sábado, 30 de junho de 2012

EXAMES QUE DETECTAM DEFICIÊNCIAS


TESTE DO OLHINHO
O teste do olhinho é fácil, não dói, não precisa de colírio e é rápido (de dois a três minutos, apenas). Uma fonte de luz sai de um aparelho chamado oftalmoscópio, tipo uma "lanterninha", onde é observado o reflexo que vem das pupilas.
Quando a retina é atingida por essa luz, os olhos saudáveis refletem tons de vermelho, laranja ou amarelo, já quando há alguma alteração, não é possível observar o reflexo ou sua qualidade é ruim, esbranquiçada. A comparação dos reflexos dos dois olhos também fornece informações importantes, como diferenças de grau entre olhos ou o estrabismo.
O teste do olhinho previne e diagnostica doenças como a retinopatia da prematuridade, catarata congênita, glaucoma, retinoblastoma, infecções, traumas de parto e a cegueira.
Segundo dados estatísticos, essas alterações atingem cerca de 3% dos bebês em todo o mundo.
- Bebês prematuros devem obrigatoriamente realizar esse teste visual, de modo que afaste o risco da retinopatia da prematuridade, principal causa da cegueira infantil na América Latina.
"Como essas crianças prematuras ainda passam por um processo de formação, possuem vasos sangüíneos imaturos no globo ocular", explica Larissa Magosso, oftalmologista da Maternidade e Hospital da Criança, em São Paulo/SP.
O teste do olhinho pode ser realizado por um pediatra, mas se alguma alteração é identificada, o bebê deve ser encaminhado para o oftalmologista para a realização de exames mais específicos.
Não deixe para depois - Pelo menos 60% das causas de cegueira ou de grave seqüela visual infantil podem ser prevenidos ou tratáveis se fossem detectadas precocemente, antes de se agravarem. Daí a importância do teste do olhinho.
O pior de tudo é que mais da metade dos casos só tem o problema descoberto quando estão cegas ou quase cegas para o resto da vida. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica prevê cerca de 710 novos casos de cegueira por ano.

Dicas: A mamãe e o papai podem observar as fotografias de seu filho. Se em vez do reflexo vermelho que fica nos olhos aparecer uma mancha branca, procure um oftalmologista.

Pergunte ao pediatra do seu bebê quais exames que foram realizados ao seu nascimento. Se o teste do olhinho não estiver entre eles, converse com o médico a possibilidade de realizá-lo.

A catarata não é um problema só de idoso, não. A catarata congênita é uma patologia presente ao nascimento e uma em cada cem crianças nascidas apresenta essa alteração.
Fonte: www.guiadobebe.uol.com.br

TESTE DA ORELHINHA
A triagem auditiva neonatal, obrigatória por lei municipal nº 3028, de 17 de maio de 2000.É um programa de avaliação da audição em recém nascidos, indicada por instituições do mundo todo para diagnóstico precoce de perda auditiva, uma vez que sua incidência, na população geral, é de 1 a 2 por 1000 nascidos vivos.

MÉTODO
A técnica mais utilizada para a triagem auditiva neonatal é o exame de Emissões Otoacústicas Evocadas - EOAs.A EOAs é um exame objetivo, indolor, de rápida execução com tempo médio de 3 a 5 minutos, feito com sono natural, com a colocação de um fone externamente na orelha do bebê.O EOA (Emissões Otoacústicas Evocadas) consiste na produção de um estímulo sonoro e na captação do seu retorno (eco), sendo registrado no computador se as partes internas da orelha (cóclea) estão funcionando, sendo então emitido um gráfico com o resultado do exame.

RESULTADOS
O resultado é informado no final do exame. Um protocolo de avaliação junto com o laudo será enviado à mãe e ao médico solicitante.Quando houver suspeita de deficiência a partir da triagem auditiva, a criança será encaminhada para avaliação otológica e audiológica completas.

QUANDO FAZER?
O exame deverá ser realizado à partir do nascimento, preferencialmente nos primeiros 3 meses de vida do bebê, para que se possa detectar perdas precoces, dificultando o aprendizado da linguagem. Fonte:http://www.testedaorelhinha.com.br/contato.html

TESTE DO PEZINHO

O teste do pezinho é um exame que deve ser feito de preferência na primeira semana de vida do bebê, permite identificar doenças graves que podem causar na criança dificuldades de crescimento, problemas mentais e físicos (fenilcetonúria) e retardamento mental (hipotireoidismo congênito).
Várias doenças congênitas, relacionadas a distúrbios do metabolismo e infecções, podem ser detectadas, os exames são realizados em gotas de sangue coletadas do pezinho do bebê e colocadas em um papel de filtro, deixando secar e enviados para análise.
Na maioria das vezes é realizado o teste básico (postos de saúde da rede básica), e os exames realizados são: Fenilalanina (Fenilcetonúria PKU), cromatografia de aminoácidos (detecta aminoácidopatias), TSH Neonatal (detecta hipotireoidismo congênito).
Já o teste ampliado realiza determinações de 17-OH-Progesterona neonatal (detecta hiperplasia adrenal congênita) e tripsina neonatal (detecta fibrose cística) além de todos do teste básico.
Ainda pode ser feito o teste plus e complementar que detectam outras anormalidades no neonatal.
Quando identificadas cedo e tratadas adequadamente, essas doenças podem ser prevenidas e controladas.
O bebê tem direito ao teste do pezinho e todas as mães e pais podem e devem cobrar dos gestores municipais que disponibilizem o exame grátis nos postos de saúde. Deve ser feito na primeira semana de vida, o que não impede que se realize fora deste período, até mesmo trinta dias após o nascimento pode também ser realizado.

DOENÇAS DETECTADAS NO EXAME

Entre as patologias que podem ser precocemente diagnosticadas pelo Teste do Pezinho nos recém-nascidos destaca-se o hipotireoidismo congênito (HC), a fenilcetonúria (FENIL) e a anemia falciforme, atualmente triadas pela Apae através do SUS. Já aderiram ao programa 100% dos municípios e o objetivo da Apae Salvador é alcançar 100% dos recém-nascidos vivos do Estado.



- Fenilcetonúria (FENIL) É um erro inato do metabolismo, de origem genética, com herança autossômica recessiva que leva a deficiência da enzima que metaboliza o aminoácido Fenilalanina. Com isso, o aminoácido acumula-se no sangue do recém-nascido provocando efeitos tóxicos no sistema nervoso central, levando à deficiência mental, agitação e agressividade. O tratamento precoce previne as alterações e propicia desenvolvimento psico-motor dentro dos padrões normais da população. Incidência: 1/12.500 nascidos vivos.
- Hipotireoidismo Congênito (HC) O hipotireoidismo congênito é um distúrbio decorrente da deficiência de produção dos hormônios da tireóide que ocorre por diferentes causas. O recém-nascido com hipotireoidismo não apresenta sintomas ao nascer, mas, com o tempo, a deficiência dos hormônios tireoidianos leva a atraso de desenvolvimento e retardo mental grave. O tratamento precoce e contínuo resulta em desenvolvimento normal da criança. Incidência: 1:3.500/4.000 nascidos vivos.
- Doenças Falciformes e outras Hemoglobinopatias Hemoglobinopatias é o nome dado ao grupo de doenças de origem genética provocadas por alterações na molécula da hemoglobina (Hb). Essa alteração pode ser estrutural, como na anemia flciforme (AF) ou por deficiência de síntese como nas talassemias. A hemoglobinopatia mais conhecida e de maior incidência em populações afro-descendentes é a anemia falciforme (AF) que é de herança autossômica recessiva. Na AF, a alteração da hemoglobina é estrutural. A hemoglobina normal chamada de Hb A não está presente nas hemácias e sim a hemoglobina S (mutante-variante). O paciente portador de anemia falciforme tem a hemoglobina S em dose dupla (homozigose) e não tem nenhum exemplar da hemoglobina normal (HbA). No exame o resultado: HbSS determina o diagnóstico de anemia falciforme. Outras formas de doenças falciformes se caracterizam pela ausência da hemoglobina A e pela presença de hemoglobinas variantes, como HbS, HbC, Hb D, e outros, os resultados encontrados podem ser: HbSC, HbCC, HbSD, HbCD, entre outros. A anemia falciforme (HbSS) apresenta quadro clínico de: anemia crônica, crises hemolíticas, vaso-oclusivas, crises álgicas (dor), entre outras. O diagnóstico e tratamento precoce melhoram a evolução da doença e qualidade de vida dos indivíduos, além de proporcionar orientação familiar e aconselhamento genético. As outras formas de doenças falciformes como a HbSC, HbSD, HbCC, apresentam quadro clínico de anemia crônica, mas, com sintomas e gravidades diferentes da anemia falciforme ( HbSS). A anemia falciforme e as outras hemoglobinopatias não estão relacionadas com retardo mental. A triagem neonatal e tratamento dos afetados por doenças falciformes e outras hemoglobinopatias diminui morbi-mortalidade destas patologias. A incidência das hemoglobinopatias depende da composição étnica da população estudada. As técnicas disponíveis para detecção de alterações da hemoglobina permitem a identificação precoce da maioria das hemoglobinopatias e também a identificação dos indivíduos portadores de traços de hemoglobinas variantes em dose única (heterozigose), com um exemplar da Hemoglobina A, por exemplo: HbAS, HbAC, HbAD, etc. Estes indivíduos, na grande maioria das vezes não apresentam sintomas clínicos e portanto são considerados indivíduos saudáveis. O exame a ser solicitado é Teste para Hemoglobina. Na triagem neonatal, as técnicas utilizadas são HPLC e focalização isoelétrica, que permitem com grande segurança dar o diagnóstico dos pacientes com hemoglobinopatia.
Maiores informações entrar em contato com: APAE site:htpp//:www.apae.org.br

TESTE DE APGAR

Trata-se de um método simples e eficiente de medir a saúde do recém-nascido e de determinar se ele precisa ou não de alguma assistência médica imediata. Ele é rápido, indolor. A maioria das crianças nasce em boas condições de saúde, mas, caso o recém-nascido precise de algum auxílio médico, será melhor saber o quanto antes para começar o tratamento. Este procedimento passou a ser rotineiro após os partos desde que a anestesiologista Virginia Apgar o desenvolveu, em 1952.
Um minuto após nascer e novamente aos cinco minutos de vida fora do útero, o bebê será avaliado da seguinte forma:
• Frequência cardíaca
- Respiração
• Tônus muscular
• Reflexos
• Cor da pele
Cada um destes itens recebe uma nota entre 0 e 2 para se chegar a um total geral. Grande parte dos recém-nascidos recebe entre 7 e 10, não requerendo nenhum tratamento imediato, como, por exemplo, auxílio para respirar.

O que quer dizer a nota de cada criança?
Claro que 10 é sempre música para os ouvidos dos pais, mas 8 ou 9 também são ótimas avaliações. Um parto mais complicado ou prematuro e até medicação para dores tomadas pela mãe podem mascarar as notas, não retratando exatamente as condições reais do bebê, mas, no geral:
• Avaliação entre 8 e 10 mostra crianças em estado de saúde de ótimo a excelente, que provavelmente não vão precisar de cuidados extras.
• Avaliação entre 5 e 7 indica estado regular e pode haver necessidade de ajuda de aparelhos para respirar. O médico talvez massageie vigorosamente a pele do bebê ou dê a ele um pouco de oxigênio.
• Avaliação abaixo de 5 aponta bebês em condições que exigem auxílio médico especial. Se a primeira nota não tiver sido muito alta, depois de cinco minutos, costuma ser maior e mais tranquilizadora, já que a criança se recupera rápido do estresse do parto. Em caso de dúvidas, converse com o pediatra.

O teste de Apgar prevê problemas de saúde futuros? Não, embora no passado os especialistas tenham chegado a acreditar que sim. Uma das teorias sugeria que se a nota de um recém-nascido permanecesse baixa aos cinco minutos de vida, isso indicava probabilidade de ele ter problemas neurológicos. Estudos mais recentes, porém, rejeitaram essa teoria. Sozinhas, as notas individuais não prevêem o estado de saúde futuro de uma pessoa, seja bom ou ruim. A vantagem do teste é sua simplicidade: ele é facilmente realizado e mede com rapidez e precisão a saúde de um bebê nos primeiros momentos da vida fora do útero -- nada mais, nada menos.
fonte: http://brasil.babycenter.com/

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Como prevenir a ocorrência de deficiências

Antes de engravidar:

- Vacine-se contra a rubéola(na gravidez ela afeta o bebê em formação, causando malformações, como cegueira, deficiência auditiva, etc).
- Procure um serviço de aconselhamento genético(principalmente quando houver casos de deficiência ou casamentos consanguíneos na família).
- Faça exames para detectar doenças e verificar seu tipo sanguíneo e a presença do fator RH.

Durante a gravidez:

-Consulte um médico obstetra mensalmente;
-Faça exames de controle;
-Só tome os remédios que o médico lhe receitar;
-Faça controle de pressão alta, diabetes e infecções;
-Faça uma alimentação saudável e balanceada;
-Não se exponha ao raio X ou outros tipos de radiação;
-Evite o cigarro e as bebidas alcoólicas;
-Evite contato com portadores de doenças infecciosas.

Como evitar uma gravidez de risco?

Diversos exames ajudam a prevenir a gravidez de risco, entre eles o hemograma (exame de sangue), a glicemia, a reação sorológica para sífilis,, o teste de HIV (AIDS), tipagem sangüínea, urina, toxoplasmose, hepatite e fezes.
Esses exames permitem constatações importantes já que a rubéola, por exemplo, se adquirida durante o primeiro trimestre de gravidez, pode provocar má formação fetal, abortamento, deficiência visual e auditiva, microcefalia e deficiência mental. O mesmo pode acontecer no caso da mãe ter contraído sífilis e toxoplasmose.
Durante a gestação, o médico que acompanha a gestante pode se utilizar de outros exames disponíveis, como a ultra-sonografia. O histórico da gestante pode indicar uma gravidez de risco se houver casos de deficiência na família, gravidez anterior problemática e idade avançada ou precoce da mãe. Nestes casos, o casal deve procurar um serviço de estudo cromossômico para conhecer as probabilidades de possíveis anomalias no feto.
Atualmente, alguns exames ajudam a detectar a ocorrência de alterações no desenvolvimento fetal. Dentre eles, citamos o do vilo corial, a amniocentese, a cordocentese, a ecocardiografia fetal e o doppler.
São exames que permitem ao médico diagnosticar se o bebê é portador de Síndrome de Down, anomalias cromossômicas, doenças infecciosas, problemas cardíacos ou alterações da circulação sangüínea.
Fonte: www.redesaci.org.br

sexta-feira, 22 de junho de 2012

sábado, 16 de junho de 2012

INICIATIVA... AS CRIANÇAS AGRADECEM


  1. "Esta iniciativa debería estar en todos los parques del mundo.
    Todos diferentes, todos iguales... y todos con los mismos derechos."

    "Esta iniciativa deve ser em todos os parques do mundo.
    Todos diferentes, todos iguais... e todos com direitos iguais."

    Foto de Xavier Mesalles (Traduzido por Bing)























quarta-feira, 6 de junho de 2012

PROGRAMA TRADUZ TEXTOS EM LIBRAS

Avatar comunica-se em Libras Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) criaram um programa de computador que traduz textos em Libras, a Língua Brasileira dos Sinais. Partindo do texto escrito, os sinais são mostrados na tela por um personagem 3D, que os especialistas denominam de agente virtual, mas que é mais popularmente conhecido por avatar. O personagem, que pode ser alterado de acordo com a necessidade ou conveniência do usuário, reproduz os sinais utilizados pela Libras. "Como a figura humana é apresentada em 3D, o usuário pode aproximar ou mudar o ângulo do avatar, caso queira compreender melhor a mensagem", explica Wanessa Amaral, que criou o sistema juntamente com o professor José Mário de Martino. Inclusão digital dos surdos Segundo Wanessa, existem diversos trabalhos na área da computação voltados à acessibilidade. No entanto, a maioria deles é dirigida aos cegos. Assim, já foram desenvolvidos aplicativos como leitores de tela e até calculadoras programáveis. "Entretanto, há pouco estudo relacionado aos deficientes auditivos. Isso possivelmente está associado à impressão de que eles não enfrentam problemas nesse campo, uma vez que as informações disponíveis no computador são basicamente visuais. "Mas não é bem assim. Pessoas que adquiriram surdez antes de terem sido alfabetizadas têm muita dificuldade em compreender material escrito em português. De certa forma, elas ficam excluídas do meio digital", explica. Ensino de Libras O programa interativo poderá ser importante não somente para facilitar o acesso dos surdos ao ambiente virtual, mas também para os ouvintes que desejam aprender Libras. "É bom deixar claro que estamos apenas no começo. É o mesmo que aconteceu com a conversão texto-fala. Quando ela teve início, a voz empregada tinha aquele tom robótico. Hoje, está muito diferente. "Nós já percebemos que precisamos aprimorar algumas coisas. O mais importante, porém, é que os testes feitos com a colaboração de deficientes auditivos comprovaram que estamos conseguindo nos comunicar via sistema. Ou seja, estamos passando a informação", disse José Mário. "Nossa expectativa, agora, é que alguma empresa se interesse pelo licenciamento da tecnologia. Penso que a ferramenta pode ser uma forte aliada em ações que tenham como objetivo garantir maior acessibilidade aos portadores de deficiência auditiva aos recursos computacionais", conclui o professor. Na visão do especialista, o sistema pode ser adaptado a quaisquer equipamentos computadorizados, tais como tablets e celulares. Share on twitter TwitterShare on facebook FacebookShare on orkut OrkutShare on myspace MySpaceShare on digg DiggShare on blogger BloggerMore Sharing Services Mais...
Fonte: Diário da saúde

QUADRINHOS COM AUDIODESCRIÇÃO

sábado, 26 de maio de 2012

Inclusão e Autismo

DEFINIÇÃO
Embora inúmeras pesquisas ainda venham sendo desenvolvidas para definirmos o que seja o autismo, desde a primeira descrição feita por Kanner em 1943 existe um consenso em torno do entendimento de que o que caracteriza o autismo são aspectos observáveis que indicam déficits na comunicação e na interação social, além de comportamentos repetitivos e áreas restritas de interesse. Essas características estão presentes antes dos 3 anos de idade, e atingem 0,6% da população, sendo quatro vezes mais comuns em meninos do que em meninas.
A noção de espectro do autismo foi descrita por Lorna Wing em 1988, e sugere que as características do autismo variam de acordo com o desenvolvimento cognitivo; assim, em um extremo temos os quadros de autismo associados à deficiência intelectual grave,  sem o desenvolvimento da linguagem, com padrões repetitivos simples e bem marcados de comportamento e déficit importante na interação social, e no extremo oposto, quadros de autismo, chamados de Síndrome de Asperger, sem deficiência intelectual, sem atraso significativo na linguagem, com interação social peculiar e bizarra, e sem movimentos repetitivos tão evidentes

DIAGNÓSTICO
O diagnóstico do autismo é clínico e feito através de observação direta do comportamento e de uma entrevista com os pais ou responsáveis. Os sintomas costumam estar presentes antes dos 3 anos de idade, sendo possível se fazer o diagnóstico por volta dos 18 meses de idade.
Ainda não há marcadores biológicos e exames específicos para autismo, mas alguns exames, tais como cariótipo ( com pesquisa de X frágil, EEG, RNM e erros inatos do metabolismo), teste do pezinho, sorologias para sífilis, rubéola e toxoplasmose, audiometria e testes neuropsicológicos são necessários para investigar causas e outras doenças associadas.

TRATAMENTO

O tratamento do autismo consiste em intervenções psicoeducacionais, orientação familiar, desenvolvimento da linguagem e/ou comunicação. O ideal é que uma equipe multidisciplinar avalie e proponha um programa de intervenção. Dentre alguns profissionais que podem ser necessários podemos citar: psiquiatra, psicólogo, fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia e educador físico. Os métodos de intervenção mais conhecidos e mais utilizados para promover o desenvolvido da pessoa com autismo e que possuem comprovação científica de eficácia são:
TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handcapped Children) é um programa estruturado que combina diferentes materiais visuais para organizar o ambiente físico através de rotinas e sistemas de trabalho, de forma a tornar o ambiente mais compreensível, esse método visa a independência e ao aprendizado.
PECS (Picture Exchange Communication System) é um método que se utiliza figuras e adesivos para facilitar  a comunicação e compreensão ao estabelecer uma associação entre a atividade/símbolo .
ABA (Applied Behavior Analysis) ou seja, analise comportamental aplicada que se embasa na aplicação dos princípios fundamentais da teoria do aprendizado baseado no condicionamento operante e reforçadores para incrementar comportamentos socialmente significativos, reduzir comportamentos indesejáveis  e desenvolver habilidades.

MEDICAÇÕES:
O uso medicamento deve ser prescrito pelo médico, e é indicado quando existe alguma comorbidade neurológica e/ou psiquiátrica e quando os sintomas interferem no cotidiano.Mas vale ressaltar que até o momento  não existe uma medicação específica para o tratamento de autismo. É importante o médico informar sobre o que se espera da medicação, qual o prazo esperado para que se perceba os efeitos, bem como os possíveis efeitos colaterais.


terça-feira, 22 de maio de 2012

APRENDIZAGEM DA CRIANÇA COM DÉFICIT INTELECTUAL

Atendendo a pedidos trouxe material que trata da aprendizagem da criança com deficit intelectual, com sugestão de jogos e brincadeiras que podem ser
trabalhados com os alunos, de forma lúdica e pedagógica, no sentido de estimular o
desenvolvimento da criança e facilitar a aprendizagem de conteúdos acadêmicos.

O Lúdico e o Desenvolvimento da Criança Deficiente Intelectual

Considerando-se que a criança com deficiência intelectual
apresenta dificuldades em assimilar conteúdos abstratos, faz-se necessário
a utilização de material pedagógico concreto, e de estratégias metodológicas 
práticas para que esse aluno desenvolva suas habilidades cognitivas e para
facilitar a construção do conhecimento. Os jogos e brincadeiras são estratégias metodológicas que
apresentam as duas características acima citadas. Proporcionam a aprendizagem através
de materiais concretos e de atividades práticas, onde a criança cria, reflete,analisa e interage com
seus colegas e com o professor.

Para conhecer os jogos e brincadeiras entre no site:www.diaadiaeducacao.pr.gov.br



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Blind Autistic Boy Sings Open the Eyes of my Heart










This will make your heart sing! Born premature, blind, and autistic, Christopher Duffley was adopted by his parents before they realized God has gifted him with the gift of music. His heartfelt and powerful performance will lift your spirit today!
http://www.godtube.com/watch/?v=KGYWKLNX

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

MODA SOBRE RODAS



A matéria abaixo foi indicada pelo Rene, e retirada do site Deficiente Ciente. Confira.
O cenário, uma mistura urbana, composição da diversidade arquitetônica, público e estilo. Estamos falando do centro de SP. Essa foi à escolha da Casa dos Criadores para realização da terceira edição do Fashion Mob Brasil 2011, que aconteceu no domingo, dia 11 de dezembro. Na terra da garoa, a chuva deu uma trégua abrindo um sol, quente e escaldante, para o maior desfile ao ar livre, uma passarela de 1,5 Km, começando na Praça do Patriarca com término no Boulevard São João. O Objetivo era mostrar que a moda está ficando democrática, abrindo espaço para os mais diversos tipos de beleza, servindo como vitrine e mostrando a criatividade dos estilistas de todo o país. Revelando novos talentos da moda brasileira e também abrindo espaço para manifestação como o movimento “Homofobia – Fora de Moda”. A música não pode faltar em um desfile Fashion, um trio elétrico puxou esse desfile por quase duas horas.
Algumas coleções se aproximavam muito das tendências apresentadas nas passarelas. Transparência, color blocking, high low e estampas étnicas também se fizeram presentes no Fashion Mob 2011.
Veja mais: http://www.deficienteciente.com.br/2011/12/moda-sobre-rodas.html

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

PRIMEIRAS OLIMPÍADAS DO BRAILLE



A ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, Instituição Particular de Solidariedade Social de âmbito nacional, que tem como fins estatutários a melhoria da qualidade de vida, a igualdade de oportunidades e a inclusão social dos cidadãos com deficiência visual portugueses, encontra-se a promover um concurso de Braille, denominado 1as Olimpíadas do Braille.

Este concurso pretende estimular e valorizar o correcto domínio do sistema Braille e criar, entre os seus utilizadores habituais e conhecedores - que por necessidade profissional ou interesse pessoal a ele se dedicam - um espírito de determinação para a sua aprendizagem e utilização constante. O concurso realizar-se-á no próximo dia 3 de Dezembro - Dia Internacional das Pessoas com Deficiência – e terá lugar no Auditório da Estação de Metro do Alto dos Moinhos, em Lisboa.

O prazo de inscrições decorrerá entre os dias 2 e 18 de Novembro. Para esse efeito, solicitamos aos interessados o preenchimento do formulário, disponível no website da ACAPO.

FONTE: Acessibilidade em Museus

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

AOS PAIS QUE APRENDERAM COM A(R) DOR AS PERDAS




Imagem Publicada - a foto colorida da capa do filme AS CHAVES DA CASA (com título em francês: Les Clefs de la Maison), com os atores Kim Rossi Stuart e Andrea Rossi, interpretando os papéis de pai e filho, com os rostos próximos. É a história de um filho com paralisia cerebral (Andrea Rossi), com 15 anos, que faz com que o pai tenha uma grande transformação e mudanças em seus preconceitos e culpabilizações. O pai (Kim Rossi Stuart) tem um encontro dramático com uma mãe de outra pessoa com deficiência, interpretada por Charlotte Rampling, que lhe faz superar suas velhas dores afetivas ligadas ao filho.

"Minhas dores já se tornaram minhas velhas companheiras, me ensinam. Já disse, outro dia, que ainda vou escrever sobre as fagulhas e as agulhas das dores. Mas as minhas dores, hoje, são primordialmente físicas. As dores que eu vivencio, hoje, não se comparam as que guardo como pai. E, para os pais que aprenderam a viver e conviver com as suas dores mais recônditas, muitas vezes escondidas ou negadas, é que escrevo nesse chamado, também comercial, Dia dos Pais. Há pais que não ficam, nem ficarão, mesmo no carinho e amor de suas famílias, longe de suas dores..."
Veja depoimento na íntegra: http://infoativodefnet.blogspot.com/2011/08/aos-pais-que-aprenderam-com-ar-dor-as.html?showComment=1313456699375#c3671617105965533681

domingo, 15 de maio de 2011

Programa do Cão-Guia


Foi iniciado, em Abril de 2011, o Programa do Cão-Guia e a construção do primeiro Centro de Referência para o Cão-Guia no País, em um prédio sustentável, na Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, com capacidade para até 92 animais. Além da criação e treinamento de cães-guia para pessoas com deficiência visual, o programa definirá os parâmetros em relação ao uso do cão-guia e os métodos de treinamento.
De acordo com a secretaria, os filhotes dos cães que farão parte do treinamento serão entregues, em um primeiro momento, a uma família adotiva, selecionada pelo programa, e que cuidará do cão durante um ano, com vacinas e alimentação fornecidas pelo governo. Os filhotes serão visitados periodicamente por um membro do Centro para verificar o desenvolvimento do animal.
Após o treinamento, os cães serão encaminhados gratuitamente às pessoas com deficiência visual, que também serão previamente selecionadas e treinadas no Centro de Referência. Segundo o governo do Estado, estima-se que no Brasil haja cerca de 16 milhões de pessoa com deficiência visual, dos quais aproximadamente 2,6 milhões em São Paulo.
Fonte:
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/governo+de+sp+fornecera+caoguia+para+deficiente+visual/n1300091845528.html

quinta-feira, 10 de março de 2011

Versão virtual do Memorial da Inclusão


A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência acaba de lançar a versão virtual do Memorial da Inclusão: os Caminhos da Pessoa com Deficiência. O lançamento se deu no dia 24/02/2011. Site: http://www.memorialdainclusao.sp.gov.br/br/home/index.shtml

O Memorial da Inclusão: os Caminhos da Pessoa com Deficiência foi inaugurado há pouco mais de um ano com o propósito de reunir em um só espaço fotografias, documentos, manuscritos, áudios, vídeos e referências aos principais personagens, às lutas e às várias iniciativas que incentivaram as conquistas e melhores oportunidades às pessoas com deficiências, principalmente em um dos períodos mais importantes da história sócio-cultural e política do movimento de luta das pessoas com deficiência, que ocorreu no início dos anos 80.

"A versão virtual do Memorial da Inclusão vem com o propósito de derrubar as barreiras de comunicação. Graças às tecnologias de comunicação temos acesso a informação que transforma cada indivíduo em cidadão", destacou a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Dra. Linamara Rizzo Battistella.

A versão virtual do Memorial da Inclusão é integralmente acessível aos leitores de tela, softwares que viabilizam acesso de imagens, símbolos e ilustrações por pessoas com deficiência visual.

Memorial da Inclusão: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564, portão 10 - bairro Barra Funda - São Paulo - SP, de segunda a sexta, das 10h às 17h. Visitas monitoradas para grupos com mais de dez pessoas, agendar no email: memorial.sedpcd@sp.gov.br ou telefone (11) 5212.3727.

Memorial Virtual: http://www.memorialdainclusao.sp.gov.br/br/home/index.shtml

Fonte: Boletim Sentidos

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Educadores Especiais

Educadores como você...

Carla anda de cadeira de rodas. George é cego. Rodrigo e Patrícia são surdos. Débora tem síndrome de Down. Além de possuírem algum tipo de deficiência, eles têm mais coisas em comum: cresceram numa época em que inclusão ainda era uma palavra que não significava a total integração à escola e à sociedade de pessoas com necessidades educacionais especiais. Mesmo assim, os cinco lutaram contra preconceitos, conquistaram espaço no mercado de trabalho e hoje são EDUCADORES COMO VOCÊ...

Voltar a sonhar
Carla Costa Kind da Silva, professora
A dor que a professora Carla Costa Kind da Silva sentiu nas costas numa noite de1994 foi tão intensa que ela desmaiou. Quando acordou, no centro de tratamento intensivo de um hospital do Rio de Janeiro, ela não mexia nem o pescoço. Segundo os médicos, uma inflamação na medula tinha deixado Carla paralisada para sempre. "Senti que era o fim de meus sonhos." Aos 23 anos, Carla estava noiva havia três meses, tinha mais um ano para se formar em Ciências Sociais e planejava fazer mestrado... Sem perspectiva de melhora, ela propôs o fim do noivado, mas o bombeiro Sérgio Sousa da Silva não quis nem ouvir seus argumentos e tomou uma decisão radical. Mudou-se para a casa dela e começou a estudar acupuntura, shiatsu, ioga, fitoterapia e fisioterapia para ajudá-la no tratamento. Tão misteriosa quanto o aparecimento da doença tem sido sua recuperação. Contra todas as previsões, em seis meses ela movimentava os braços e hoje consegue ficar em pé sobre uma das pernas. Aceitar as limitações não foi fácil. No início, ela não queria sair de casa por vergonha da cadeira de rodas, mas a família decidiu "arrastá-la". Sábia decisão. Dali em diante, sua postura mudou. Carla retomou os estudos e lutou para voltar a lecionar. Há seis anos, casou-se com Sérgio - de véu e grinalda - e teve o prazer de entrar na igreja andando, amparada pelos pais. Há dois anos, deu à luz André Luiz, deixando muita gente espantada. Assim como cuida do filho, Carla dá conta da turma de Educação Infantil do CIEP Yuri Gagarin, onde nem tudo está adaptado à sua condição. A rampa de entrada é íngreme e perigosa, mas na sala há espaço para circular com a cadeira de rodas. Hoje, aos 35 anos, ela faz valer seus direitos, exerce com prazer a profissão que escolheu e encara a vida com alegria.

Pela luz dos olhos dele
George Gomes de Oliveira, estudante
Ao visitar uma escola, no final de 2004, o então estudante de História George Gomes de Oliveira ouviu de um aluno:
- Você não enxerga nada?
- Nada, nadinha...
- E vai dar aula pra gente no ano que vem?
- Pode ser. Por quê?
- Vixe! Já pensou se você entrar na sala e todos nós sairmos de mansinho?
- Eu não enxergo um palmo à frente do nariz. Aliás, nem o nariz eu enxergo. Mas sei dar aula direitinho!
esse mesmo bom humor, o professor Georges e apresentou no ano passado às 12 turmas da EE Francisco de Paula Antunes, em Brasília de Minas, a 450 quilômetros de Belo Horizonte. Ele perdeu a visão do olho direito aos 6 anos, ao cair de um cavalo. Aos 12, a retina esquerda também o deixou na mão. Desanimado, parou de estudar. O garoto voltou à escola só aos 19 anos, quando fez supletivo e aprendeu braile. Seu sonho era fazer Processamento de Dados. "Queria usar softwaresque obedecessem a comandos de voz." Aprovado na seleção, não pôde fazer o curso, pois a escola técnica não estava preparada para receber cegos. Que decepção! No Ensino Médio, conheceu um professor de História que, para driblar a gagueira, entrava na sala declamando a matéria. "Essa estratégia fantástica me fez pensar em lecionar." Um outro professor, de Física, sugeriu que ele gravasse as aulas. Um santo conselho. Hoje seu acervo tem mais de 350 fitas, incluídas as da faculdade. Passar no vestibular da Universidade Estadual de Montes Claros foi moleza. "Só percebemos que George era cego no quinto dia de aula", lembra Leandro Mendes, colega de graduação e de profissão. Professor conservador, em sua própria avaliação, George, 33 anos, decora o conteúdo por tópicos depois de ouvi-los nas fitas. Em classe, dita para uma aluna, que passa tudo no quadro - para onde ele aponta durante as explicações, como se estivesse destacando alguma informação. Só nos dias de prova Leandro vem ajudá-lo. "É para ver se ninguém está colando."

"Eu gosto de ensinar"
Patrícia Alessandra Luciano Campos e Rodrigo CésarBaltazar Campos
Patrícia Alessandra Luciano Campos, 31 anos, é pura tranqüilidade. O marido, Rodrigo César Baltazar Campos, 35, é agitado e grande contador de histórias. Os dois são surdos e ainda eram adolescentes quando se conheceram. Hoje vivem num espaçoso apartamento em Florianópolis com o filho, Lucas. O garoto, de 6 anos, é muito apegado aos pais, apesar de eles se comunicarem em uma língua diferente. Lucas ouve perfeitamente. Para que desenvolvesse a fala, contou com o estímulo dos avós e da babá e foi para a escola logo depois do primeiro aniversário. Ele ainda não conhece muito bem a Língua Brasileira de Sinais (libras), mas vai aprender. Afinal, a mãe é professora da matéria. "Foi ela quem me ensinou libras", recorda Rodrigo, que, quando garoto, enfrentou muitos problemas na escola. Língua de sinais, naquele tempo, nem pensar! A dificuldade em Língua Portuguesa o levou a ser reprovado várias vezes. Patrícia também enfrentou desafios. Os pais dela, assim como os de Rodrigo, queriam que Patrícia só fosse oralizada (aprendesse a falar). Ela até consegue falar um pouco e, quando não se faz entender, usa mímica, aponta ou escreve. Mas, rebelde como qualquer adolescente, aprendeu libras escondido. Em março, o casal se formou em Pedagogia e sabe bem o valor de uma escola preparada para lidar com as diferenças. Além da linguagem de sinais, Patrícia ensina Língua Portuguesa para os alunos surdos da Escola Básica Donícia Maria da Costa. Rodrigo trabalha na administração da empresa da família e começou este ano a dar aulas de Matemática na sala de apoio da mesma escola. "Meu maior orgulho foi ver uma aluna da 7a série tirar10 na prova. Ela só tinha notas vermelhas", conta. Na foto, Rodrigo diz com as mãos: "Eu gosto". E Patrícia, completa: "De ensinar".

Questão de estímulo
Débora Araújo Seabra de Moura
"Tenho síndrome de Down e não quero ser discriminada. Vim cursar o Magistério e vou até o fim." Assim Débora Araújo Seabra de Moura se apresentou aos colegas na EE Luís Antônio, em Natal. Apesar da atitude firme, enfrentou professores que a consideravam incapaz e colegas que abusavam de sua bondade. Débora escreveu uma carta para a diretora relatando o tratamento de que era vítima. Ao se formar, mandou convite para todos os antigos mestres. Os pais, a advogada Margarida e o psicanalista José Robério, comemoraram mais essa etapa de luta por espaços e estimulação que começou quando a filha nasceu. A equipe da Escola Doméstica - onde ela cursou parte do Ensino Fundamental - ofereceu classes para a jovem estagiar. "Queríamos ajudá-la... Que paternalismo! É ela quem nos ensina, e muito", diz a vice-diretora, Cristine Rosado. Débora, 25 anos, é professora auxiliar de uma turma com 27 crianças, de 3 e 4 anos. Trabalha como voluntária porque, se for registrada, perde o direito a pensão em caso de morte dos responsáveis (os pais lutam para mudar a lei). Débora faz o planejamento das aulas com a professora titular e, com uma orientadora pedagógica, em casa, pesquisa e traça metas individuais. Ela mantém um diário em que anota tudo o que acontece na escola. "Tenho um aluno agressivo. Se ele continuar assim, vai ficar sem amigos", escreveu no ano passado. Ela conversou com o menino e com os pais dele. No final do ano, o garoto havia mudado. "Fiquei emocionada quando ele me disse que eu era ótima professora."
Fonte: Revista Nova Escola: Inclusão Social e Profissional/ Educadores como você

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Homenagem a Dorina Nowill



Mauricio de Sousa homenageia Dorina Nowill
Criadora de famosa fundação para cegos inspirou a personagem Dorinha da Turma da Mônica.
No domingo (29/08/2010), a pedagoga Dorina Gouvêa Nowill morreu aos 91 anos, em São Paulo, devido a uma parada cardíaca. Com o objetivo de tornar acessível aos cegos materiais de estudo escritos em braile, Dorina criou uma fundação que leva o seu nome e ficou famosa por isso.Em 2004, inspirou Mauricio de Sousa na criação da personagem Dorinha, como um símbolo da conscientização das crianças quanto à deficiência visual.Com a sua morte, o famoso quadrinista fez uma declaração em sua homenagem:
- Por aqui, sentiremos sua falta, é claro. Mas quando bater aquela saudade basta lembrar da energia que ela sempre transmitiu a quem estivesse ao seu redor.
Fonte: R7 entretenimento
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"Ficam a saudade e os exemplos como guias para a continuidade do trabalho iniciado e desenvolvido por Dorina em mais de seis décadas"
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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Chegou a hora de acabar com o Braile?


Muita tecnologia surgiu para ajudar os cegos. E para questionar o uso de um sistema que até hoje reinava sozinho
Comentário SACI: Reportagem da edição número 281, de agosto de 2010 da Revista Super Interessante.
Frederic K. Schroeder
A tecnologia dedicada a ajudar deficientes visuais tem evoluído muito. Novas ferramentas vêm ampliando o acesso de cegos à informação escrita: audiolivros, softwares que leem em voz alta o e-mail que acabou de chegar, serviços telefônicos que leem o jornal pela manhã. Sem dúvida, uma mão na roda, que dá mais opções aos cegos.
Essas novidades conquistaram o espaço. E, confiando nelas, os cegos estão deixando de ler. Estão apenas ouvindo. Há deficientes visuais que já aderiram completamente à tecnologia. Alguns professores de escolas para cegos também não veem mais espaço para o braile. Tanto que quase 90% das crianças cegas americanas estão crescendo sem aprender a ler e escrever. Isso é um sinal de progresso? Devemos celebrar o declínio do braile?
É verdade, a tecnologia permite a absorção rápida de muita informação. O problema é que essas novas ferramentas oferecem um tipo passivo de leitura. Ao contrário do braile, que permite uma leitura ativa. Com ele, o cérebro recebe as informações de forma diferente: além do conteúdo, absorve também as letras, a pontuação, a estrutura do texto.
A falta desse conhecimento pode prejudicar a formação de alguém. Aconteceu comigo. Perdi parte da visão aos 7 anos de idade. Aos 16, fiquei completamente cego. Não fui alfabetizado em braile quando criança, e tive de aprender a ler e escrever sozinho depois de cego. O aprendizado tardio prejudicou minha educação e minha confiança. Quando entrei na universidade, não podia soletrar. Sabia pouco sobre pontuação e regras gramaticais. Fiz um doutorado em administração da educação, mas a alfabetização limitada foi sempre uma barreira.
Hoje uso muita tecnologia de áudio. Com ela, posso ler o texto no computador em um ritmo de 250 palavras por minuto. Com o braile, leio 50 palavras por minuto. Mas a tecnologia é complicada para reuniões e palestras. Se preciso ler um discurso que escrevi, buscar notas no meio de uma apresentação, consultar tabelas, só o braile evita que eu desvie a atenção do conteúdo principal.
É como para as pessoas que têm visão: rádio e TV são métodos úteis de conseguir informação, mas não substituem a leitura. Não quero dizer que a tecnologia de áudio não é importante na vida dos cegos. Ela é. Mas deficientes visuais necessitam de uma maneira eficiente de ler e escrever, como todo mundo. Isso significa que precisamos garantir o acesso a todo tipo de tecnologia que apareça e seja capaz de auxiliar. Sem esquecer também de trabalhar para manter o braile vivo.
Fonte: Rede Saci

terça-feira, 20 de julho de 2010

Projeto de Arquitetura Universal


Até o dia 25 de julho acontece no D&D Shopping, em São Paulo, a 1ª Mostra Casa e Corporativo Acessíveis 2010 - Projeto&Estilo.
A iniciativa, fruto da parceria entre a Editora Ciranda Cultural e Instituto Brasil Acessível, tem como objetivo intensificar a cultura e o trabalho de inclusão social, aumentando a acessibilidade para as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, garantindo a integração dos usuários por meio de projetos da Arquitetura Universal que priorizam o design, a beleza e a tecnologia de ponta.
No local foi montada uma casa de estrutura metálica e vidro com 12 ambientes residenciais acessíveis, projetados por diversos arquitetos focados na inclusão. Os projetos pretendem atrair não apenas pessoas com deficiência, mas empresas interessadas nesse importante mercado. Estima-se que haja cerca de 5 milhões de pessoas com deficiência no Estado de São Paulo.
O objetivo é divulgar o conceito de Arquitetura Universal e permitir a todos os visitantes da Mostra que usufruam dos espaços de circulação e dos ambientes inclusivos criados por profissionais renomados, ressaltando o compromisso social do evento e tornando essa experiência inesquecível. É uma postura desafiadora e inédita no paísInovação e design são as premissas do evento que promete transformar o conceito de arquitetura no Brasil.Fonte: www.inclusodepneesnaescola.blogspot.com/

terça-feira, 20 de abril de 2010

FOTÓGRAFO PROFISSIONAL CEGO

Um deficiente pode fazer qualquer coisa. Prova disso é que as fotos da nova campanha da Associação Desportiva para Deficientes (ADD) foram tiradas por um cego. Assista esse filme!
http://www.add.org.br/novaCampanhaAdd/

Assista o filme do YouTube que mostra sua experiência como fotógrafo
http://www.youtube.com/user/ADDBrasil#p/u/5/TKy_C82gKFs
“O fato de a fotografia estar enquadrada ou não, isso é o que menos importa, pois é através da foto que o cego passa sua visão de mundo para as outras pessoas”.

sábado, 6 de março de 2010

Inclusão: Material para pesquisa MEC

DOCUMENTOS DO MEC e SECRETARIA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL:

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS (1998)
Estratégias para a Educação de alunos com Necessidades Educacionais Especiais
http://www.musica.ufrn.br/licenciatura/pcn.pdf

REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA EDUCAÇÃO INFANTIL (2000)
Estratégias e Orientações para a Educação de crianças com Necessidades Educaionais Especiais
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/eduinf_esp_ref.pdf

DIRETRIZES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO ESPECIAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA (2001)
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/diretrizes.pdf

SABERES E PRÁTICAS DA INCLUSÃO (2003)
Estratégias para a educação de alunos com necessidades especiais
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/formador.pdf

SABERES E PRÁTICAS DA INCLUSÃO (2006)
Avaliação para identificação das Necessidades Educacionais Especiais
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/avaliacao.pdf

SABERES E PRÁTICAS DA INCLUSÃO / EDUCAÇÃO INFANTIL (2006)
Divididos nas seguintes cartilhas:

1-Introdução
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/introducao.pdf

2. Dificuldades Acentuadas de Aprendizagem ou Limitações no Processo de Desenvolvimento
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/dificuldadesdeaprendizagem.pdf

3. Dificuldades Acentuadas de Aprendizagem (deficiência múltipla)
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/deficienciamultipla.pdf

4. Dificuldades de Comunicação e Sinalização (deficiência física)
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/deficienciafisica.pdf

5. Dificuldade de Comunicação e Sinalização (surdocegueira/múltipla deficiência sensorial)
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/surdosegueira.pdf

6. Dificuldade de Comunicação e Sinalização (surdez)
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/surdez.pdf

7. Dificuldade de Comunicação e Sinalização (deficiência visual)
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/deficienciavisual.pdf

8. Altas habilidades/ Superdotação
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/superdotacao.pdf


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ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (2006)

DEFICIÊNCIA VISUAL
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_dv.pdf

DEFICIÊNCIA FÍSICA
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_df.pdf

DEFICIÊNCIA AUDITIVA http://www.fecra.edu.br/admin/arquivos/Atendimento_Educacional_Especializado.pdf

DEFICIÊNCIA MENTAL
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/defmental.pdf


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Adaptações de acesso ao currículo:

ADAPTAÇÕES CURRICULARES (o que é?)
http://www.bancodeescola.com/verbete5.htm

ADAPTAÇÕES CURRICULARES DE GRANDE PORTE
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/cartilha05.pdf

ADAPTAÇÕES CURRICULARES DE PEQUENO PORTE
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me000449.pdf

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ESPECÍFICOS DEFICIÊNCIA VISUAL


Orientação e Mobilidade: conhecimentos básicos para a inclusão da pessoa com deficiência visual (2003)
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/ori_mobi.pdf

A construção e o conceito de número e o pré-soroban (2006)
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/pre_soroban.pdf

Grafia Braille para a Língua Portuguesa (2006)
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/grafiaport.pdf

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Inclusão e Altas habilidades/superdotação

Altas habilidades/superdotação na Educação Infantil

É importante ressaltar que crianças superdotadas em idade pré-escolar constituem um grupo heterogêneo em termos de interesses, níveis de habilidades, desenvolvimento emocional, social e físico (Cline & Schwartz, 1999). Nesse sentido, podemos nos deparar com uma criança avançada do ponto de vista intelectual, mas imatura emocionalmente.
O professor deve estar atento a essa possível falta de sincronia entre desenvolvimento intelectual e afetivo ou físico. Por exemplo, uma criança superdotada pode apresentar leitura precoce, porém ter dificuldade em manipular um lápis, pois suas habilidades motoras não estão totalmente desenvolvidas.
Além disso, a habilidade superior demonstrada por essa criança pode ser
resultado de uma estimulação intensa por parte das pessoas significativas de seu ambiente.
Ao atingir a idade escolar, o desenvolvimento dessa criança pode se normalizar e ela passar
a apresentar um desempenho semelhante aos alunos de sua idade. Por isso, nem sempre
uma criança precoce poderá ser caracterizada como superdotada. É essencial, portanto,
acompanhar o desempenho dessa criança, registrando habilidades e interesses demonstrados
ao longo dos primeiros anos de escolarização, oferecendo várias oportunidades estimuladoras
e enriquecedoras ao seu potencial.

Dentre as características mais comumente encontradas em crianças superdotadas em idade pré-escolar destacam-se (Cline & Schwartz, 1999; Lewis & Louis, 1991):

• Alto grau de curiosidade
• Boa memória
• Atenção concentrada
• Persistência
• Independência e autonomia
• Interesse por áreas e tópicos diversos
• Aprendizagem rápida
• Criatividade e imaginação
• Iniciativa
• Liderança
• Vocabulário avançado para a sua idade cronológica
• Riqueza de expressão verbal (elaboração e fluência de idéias)
• Habilidade para considerar pontos de vistas de outras pessoas
• Facilidade de interagir com crianças mais velhas ou com adultos
• Habilidade para lidar com idéias abstratas
• Habilidade para perceber discrepâncias entre idéias e pontos de vista
• Interesse por livros e outras fontes de conhecimento
• Alto nível de energia
• Preferência por situações/objetos novos
• Senso de humor
• Originalidade para resolver problemas

Metodologia e estratégias pedagógicas

Estratégias de atendimento ao aluno com altas habilidades/superdotado envolvem,
muitas vezes, diferençar ou modificar o currículo regular de modo a adequar o processo de
aprendizagem às necessidades e características desse aprendiz. Diferentes estratégias podem
ser empregadas nas classes comuns para diferenciação e modificação do currículo regular,
contribuindo, inclusive, para estimular potencialidades de toda a turma. A seguir, são
apresentados alguns exemplos de estratégias metodológicas e pedagógicas. Elas se aplicam
tanto à educação infantil quanto ao ensino fundamental.
• A aprendizagem deve ser centrada no aluno. Leve em consideração os interesses e
habilidades dos alunos.
• Implemente atividades de enriquecimento em sala de aula, como, por exemplo,
dramatizações, produção de histórias etc.
• Investigue os interesses, os estilos de aprendizagem1 e de expressão dos seus alunos
ou observe-os de forma a identificar seus interesses, pontos fortes e talentos.
• Analise e modifique o currículo existente de forma a identificar e eliminar
redundâncias e incrementar unidades que sejam desafiadoras para os alunos.
• Retire ou reduza do currículo a ser desenvolvido conteúdo que os alunos já dominam
ou que pode ser adquirido em um ritmo compatível com suas habilidades. O uso
dessa estratégia educacional elimina conteúdo curricular repetitivo, cria um ambiente
de aprendizagem desafiador, reduz sentimentos de apatia e desinteresse dos alunos
superdotados com relação às atividades desenvolvidas em sala de aula, e possibilita
a esses alunos utilizar o tempo economizado para se dedicar às atividades de seu
interesse. É importante que seja feita uma avaliação criteriosa do nível de
conhecimento do aluno acerca do conteúdo antes de se implementar essa estratégia.
• Desenvolva atividades com diferentes produtos finais, de modo que as necessidades
individuais possam ser atendidas.
• Permita que os alunos comuniquem conhecimento ou experiências prévias.
• Use várias estratégias de ensino (atividades em grupo, dramatização, brincadeiras
etc) de forma a assegurar o envolvimento do aluno em sala de aula.
• Convide pessoas da comunidade ou especialistas para falar para os alunos de forma
a despertar o interesse dos mesmos sobre o conteúdo estudado e promover o
desenvolvimento de habilidades.
• Envolva os alunos em atividades de solução de problemas que os levem a transferir
os objetivos de aprendizagem a situações em que a criatividade e outras habilidades
superiores de pensamento (por exemplo, análise, avaliação, síntese) sejam
empregadas.
• Estimule os alunos a encontrar respostas para suas próprias questões por meio de
projetos individuais (ex.: registro de atividades e descobertas em álbuns, cartazes,
filmagens, gravações, desenhos, colagens) e atividades de exploração.
• Envolva os pais no processo de aprendizagem de seus filhos (tutoria, acompanhamento
no dever de casa).
• Dê ao aluno oportunidade de escolha, levando em consideração seus interesses e
1habilidades.
• Dê oportunidades ao aluno de obter conhecimento pessoal acerca de suas
habilidades, interesses e estilos de aprendizagem, oferecendo experiências de
aprendizagem variadas.
• Relacione os objetivos do conteúdo às experiências dos alunos.
• Ofereça aos alunos informações que sejam importantes, interessantes,
contextualizadas, significativas e conectadas entre si, levando em consideração os
interesses e habilidades das crianças.
• Oriente o aluno a buscar informações adicionais sobre tópicos de seu interesse,
sugerindo fontes de informações diversificadas (livros, indivíduos, revistas, internet
etc).
• Estimule o aluno a avaliar seu desempenho em uma atividade ou tarefa.
• Valorize produtos e idéias criativas.
• Situe os alunos nos grupos com os quais melhor possa trabalhar. Dê oportunidade
aos alunos de desenvolverem atividades com outros de mesmo nível de habilidade.
• Ofereça ao aluno oportunidade de visitar e observar locais variados (ex.: parques,
jardim zoológico, jardim botânico, teatros, comércio, galerias de arte, museus, lojinha
de animais domésticos, feira, praça etc).
• Evite rotular o aluno de superdotado. Trate as diferenças individuais como um fato
natural. Lembre-se de que nem sempre o aluno superdotado terá um desempenho
excelente em todas as áreas ou atividades.

Atendimento suplementar

Conforme as Diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica (Brasil
2001d), devem ser oferecidos serviços de apoio pedagógico especializado aos alunos com
necessidades educacionais especiais. No caso do superdotado, sugere-se o atendimento
suplementar para aprofundar e/ou enriquecer o currículo escolar. Este atendimento é realizado
em salas de recursos, localizadas em escolas da rede regular de ensino, em horário contrário
ao da sala de aula comum. A sala de recursos atende alunos oriundos da própria escola e de
escolas próximas que não possuem tal serviço. O atendimento suplementar a alunos
superdotados da educação infantil inicia-se por volta dos quatro anos de idade e tem como
objetivo oferecer oportunidades para que eles explorem áreas de interesse, aprofundem
conhecimentos já adquiridos e desenvolvam habilidades relacionadas à criatividade, resolução
de problemas e raciocínio lógico. Além disso, esse atendimento contribui para o
desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais, como cooperação e autoconceito, e
propicia ao aluno oportunidades para eles vivenciarem o processo de aprendizagem com
motivação. É importante ressaltar que não é simples realizar, com precisão, um diagnóstico
de superdotação para crianças da educação infantil, considerando-se que elas estão em fase
inicial de desenvolvimento e que podem, ainda, ser muito estimuladas pela família. Nesse
sentido, o atendimento em salas de recursos possibilita ao professor observar e acompanhar
o desempenho do aluno e verificar se o mesmo pode ser caracterizado como uma criança com altas habilidades/superdotada.

Fonte:Saberes e Práticas da Inclusão - Altas habilidades/superdotação na Educação Infantil
Ministério da Educação / Secretaria de Educação Especial

PS. Vale a pena consultar este material na íntegra; trouxe alguns recortes do documento apenas para título de conhecimento do assunto, mas é um tema que deve ser aprofundado por todos nós enquanto educadores.
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nteligência em todos
os seus alunos e não só queles que possuem um alto QI ou que tiram as melhores notas; desenvolver mportamentos uperdotados em todos aqueles que têm potencial; nutrir o potencial da criança, rotulando o serviço e não o aluno; e desenvolver uma grande variedade de alternativas ou opções para atender as necessidades de todos os estudantes"
(Treffinger & Renzulli, 186).


pssoque marcaram a história por suas contribuições ao conhecimento e à cultura
não slembradas pelas notas que obtiveram na escola ou pela quantidade de informações que conuim memorizar, mas sim pela qualidade de suas produções criativas, expressas em , ensaios, filmes, descobertas
científicas, etc."
(Renzulli & Reis, 1985, p. 5).


O QUE NOS MOSTRA A HISTÓRIA?

􀁠 O professor de música de Beethoven uma vez disse que, como compositor, ele era “sem
esperança”.
􀁠 Isaac Newton - que descobriu o cálculo, desenvolveu a teoria da gravitação universal,
originou as três leis do movimento - tirava notas baixas na escola.
􀁠 Albert Einstein tinha dificuldades de ler e soletrar e foi reprovado em matemática.
􀁠 John Kennedy recebia em seus boletins constantes observações de “baixo rendimento” e tinha dificuldade em soletrar.
􀁠 Walt Disney foi despedido pelo editor de um jornal porque ele “não tinha boas idéias e
rabiscava demais”
􀁠 Dr. Robert Jarvick foi rejeitado por 15 escolas americanas de medicina. Ele inventou o
coração artificial.
􀁠 Thomas Edison, que além da lâmpada elétrica inventou a locomotiva elétrica, o fonógrafo
(que virou o gravador), o telégrafo e o projetor de cinema, foi um mau aluno, pouco assíduo e
desinteressado. Saiu da escola e foi alfabetizado pela mãe.

Formulário para a identificação da superdotação

Reserve alguns minutos para listar os nomes dos alunos que venham primeiramente à sua mente quando você lê as
descrições abaixo. Utilize esta lista como uma “associação livre” e de forma rápida. Não é necessário preencher todas
as linhas. É provável que você encontre mais do que um aluno em cada descrição.
01 Aprende fácil e rapidamente
02 Original, imaginativo, criativo, não-convencional
03 Amplamente informado; informado em áreas não comuns
04 Pensa de forma incomum para resolver problemas
05 Persistente, independente, auto-direcionado (faz coisa sem que seja mandado)
06 Persuasivo, capaz de influenciar os outros
07 Mostra senso comum; pode não tolerar tolices
08 Inquisitivo, cético, curioso sobre o como e porque das coisas
09 Adapta-se a uma variedade de situações e novos ambientes
10 Esperto ao fazer coisas com materiais comuns
11 Habilidades nas artes (música, dança, desenho etc.)
12 Entende a importância da natureza (tempo, lua, sol, estrelas, solo, etc.)
13 Vocabulário excepcional, verbalmente fluente
14 Aprende facilmente novas línguas
15 Trabalhador independente, mostra iniciativa
16 Bom julgamento, lógico
17 Flexível, aberto
18 Versátil, muitos interesses, interesses além da idade cronológica
19 Mostra insights e percepções incomuns
20 Demonstra alto nível de sensibilidade, empatia com relação aos outros
21 Apresenta excelente senso de humor
22 Resiste à rotina e repetição
23 Expressa idéias e reações, freqüentemente de forma argumentativa
24 Sensível à verdade e à honra
Fonte: Galbraith e Delisle (1996, p. 14)

PS. Veja na íntegra este documento, contém informações importantes, aqui é só uma amostra do conteúdo... clique no endereço abaixo:

FONTE: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me004719.pdf


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ABAHSD Associação Brasileira para Altas habilidades/ Superdotados

fundada em 19/11/1991, como seccional da Associação Brasileira para Superdotados é uma entidade da sociedade civil sem fins lucrativos que congrega pessoas interessadas em questões de inteligência, criatividade e superdotação.
Tem por finalidade a inclusão social de pessoas com altas habilidades/superdotadas e o estímulo de suas potencialidades, de modo a favorecer-lhes a auto-realização.
MISSÃO - Promover o pleno desenvolvimento do talento das pessoas com altas habilidades/superdotadas.
LEMA - Talento não se desperdiça, estimula-se.
OBJETIVOS FUNDAMENTAIS
- Sensibilizar para a importância de se criar condições favoráveis ao desenvolvimento e aproveitamento do talento, da inteligência e da criatividade;
- Contribuir para a formação e aperfeiçoamento de recursos humanos destinados à pesquisa, à identificação e ao atendimento de superdotados.
- Colaborar com as entidades públicas e privadas responsáveis por formular e promover a política de atendimento e inclusão social das pessoas com altas habilidades/superdotadas.
- Congregar pessoas físicas e jurídicas interessadas em questões de inteligência, criatividade e superdotação a fim de estabelecer intercâmbio de conhecimentos e experiências, coordenando seus esforços, estudos e ações.
- Realizar estudos científicos e pesquisas sobre as pessoas com altas habilidades/superdotadas, particularmente quanto a sua identificação e atendimento.

Fonte: http://www.ut.com.br/altashabilidades/index.htm

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ConBraSD - Conselho Brasileiro para Superdotação

A área das altas habilidades/superdotação é relativamente nova no Brasil, e está cercada por muitos mitos que acentuam o desconhecimento deste tema em nossa comunidade.
Embora se reconheça que os superdotados sejam peças-chave para o desenvolvimento dos países, os esforços feitos no sentido de promover a atualização deste potencial no nosso país ainda são tímidos e ineficientes, atingindo apenas uma pequena parcela da população.
Reconhecendo esta necessidade e carência, criou-se o Conselho Brasileiro para Superdotação (ConBraSD), sociedade não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 29 de março de 2003 em Brasília - DF.
Sua finalidade é a integração dos indivíduos mais capazes e o estímulo de suas potencialidades, de modo a favorecer-lhes a auto-realização e propiciar condições a fim de que se tornem fator de aceleração para a sociedade.

Fonte: http://www.conbrasd.com.br/

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COMO ANTENDER ALUNOS COM ALTAS HABILIDADES
anças superdotadas também precisam detendimento especializado. Saiba como agir com esse público
Trabalhar com alunos com altas habilidades requer, antes de tudo, derrubar dois mitos. Primeiro: esses estudantes, também chamados de superdotados, não são gênios com capacidades raras em tudo - só apresentam mais facilidade do que a maioria em determinadas áreas. Segundo: o fato de eles terem raciocínio rápido não diminui o trabalho do professor. Ao contrário, eles precisam de mais estímulo para manter o interesse pela escola e desenvolver seu talento - se não, podem até se evadir. A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que pelo menos 5% da população tem algum tipo de alta habilidade. No Brasil, até o ano passado, haviam sido identificados 2,5 mil jovens e crianças assim. Para dar um atendimento mais qualificado a esse público, o Ministério da Educação (MEC) criou em 2005 Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação em todos os estados. Apesar de ainda pouco estruturados, esses órgãos que têm o papel de auxiliar as escolas quando elas reconhecem alunos com esse perfil em suas salas de aula.
Instituições não governamentais também apoiam professores e familiares que procuram ajuda para desenvolver talentos. Alguns exemplos são o Instituto Rogério Sternberg, no Rio de Janeiro, e o Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Especiais da Universidade Federal do Paraná.

Os superdotados não são iguais e se dividem em vários perfis

Especialistas ressaltam que nem sempre esses alunos são os mais comportados e explicam que as altas habilidades são divididas em seis grandes blocos:

- Capacidade Intelectual Geral Crianças e jovens assim têm grande rapidez no pensamento, compreensão e memória elevadas, alta capacidade de desenvolver o pensamento abstrato, muita curiosidade intelectual e um excepcional poder de observação.

- Aptidão Acadêmica Específica Nesse caso, a diferença está em: concentração e motivação por uma ou mais disciplinas, capacidade de produção acadêmica, alta pontuação em testes e desempenho excepcional na escola

- Pensamento Criativo Aqui se destacam originalidade de pensamento, imaginação, capacidade de resolver problemas ou perceber tópicos de forma diferente e inovadora.

- Capacidade de Liderança Alunos com sensibilidade interpessoal, atitude cooperativa, capacidade de resolver situações sociais complexas, poder de persuasão e de influência no grupo.

- Talento Especial para Artes Alto desempenho em artes plásticas, musicais, dramáticas, literárias ou cênicas, facilidade para expressar ideias visualmente, sensibilidade ao ritmo musical.

- Capacidade Psicomotora A marca desses estudantes é o desempenho superior em esportes e atividades físicas, velocidade, agilidade de movimentos, força, resistência, controle e coordenação motora fina e grossa.

Veja a reportagem na íntegra:
Fonte: Revista nova Escola / Edição 224 Agosto 2009

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Para saber mais sobre superdotação / altas habilidades, clique no portal do MEC
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/superdotacao.pdf

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Filmes que falam sobre Altas Habilidades/ Superdotação

Mentes que brilham
Lances inocentes
Gênio Indomável
Uma mente Brilhante
Sociedade dos Poetas Mortos
Surpreenda-me se for capaz
Encontrando Forrester
Amadeus
BrilhanteHackers-Piratas de Computador
Código para o Inferno