitos sobre deficiência mental
• Toda pessoa com deficiência mental é doente;
• Pessoas com deficiência mental morrem cedo, devido a “graves” e “incontornáveis” problemas de saúde;
• Pessoas com deficiência mental precisam usar remédios controlados;
• Pessoas com deficiência mental são agressivas e perigosas, ou dóceis e cordatas;
• Pessoas com deficiência mental são generalizadamente incompetentes;
• Existe um culpado pela condição de deficiência;
• Meio ambiente pouco pode fazer pelas pessoas com deficiência;
• Pessoas com deficiência mental só estão “bem” com seus “iguais”;
• Para o aluno com deficiência mental, a escola é apenas um lugar para exercer alguma ocupação fora de casa.

Como tratar pessoas com deficiência mental?
• Aja naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência mental;
• Trate-a com respeito e consideração, de acordo com sua idade;
• Não a ignore. Cumprimente e despeça-se dela normalmente, como faria com qualquer pessoa;
• Dê atenção a ela, converse e vai ver como pode ser agradável;
• Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência mental levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais.

Alunos com deficiência mental
• Não subestime a inteligência das pessoas com deficiência mental! Encoraje as perguntas e a expressão de suas opiniões;
• Não superproteja as pessoas com deficiência mental. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário;
• Valorize mais o processo do que o resultado. Mas não ignore os resultados, eles também devem ser esperados e cobrados do aluno com deficiência m e n t a l ;
• Promova a participação em atividades estimulantes e diversificadas;
• Respeite as preferências, os gostos e as decisões da pessoa.
Fonte Livro: Educação Inclusiva: O que o professor tem a ver com isto?

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"As escolas devem ajustar-se a todas as crianças, independentemente das suas condições físicas, sociais, linguísticas ou outras. Neste conceito devem incluir-se crianças com deficiência ou superdotadas, crianças da rua ou crianças que trabalham, crianças de populações imigradas ou nômades, crianças de minorias linguísticas, étnicas ou culturais e crianças de áreas ou grupos desfavorecidos ou marginais" Declaração de Salamanca, UNESCO, 1994

O TEMPO DE CADA UM

Edição Especial NovaEscola 08/2007 (veja reportagem na íntegra)



Aos 7 anos, este garoto atento ao exercício nem sequer pronunciava o próprio nome: Henrique. Sua família pouco sabia como ajudá-lo. Na escola, ele pôde conhecer a si mesmo, o manejo das coisas, as outras crianças... Estudar foi a primeira porta aberta para o desenvolvimento, que ele encontrou num ensino que respeita O TEMPO DE CADA UM


"Hoje a escola é a sua casa", conta Regina Graner, professora da 4ª série da EMEF Professor Taufic Dumit, em Piracicaba, a 160 quilômetros de São Paulo."Ele conversa, participa das aulas e troca idéias com os colegas."Para Henrique Michel da Silva, é uma grande conquista. Aos 10 anos, está aprendendo a comandar a própria vida, que antes era dominada pela deficiência mental.Além de ter dificuldade para falar e se fazer entender, ele não conseguia comer nem se vestir sozinho. Sua mãe achava isso um impedimento insuperável."Ele sempre foi mais lento para aprender as coisas", justificava a dona-de-casa Elisângela de Fátima Oliveira da Silva quando era indagada pela professora do filho.Elisângela não imaginava do que Henrique seria capaz se fosse incentivado de maneira adequada. Foi com a ajuda da professora Marta Giuste da Silva, na 1a série, que ele conseguiu dizer seu nome claramente pela primeira vez. "Comecei um trabalho com ele desde a pronúncia", diz a educadora. Daí em diante, o processo deslanchou. O menino revelou-se um dedicado aprendiz na sala de aula, daqueles que não se calam cada vez que têm uma dúvida. Ao mesmo tempo, a professora conversou muito com a mãe de Henrique e conscientizou-a de que a escola regular tinha a obrigação de receber seu filho.Na sala de apoio, o garoto contou com uma professora para ajudá-lo a se desenvolver no que tinha mais dificuldade. Com o tempo, passou a ler histórias por meio de imagens e a contá-las aos amigos. "Ele já monta pequenas frases, desenha e organiza livrinhos", diz a educadora especializada Maria Aparecida Valelongo Cunico.Há pouco tempo, o destino provável de Henrique seria uma classe só com crianças com o mesmo quadro de retardo mental.Hoje, seu direito de estudar na escola regular vem sendo respeitado, ainda que falte à maioria das pessoas entender o que é deficiência mental."É um atraso na adaptação ao aprendizado, ao convívio social e às funções motoras", explica o psiquiatra José Belisário Cunha, da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil (Abenepi), em Belo Horizonte.Quem tem deficiência é capaz de muita coisa: ler, escrever, fazer contas, correr, brincar e até ser independente. "A grande novidade é que, se a criança for estimulada a descobrir seu potencial, as dificuldades deixam de persistir em tudo o que ela faz", afirma Belisário.


Independente desde cedo



É muito comum a família de uma criança com deficiência querer fazer tudo por ela. "É difícil se conter diante das dificuldades", diz Belisário. "Mas na escola, no meio da garotada, qualquer um aprende a se virar sozinho." Para o psiquiatra, as instituições e classes especiaisnão colheram grandes frutos justamente por terem assumido o papel de protetoras. Ir ao banheiro sozinho, fazer exercícios em grupo e brincar no recreio são estímulos que contribuem para o desenvolvimento intelectual do aluno.O casal de agricultores gaúchos Marlene e Reni Wasen, da cidade de Sapiranga, na Grande Porto Alegre, soube de antemão que seu filho viria ao mundo com síndrome de Down,provocada por uma anomalia genética. Ígor Wasen, 9 anos, aprendeu muita coisa desde cedo.Começou a andar com 1 ano e 7 meses e parou de usar fraldas quando ainda era bebê.Na creche, tomava banho e vestia-se sozinho. Ele cresceu e continuou independente. Nos bailes da cidade, aonde vai até hoje com a família, desgarra-se dos pais para dançar e comprar refrigerante. "Não se perde nem no meio de mil pessoas", diz a mãe. Quando não tem muita lição de casa, o guri se oferece para ajudar os pais a carregar lenha.Mesmo com esses precedentes animadores, o garoto surpreendeu Marlene e Reni quando escreveu seu nome logo no início da 1a série da EMEF Pastor Frederico Schasse, em Morro Reuter, a 80 quilômetros da capital gaúcha. Ígor já escreve um pouco em português, mas, na hora de falar, o idioma alemão é praticamente lei na comunidade onde vive."Só falamos português quando tem visita", diz a mãe.Em decorrência da síndrome de Down, o menino tem alguma dificuldade de se expressar. Ainda bebê, começou a ir à fonoaudióloga na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) para tratar o distúrbio.Até hoje, visita uma especialista toda semana. E, na sala de aula, dá-lhe ouvir histórias. Assim, a professora Dirce Sauzen o estimula a conversar sobre elas com os colegas.Ígor ainda tem pouca destreza com as letras, mas se sai muito bem em jogo de memória e no quebra-cabeças. Quando percebeu a facilidade do garoto para associar pecinhas, a professora aproveitou para reunir materiais que tivessem desenhos, palavras e números. "Ele consegue resolver mais rápido os exercícios que exigem montagem e organização", conta Dirce.
Ígor é prova de que a deficiência pode falar mais alto numa habilidade, mas pouco influi em outras."Se um aluno se dá mal em Matemática, pode ter afinidade em área que não depende do raciocínio lógico", afirma Belisário.


Atividades e estratégias


PROPORÇÃO
O desenvolvimento da coordenação motora pode ser mais lento em crianças que têm deficiência mental. Uma das maneiras de estimular o aluno a dominar seus movimentos é fazê-lo escrever o nome em folhas de papel de diferentes tamanhos. Assim, ele também visualiza a necessidade de aumentar ou diminuir a letra de acordo com o espaço.
INTEGRAÇÃO
É muito comum uma criança com deficiência mental ter problemas de oralidade. Por isso, aulas que estimulem o aluno a contar histórias são bem-vindas. É importante dar continuidade à atividade com bate-papos na classe sobre os personagens ou sugerindo que os estudantes dêem o próprio final à trama e o apresentem aos colegas. A atividade deve sempre ser feita com a turma toda.
VARIEDADE
Diversifique os meios de acesso ao conteúdo na sala de aula. Crianças com deficiência mental (e sem deficiência também) nem sempre aprendem por meio de folhas com exercícios impressos, livros didáticos ou material concreto de Matemática. Elas podem se identificar mais com músicas, passeios, desenhos, vídeos ou debates.

(Conheça a Edição sobre Educação Especial e Inclusão: visite o site http://revistaescola.abril.com.br/edicoes-especiais/026.shtml)

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SAIBA MAIS:

Leia o documento do MEC que fala sobre a Deficiência Mental (2006), clique no endereço abaixo:
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/defmental.pdf

Cada um aprende de um jeito

dição 192 Nova Escola 05/2006 (Veja reportagem completa)

Professores propõem a alunos de 1ª a 8ª série com deficiência as mesmas atividades planejadas para os demais
A lei é categórica: todas as crianças e jovens de 6 a 14 anos devem estar matriculados na rede regular de ensino, sem exceção. Entre os objetivos que se apresentam, está o de ensinar os conteúdos curriculares de uma forma que permita também aos que têm deficiência mental aprender. Para alcançá-lo, é necessário respeitar o ritmo e os limites de cada aluno e propor as mesmas atividades a toda a turma.

Cor no material


Crianças e jovens com deficiência mental geralmente têm dificuldade de se concentrar por muito tempo. Para prender a atenção delas, são recomendadas atividades dinâmicas e que envolvam muitas cores. Leila Splendore, coordenadora de Matemática da Escola Viva, tem uma estratégia simples: usar gizes coloridos ao escrever no quadro e dar lápis de cor e canetinhas para os alunos fazerem seus registros nos cadernos. Ela também cria jogos com tabuleiros bem coloridos em que utiliza elementos do cotidiano da turma: números de duas casas, que podem ser relacionados à idade dos alunos, e papéis representando cédulas de real.

Os cinco sentidos
Utilizar materiais com diferentes texturas, estimular o olfato dos alunos e fazê-los aguçar os ouvidos são estratégias valiosas. Para divertir a turma do 1º ano do Ensino Fundamental e prender a atenção de Clayton Deutschle (segurando o livro), 10 anos, a professora Juliana Zimmer, da escola Professor Francisco Weiler, inicia as aulas com dança e canto. Na hora da leitura, ela pede que as crianças façam gestos e produzam sons relacionados ao enredo.


Atividade manual

Quando um aluno termina a atividade antes dos colegas, pode começar a tumultuar a aula ou tirar a concentração dos demais. A criança com deficiência mental não é diferente. Ela muitas vezes perde o interesse pelas tarefas. Por isso, é importante sempre deixar na sala materiais de artes para que todos possam colar, pintar, desenhar, moldar ou bordar no tempo livre. Essas atividades ajudam também a melhorar a concentração dos alunos com deficiência. No contato com a arte, Valentina Chaluleu, 15 anos, aluna da 7ª série da Escola Viva, aprimora a concentração e demonstra interesse pelas tarefas.

Atividades inclusivas...
• Fazem os alunos com deficiência mental avançarem dentro de seus limites.
• Mostram que todos são parte importante do grupo.
• Estimulam o respeito e a cooperação.

sábado, 18 de julho de 2009

Formas criativas para estimular a mente de Def. Intelectuais

Edição 223 Junho 2009 (Nova Escola - veja reportagem completa)

O professor deve entender as dificuldades dos estudantes com limitações de raciocínio e desenvolver formas criativas para auxiliá-los

CONCENTRAÇÃO


Enquanto a turma lê fábulas, Moisés faz desenhos sobre o tema para exercitar o foco.


De todas as experiências que surgem no caminho de quem trabalha com a inclusão, receber um aluno com deficiência intelectual parece a mais complexa. Para o surdo, os primeiros passos são dados com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os cegos têm o braile como ferramenta básica e, para os estudantes com limitações físicas, adaptações no ambiente e nos materiais costumam resolver os entraves do dia-a-dia. Mas por onde começar quando a deficiência é intelectual? Melhor do que se prender a relatórios médicos, os educadores das salas de recurso e das regulares precisam entender que tais diagnósticos são uma pista para descobrir o que interessa: quais obstáculos o aluno enfrentará para aprender - e eles, para ensinar.
No geral, especialistas na área sabem que existem características comuns a todo esse público (leia a definição no quadro abaixo). São três as principais dificuldades enfrentadas por eles: falta de concentração, entraves na comunicação e na interação e menor capacidade para entender a lógica de funcionamento das línguas, por não compreender a representação escrita ou necessitar de um sistema de aprendizado diferente. "Há crianças que reproduzem qualquer palavra escrita no quadro, mas não conseguem escrever sozinhas por não associar que aquelas letras representem o que ela diz", comenta Anna Augusta Sampaio de Oliveira, professora do Departamento de Educação Especial da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp).
Alunos com dificuldade de concentração precisam de espaço organizado, rotina, atividades lógicas e regras. Como a sala de aula tem muitos elementos - colegas, professor, quadro-negro, livros e materiais -, focar o raciocínio fica ainda mais difícil. Por isso, é ideal que as aulas tenham um início prático e instrumentalizado. "Não adianta insistir em falar a mesma coisa várias vezes. Não se trata de reforço. Ele precisa desenvolver a habilidade de prestar atenção com estratégias diferenciadas para, depois, entender o conteúdo", diz Maria Tereza Eglér Mantoan, doutora e docente em Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
O ponto de partida deve ser algo que mantenha o aluno atento, como jogos de tabuleiro, quebra-cabeça, jogo da memória e imitações de sons ou movimentos do professor ou dos colegas - em Geografia, por exemplo, ele pode exercitar a mente traçando no ar com o dedo o contorno de uma planície, planalto, morro e montanha. Também é importante adequar a proposta à idade e, principalmente, aos assuntos trabalhados em classe. Nesse caso, o estudo das formas geométricas poderia vir acompanhado de uma atividade para encontrar figuras semelhantes que representem o quadrado, o retângulo e o círculo.
A meta é que, sempre que possível e mesmo com um trabalho diferente, o aluno esteja participando do grupo. A tarefa deve começar tão fácil quanto seja necessário para que ele perceba que consegue executá-la, mas sempre com algum desafio. Depois, pode-se aumentar as regras, o número de participantes e a complexidade. "A própria sequência de exercícios parecidos e agradáveis já vai ajudá-lo a aumentar de forma considerável a capacidade de se concentrar", comenta Maria Tereza, da Unicamp.

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SÍNDROME DE DOWN

Definição: alteração genética caracterizada pela presença de um terceiro cromossomo de número 21. A causa da alteração ainda é desconhecida, mas existe um fator de risco já identificado. “Ele aumenta para mulheres que engravidam com mais de 35 anos”, afirma Lília Maria Moreira, professora de Genética da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
• Características: além do déficit cognitivo, são sintomas as dificuldades de comunicação e a hipotonia (redução do tônus muscular). Quem tem a síndrome de Down também pode sofrer com problemas na coluna, na tireoide, nos olhos e no aparelho digestivo, entre outros, e, muitas vezes, nasce com anomalias cardíacas, solucionáveis com cirurgias.
Recomendações: na sala de aula, repita as orientações para que o estudante com síndrome de Down compreenda. “Ele demora um pouco mais para entender”, afirma Mônica Leone Garcia, da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. O desempenho melhora quando as instruções são visuais. Por isso, é importante reforçar comandos, solicitações e tarefas com modelos que ele possa ver, de preferência com ilustrações grandes e chamativas, com cores e símbolos fáceis de compreender. A linguagem verbal, por sua vez, deve ser simples. Uma dificuldade de quem tem a síndrome, em geral, é cumprir regras. “Muitas famílias não repreendem o filho quando ele faz algo errado, como morder e pegar objetos que não lhe pertencem”, diz Mônica. Não faça isso. O ideal é adotar o mesmo tratamento dispensado aos demais. “Eles têm de cumprir regras e fazer o que os outros fazem. Se não conseguem ficar o tempo todo em sala, estabeleça combinados, mas não seja permissivo.” Tente perceber as competências pedagógicas em cada momento e manter as atividades no nível das capacidades da criança, com desafios gradativos. Isso aumenta o sucesso na realização dos trabalhos. Planeje pausas entre as atividades. O esforço para desenvolver atividades que envolvam funções cognitivas é muito grande e, às vezes, o cansaço faz com que pareçam missões impossíveis para ela. Valorize sempre o empenho e a produção. Quando se sente isolada do grupo e com pouca importância no trabalho e na rotina escolares, a criança adota atitudes reativas, como desinteresse, descumprimento de regras e provocações.
Fonte: Revista Nova Escola Edição Especial Julho 2009 Título original: Aprender a superar.



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Saiba mais visitando o portal do MEC

Dificuldades Acentuadas de Aprendizagem ou Limitações no Processo de Desenvolvimento
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/dificuldadesdeaprendizagem.pdf

ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
DEFICIÊNCIA MENTAL
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/defmental.pdf


Filme "O oitavo dia"


"Oitavo Dia" (L' Hutième Jour - 1996), de Jaco Van Dormael, que revelou, pela primeira vez, um vencedor com deficiência intelectual ao Festival de San Remo em 1996. O prêmio de melhor ator do festival coube à impressionante exibição do ator belga PASCAL DUQUENNE, uma pessoa com síndrome de down, que dividiu o prêmio de melhor ator com o veterano francês Daniel Auteil.





PS: Se tiver oportunidade, assista o filme, eu assisti e recomendo!!!

Veja um trecho do filme, clique no endereço abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=DqRRyUE7ALs

deficiência física

Deficiência Física:
• Definição: uma variedade de condições que afeta a mobilidade e a coordenação motora geral de membros ou da fala. Pode ser causada por lesões neurológicas, neuromusculares e ortopédicas, más-formações congênitas ou por condições adquiridas. Exemplos: amiotrofia espinhal (doença que causa fraqueza muscular), hidrocefalia (excesso do líquido que serve de proteção ao sistema nervoso central) e paralisia cerebral (desordem no sistema nervoso central), que exige dos professores cuidados específicos em sala de aula (leia mais a seguir).
• Características: são comuns as dificuldades no grafismo em função do comprometimento motor. Às vezes, o aprendizado é mais lento, mas, exceto nos casos de alteração na motricidade oral, a linguagem é adquirida sem problemas. Muitos precisam de cadeira de rodas ou muletas para se locomover. Outros apenas de apoios especiais e material escolar adaptado, como apontadores, suportes para lápis etc.
• Recomendações: a escola precisa ter elevadores ou rampas. Fique atento a cuidados do dia a dia, como a hora de ir ao banheiro. “Algum funcionário que tenha força deve acompanhar a criança”, explica Marília Costa Dias, professora do Instituto Superior de Educação Vera Cruz, na capital paulista. Nos casos de hidrocefalia, é preciso observar sintomas como vômitos e dores de cabeça, que podem indicar problemas com a válvula implantada na cabeça.

Paralisia Cerebral:
• Definição: lesão no sistema nervoso central causada, na maioria das vezes, por uma falta de oxigênio no cérebro do bebê durante a gestação, ao nascer ou até dois anos após o parto. “Em 75% dos casos, a paralisia vem acompanhada de um dano intelectual”, acrescenta Alice Rosa Ramos, superintendente técnica da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), em São Paulo.
• Características: a principal é a espasticidade, um desequilíbrio na contenção muscular que causa tensão. Inclui dificuldades para caminhar, na coordenação motora, na força e no equilíbrio. Pode afetar a fala.
• Recomendações: para contornar as restrições de coordenação motora, use canetas e lápis mais grossos – uma espuma em volta deles presa com um elástico costuma resolver. Utilize folhas avulsas, mais fáceis de manusear que os cadernos. Escreva com letras grandes e peça que o aluno se sente na frente. É importante que a carteira seja inclinada. Se ele não consegue falar e não utiliza uma prancha própria de comunicação alternativa, providencie uma para ele com desenhos ou fotos por meio dos quais se estabelece a comunicação. Ela pode ser feita com papel cartão ou cartolina, em que são colados figuras pequenas, do mesmo material, e fotos que representem pessoas e coisas significativas, como os pais, os colegas da classe, o time de futebol, o abecedário e palavras-chave, como “sim”, “não”, “fome”, “sede”, “entrar”, “sair” etc. Para informar o que quer ou sente, o aluno aponta para as figuras e se comunica. Ele precisa de um cuidador para ir ao banheiro e, em alguns casos, para tomar lanche.
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COMO IDENTIFICAR SINAIS DE DEFICIÊNCIA FÍSICA EM SALA DE AULA:

Deficiência Física:
• Movimentação sem coordenação ou atitudes desajeitadas de todo o corpo ou parte dele;
• Anda de forma não coordenada, pisa na ponta dos pés ou manca;
• Pés tortos ou qualquer deformidade corporal;
• Pernas em tesoura (uma estendida sobre a outra);
• Dificuldade em controlar os movimentos, desequilíbrios e quedas constantes;
• Dor óssea, articular ou muscular;
• Segura o lápis com muita ou pouca força;
• Dificuldade para realizar encaixe e atividades que exijam coordenação motora fina.

O que você pode fazer?
Orientar os pais para que procurem profissionais especializados (ortopedista, fisiatra e fisioterapeuta).

Sugestões para a convivência com pessoas com deficiência física
• Quando estiver empurrando uma pessoa sentada numa cadeira de rodas e parar para conversar com alguém, lembre-se de virar a cadeira de frente, para que a pessoa também participe da conversa;
• Empurre a cadeira com cuidado para evitar acidentes e preste atenção às pessoas que caminham à frente;
• Para uma pessoa sentada em cadeira de rodas, é incômodo ficar olhando para cima por muito tempo. Portanto, se a conversa for demorar mais, sente-se ou abaixe-se para que você e ela fiquem com os olhos no mesmo nível;
• Respeite o espaço corporal. A cadeira de rodas (assim como as bengalas e muletas) é quase uma extensão do corpo. Agarrar ou apoiar-se nesses equipamentos não é como se encostar a uma cadeira comum;
• Nunca movimente a cadeira de rodas sem antes pedir permissão para a pessoa que a utiliza;
• É mais seguro subir rampas ou degraus de frente. Para descer, é mais seguro de costas;
• Para subir um degrau, incline a cadeira para trás, levante as rodinhas da frente para apoiá-las sobre o degrau;
• Para descer um degrau, é mais seguro fazê-lo de marcha a ré, sempre apoiando a cadeira, para que a descida seja sem solavancos;
• Para subir ou descer mais de um degrau em seqüência, é mais seguro pedir a ajuda de outra pessoa;
• Se você estiver acompanhando uma pessoa com deficiência que anda devagar, procure acompanhar o passo dela;
• Sempre mantenha as muletas ou bengalas próximas à pessoa com deficiência;
• Esteja atento para a existência de barreiras arquitetônicas quando for visitar algum local com uma pessoa com deficiência motora;
• Pessoas com paralisia cerebral podem ter dificuldades para andar, fazer movimentos involuntários com pernas e braços, apresentar expressões estranhas no rosto e ter dificuldade para falar. Não se intimide com isso. São pessoas como você. Geralmente, têm inteligência normal ou, às vezes, até acima da média;
• Se você não compreender o que a pessoa está dizendo, peça para que repita. Isso demonstra interesse e respeito e as pessoas com dificuldades de comunicação não se incomodam de repetir.

Sugestões para adaptar o ambiente escolar às pessoas com deficiência física
A Secretaria de Educação Especial do MEC - Ministério da Educação sugere:
• O acesso físico é a preocupação fundamental para estes estudantes, devido a dificuldades de locomoção ou ao uso de cadeira de rodas. Isto implica a existência de percursos em que o aluno possa se movimentar mais facilmente de uma aula para as outras, ou seja, em que não tenha de se defrontar com barreiras arquitetônicas. Por isso, aconselhamos verificar se há caminhos mais fáceis para o aluno utilizar, sem obstáculos;
• Estes estudantes podem eventualmente atrasar-se, ao ir de uma sala para outra, principalmente quando as aulas não são todas no mesmo prédio. Pode ser necessário fazer algumas adaptações que permitam ao aluno freqüentar aulas no laboratório;
• Se for possível, trabalhe diretamente com o aluno para criar um local acessível, promovendo a participação dele em todas as tarefas;
• Se a classe fizer um passeio, é importante incluir os alunos com deficiência.

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Edição Especial 08/2007 (Nova Escola - Veja reportagem completa)

SEM OBSTÁCULOS PARA O SABER - DEFICIÊNCIA FÍSICA

NA CADEIRA, MAS SEM RODAS









Marcos usa lápis adaptado com espaguete de piscina:as professoras improvisaram o reforço para que oaluno pudesse escrever com firmeza.






O maior desafio das crianças com deficiência física não está na capacidade de aprender, mas na coordenação motora.“Geralmente, elas têm dificuldade para se movimentar, escrever ou falar. Se estiverem atrasadas no desenvolvimento intelectual, é porque não tiveram uma educação apropriada”, diz Eliane, da Unesp.Marcos Nantes Coutinho, 9 anos, por exemplo, tem dificuldade em memorizar e os especialistas acreditam que é porque ele não consegue registrar os novos aprendizados. Por isso, as professoras da 2a série da EE Olinda Conceição Teixeira Bacha, em Campo Grande, retomam várias vezes os conteúdos e querem que ele tenha aulas de apoio na sala de recursos de uma escola vizinha.Na classe,Marcos é atendido pela parceria afinada de Cristina Encina de Barros, a professora regente, e Yara Mara Barbosa de Oliveira, a itinerante, que percorre as escolas que têm alunos com deficiência. Toda quartafeira elas conversam sobre os avanços do menino e os desafios que ele ainda tem de superar, repassam a programação de estudos e fazem as adaptações necessárias ao garoto.A comunicação aberta entre os profissionais também inclui conversas com assistentes sociais, coordenadores e médicos. Outra estratégia é usar material concreto e imagens. O menino aprende as palavras com um alfabeto móvel, feito com letras recortadas em cartolina, e já monta termos com até três sílabas. Como tem dificuldade em segurar o lápis,muito fino, as professoras improvisaram um reforço com um pedaço de espuma tipo espaguete de piscina.Marcos usa andador, baba e tem dificuldade para falar. Até os 5 anos, ele freqüentou a escola de Educação Infantil da Associação Pestalozzi, onde era assistido por fisioterapeuta, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional e psicóloga. Esta última aconselhou a mãe, Ana Flávia Nantes Zuza, a colocá-lo numa creche regular, como forma de prepará-lo para ingressar no Ensino Fundamental.Na escola,Marcos ganhou autonomia. Durante o ano passado, ele se sentava em cadeira adaptada com apoio para os braços, onde ficava com a postura largada. Como extensão do tratamento terapêutico, a especialista Yara fez uma experiência: colocou-o numa carteira igual à dos demais alunos, encostada à parede. Isso ajudou-o a sustentar o tronco para não escorregar, a ter uma postura melhor e a se equilibrar.Mas a cadeira de rodas é importante e não deve ser evitada.“É preciso aceitar que ela, ou uma prótese, faz parte da vida da criança com deficiência física. É como usar óculos”, diz Eliane.Marcos já não depende tanto do andador: ele o deixa na porta da classe e apóia-se na fileira de carteiras, até o lugar onde se acomoda.Mostra progressos também nas idas ao banheiro – antes, ela tinha que levá-lo, agora só precisa acompanhá-lo até a entrada. Conquistas simples, mas que mostram às professoras que elas estão no caminho certo. “Qualquer criança pode progredir. Basta a gente ensinar com interesse, atenção e amor”, afirma Cristina.


Atividades e estratégias

BEM-ESTAR FÍSICO Procure saber sobre o histórico pessoal e escolar do aluno com deficiência, informe-se com a família e o médico sobre o estado de saúde e quais os efeitos dos remédios que ele está tomando. Esse conhecimento é a base para sugerir qualquer atividade que exija esforço físico. Os exercícios podem, por exemplo, interferir na metabolização de medicamentos.

HABILIDADES BÁSICAS Para ajudar a criança com deficiência física nas habilidades sociais, escolha atividades relacionadas às exigências diárias, como deitar, sentar e levantar-se, arremessar e pegar objetos, parar e mudar de direção. Proponha jogos nos quais o aluno faça escolhas (passar por cima ou por baixo de cordas ou elásticos), para que ele perceba o controle que pode ter sobre o corpo.

INTERAÇÃO Estimule o contato da criança com deficiência com os colegas, permitindo a troca de idéias, a expressão de emoções e o contato físico para auxiliar nas diversas atividades.

PEÇAS IMANTADAS Use material concreto e lousa com letras magnéticas para facilitar a formação de palavras e a memorização quando houver restrição no movimento dos braços.
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COMO TRATAR O DEFICIENTE FÍSICO

SE A PESSOA USAR UMA CADEIRA DE RODAS, É IMPORTANTE SABER QUE PARA UMA PESSOA SENTADA É INCÔMODO FICAR OLHANDO PARA CIMA POR MUITO TEMPO, PORTANTO, SE A CONVERSA FOR DEMORAR MAIS TEMPO DO QUE ALGUNS MINUTOS, SE FOR POSSÍVEL, LEMBRE-SE DE SENTAR, PARA QUE VOCÊ E ELA FIQUEM COM OS OLHOS NUM MESMO NÍVEL.

A CADEIRA DE RODAS (ASSIM COM AS BENGALAS E MULETAS) É PARTE DO ESPAÇO CORPORAL DA PESSOA, QUASE UMA EXTENSÃO DO SEU CORPO. AGARRAR OU APOIAR-SE NA CADEIRA DE RODAS É COMO AGARRAR OU APOIAR-SE NUMA PESSOA SENTADA NUMA CADEIRA COMUM. ISSO MUITAS VEZES É SIMPÁTICO, SE VOCÊS FOREM AMIGOS, MAS NÃO DEVE SER FEITO SE VOCÊS NÃO SE CONHECEM.

NUNCA MOVIMENTE A CADEIRA DE RODAS SEM ANTES PEDIR PERMISSÃO PARA A PESSOA.

EMPURRAR UMA PESSOA EM CADEIRA DE RODAS NÃO É COMO EMPURRAR UM CARRINHO DE SUPERMERCADO. QUANDO ESTIVER EMPURRANDO UMA PESSOA SENTADA NUMA CADEIRA DE RODAS, E PARAR PARA CONVERSAR COM ALGUÉM, LEMBRE-SE DE VIRAR A CADEIRA DE FRENTE, PARA QUE A PESSOA TAMBÉM POSSA PARTICIPAR DA CONVERSA.

AO EMPURRAR UMA PESSOA EM CADEIRA DE RODAS, FAÇA-O COM CUIDADO. PRESTE ATENÇÃO PARA NÃO BATER NAS PESSOAS QUE CAMINHAM A FRENTE.

PARA SUBIR DEGRAUS, INCLINE A CADEIRA PARA TRÁS PARA LEVANTAR AS RODINHAS DA FRENTE E APOIÁ-LAS SOBRE A ELEVAÇÃO.

PARA DESCER UM DEGRAU, É MAIS SEGURO FAZÊ-LO DE MARCHA A RÉ, SEMPRE APOIANDO PARA QUE A DESCIDA SEJA SEM SOLAVANCOS.

PARA SUBIR OU DESCER MAIS DE UM DEGRAU EM SEQÜÊNCIA, SERÁ MELHOR PEDIR A AJUDA DE MAIS UMA PESSOA.

SE VOCÊ ESTIVER ACOMPANHANDO UMA PESSOA DEFICIENTE QUE ANDA DEVAGAR, COM AUXÍLIO OU NÃO DE APARELHOS OU BENGALAS, PROCURE ACOMPANHAR O PASSO DELA. MANTENHA AS MULETAS OU BENGALAS SEMPRE PRÓXIMAS À PESSOA DEFICIENTE. SE ACHAR QUE ELA ESTÁ EM DIFICULDADES, OFEREÇA AJUDA E, CASO SEJA ACEITA, PERGUNTE COMO DEVE FAZÊ-LO. AS PESSOAS TÊM SUAS TÉCNICAS PESSOAIS PARA SUBIR ESCADAS, POR EXEMPLO E, ÀS VEZES, UMA TENTATIVA DE AJUDA INADEQUADA PODE ATÉ MESMO ATRAPALHAR. OUTRAS VEZES, A AJUDA É ESSENCIAL. PERGUNTE E SABERÁ COMO AGIR E NÃO SE OFENDA SE A AJUDA FOR RECUSADA. SE VOCÊ PRESENCIAR UM TOMBO DE UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA, OFEREÇA AJUDA IMEDIATAMENTE. MAS NUNCA AJUDE SEM PERGUNTAR SE E COMO DEVE FAZÊ-LO. ESTEJA ATENTO PARA A EXISTÊNCIA DE BARREIRAS ARQUITETÔNICAS QUANDO FOR ESCOLHER UMA CASA, RESTAURANTE, TEATRO OU QUALQUER OUTRO LOCAL QUE QUEIRA VISITAR COM UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA FÍSICA. PESSOAS COM PARALISIA CEREBRAL PODEM TER DIFICULDADES PARA ANDAR, PODEM FAZER MOVIMENTOS INVOLUNTÁRIOS COM PERNAS E BRAÇOS E PODEM APRESENTAR EXPRESSÕES ESTRANHAS NO ROSTO. NÃO SE INTIMIDE COM ISSO. SÃO PESSOAS COMUNS COMO VOCÊ. GERALMENTE, TÊM INTELIGÊNCIA NORMAL OU, ÀS VEZES, ATÉ ACIMA DA MÉDIA. SE A PESSOA TIVER DIFICULDADE NA FALA E VOCÊ NÃO COMPREENDER IMEDIATAMENTE O QUE ELA ESTÁ DIZENDO, PEÇA PARA QUE REPITA. PESSOAS COM DIFICULDADES DESSE TIPO NÃO SE INCOMODAM DE REPETIR QUANTAS VEZES SEJA NECESSÁRIO PARA QUE SE FAÇAM ENTENDER. NÃO SE ACANHE EM USAR PALAVRAS COMO "ANDAR" E "CORRER". AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA EMPREGAM NATURALMENTE ESSAS MESMAS PALAVRAS. TRATE A PESSOA COM DEFICIÊNCIA COM A MESMA CONSIDERAÇÃO E RESPEITO QUE VOCÊ USA COM AS DEMAIS PESSOAS.

FONTE DE PEQUISA BUSCA GOOGLE

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TOCANDO O CÉU SEM BRAÇOS:

Jessica Cox - A única mulher, deficiente física (sem os dois membros superiores), habilitada a pilotar aviões, nos EUA!

Assista ao vídeo, clique no endereço abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=GlAUPBrxLFo



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Para saber mais, visite o portal do MEC sobre deficiência física

Dificuldades de Comunicação e Sinalização (deficiência física)http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/deficienciafisica.pdf

ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (2006)
DEFICIÊNCIA FÍSICA
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_df.pdf