"O QUE IMPORTA NÃO É AQUILO QUE FIZERAM DE TI, MAS O QUE VAI FAZER COM O QUE FIZERAM DE TI" (Sartre)
domingo, 19 de agosto de 2012
"COLEGAS" - O longa sobre amigos com Síndrome de Down
'Colegas' vence o Festival de Gramado.O filme é protagonizado por três atores com síndrome de Down, é um "road movie" em chave cômica. O filme paulista deve estrear em novembro no circuito, caso consiga captar R$ 1,5 milhão para ajudar no marketing e na distribuição.Assista ao trailer oficial:
domingo, 5 de agosto de 2012
ESPORTE É PARA TODOS
- Confiram os verdadeiros fenômenos Olímpicos; atletas que precisam superar dificuldades e, ainda assim, dão um show nas competições! Assista o vídeo: http://vimeo.com/46021828
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
AUTISMO E ANIMAL DE ESTIMAÇÃO
Chegada de um animal de estimação em casa melhora comportamento de crianças autistas - Saúde - Notícia - VEJA.com
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segunda-feira, 23 de julho de 2012
Tecnologia a serviço de melhores condições de vida
A comunicação é uma necessidade básica de qualquer ser humano. De diferentes formas, todos realizam o movimento natural de expressar desejos e sensações, compartilhar opiniões e estabelecer uma relação de troca com o mundo. No entanto, para algumas pessoas, este movimento é mais difícil do que para outras. Ao se deparar com esta realidade, o analista de sistemas Carlos Pereira, pai da menina Clara, de quatro anos, que nasceu com paralisia cerebral, desenvolveu um aplicativo que auxilia a comunicação da filha e pode ser útil para muitas pessoas.
O Livox é um programa em português de comunicação alternativa para tablets. “Para as pessoas, a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis”, define o analista. A tecnologia a serviço de melhores condições de vida e da transformação social é o tema da série Aplicativos para a vida, que estreou em julho na grade do Canal Futura.
O acesso a esta tecnologia ainda encontra entraves e está longe de ser democrático, mas o número de pessoas que utilizam smartphones no Brasil está crescendo. Segundo a pesquisa desenvolvida pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o aumento foi de 179% em 2011. A conexão com a internet, no entanto, não acompanhou este crescimento.
Em entrevista ao programa Conexão Futura, Ana Amélia Erthal, professora da ESPM, falou sobre o assunto: “Além da dificuldade de acesso, é muito raro encontrar aplicativos que contribuam para alguma causa. Os mais populares estão relacionados ao entretenimento”, afirmou.
No caso do Livox, não há custos de utilização para famílias carentes. Carlos explica: “Mesmo quando as famílias têm condições financeiras, não cobro nada pelo aplicativo, mas aconselho um treinamento rápido com uma fonoaudióloga e terapeuta ocupacional, e isso é pago”, diz. “Já para as famílias que não têm condições e apertaram seus orçamentos para conseguir comprar um tablet, não há custo algum”, completa. Através do site Agora eu consigo, qualquer pessoa pode doar tablets e contribuir para o tratamento de pacientes. Com um toque na tela, a pessoa com dificuldades de comunicação consegue expressar suas sensações e necessidades, como fome, frio, dor, alegria ou tristeza. Pode ainda, escolher o que gostaria que fosse servido na sua refeição, fazer perguntas e dar respostas usando milhares de símbolos e sons.
Fácil de usar, pode auxiliar pacientes com autismo, esclerose lateral amiotrófica ou múltipla, pessoas que fazem uso de traqueostomia ou têm sequelas de derrame cerebral. “Não me conformava com o fato de não existir algo assim em português. Busquei empresas, mas nenhuma se interessou, então resolvi fazer sozinho”, conta o analista de sistemas. “Estou muito feliz por ver minha filha e outras pessoas conseguindo interagir, aprender e até se divertir com algo que criei”.
Fonte: Futura.org.br
Saiba mais: Livox
O Livox é um programa em português de comunicação alternativa para tablets. “Para as pessoas, a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis”, define o analista. A tecnologia a serviço de melhores condições de vida e da transformação social é o tema da série Aplicativos para a vida, que estreou em julho na grade do Canal Futura.
O acesso a esta tecnologia ainda encontra entraves e está longe de ser democrático, mas o número de pessoas que utilizam smartphones no Brasil está crescendo. Segundo a pesquisa desenvolvida pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o aumento foi de 179% em 2011. A conexão com a internet, no entanto, não acompanhou este crescimento.
Em entrevista ao programa Conexão Futura, Ana Amélia Erthal, professora da ESPM, falou sobre o assunto: “Além da dificuldade de acesso, é muito raro encontrar aplicativos que contribuam para alguma causa. Os mais populares estão relacionados ao entretenimento”, afirmou.
No caso do Livox, não há custos de utilização para famílias carentes. Carlos explica: “Mesmo quando as famílias têm condições financeiras, não cobro nada pelo aplicativo, mas aconselho um treinamento rápido com uma fonoaudióloga e terapeuta ocupacional, e isso é pago”, diz. “Já para as famílias que não têm condições e apertaram seus orçamentos para conseguir comprar um tablet, não há custo algum”, completa. Através do site Agora eu consigo, qualquer pessoa pode doar tablets e contribuir para o tratamento de pacientes. Com um toque na tela, a pessoa com dificuldades de comunicação consegue expressar suas sensações e necessidades, como fome, frio, dor, alegria ou tristeza. Pode ainda, escolher o que gostaria que fosse servido na sua refeição, fazer perguntas e dar respostas usando milhares de símbolos e sons.
Fácil de usar, pode auxiliar pacientes com autismo, esclerose lateral amiotrófica ou múltipla, pessoas que fazem uso de traqueostomia ou têm sequelas de derrame cerebral. “Não me conformava com o fato de não existir algo assim em português. Busquei empresas, mas nenhuma se interessou, então resolvi fazer sozinho”, conta o analista de sistemas. “Estou muito feliz por ver minha filha e outras pessoas conseguindo interagir, aprender e até se divertir com algo que criei”.
Fonte: Futura.org.br
Saiba mais: Livox
quinta-feira, 12 de julho de 2012
sábado, 30 de junho de 2012
EXAMES QUE DETECTAM DEFICIÊNCIAS
TESTE DO OLHINHO
O teste do olhinho é fácil, não dói, não precisa de
colírio e é rápido (de dois a três minutos, apenas). Uma fonte de luz sai de um
aparelho chamado oftalmoscópio, tipo uma "lanterninha", onde é observado o
reflexo que vem das pupilas.
Quando a retina é atingida por essa luz, os olhos saudáveis refletem tons de vermelho, laranja ou amarelo, já quando há alguma alteração, não é possível observar o reflexo ou sua qualidade é ruim, esbranquiçada. A comparação dos reflexos dos dois olhos também fornece informações importantes, como diferenças de grau entre olhos ou o estrabismo.
O teste do olhinho previne e diagnostica doenças como a retinopatia da prematuridade, catarata congênita, glaucoma, retinoblastoma, infecções, traumas de parto e a cegueira.
Segundo dados estatísticos, essas alterações atingem cerca de 3% dos bebês em todo o mundo.
- Bebês prematuros devem obrigatoriamente realizar esse teste visual, de modo que afaste o risco da retinopatia da prematuridade, principal causa da cegueira infantil na América Latina.
"Como essas crianças prematuras ainda passam por um processo de formação, possuem vasos sangüíneos imaturos no globo ocular", explica Larissa Magosso, oftalmologista da Maternidade e Hospital da Criança, em São Paulo/SP.
O teste do olhinho pode ser realizado por um pediatra, mas se alguma alteração é identificada, o bebê deve ser encaminhado para o oftalmologista para a realização de exames mais específicos.
Não deixe para depois - Pelo menos 60% das causas de cegueira ou de grave seqüela visual infantil podem ser prevenidos ou tratáveis se fossem detectadas precocemente, antes de se agravarem. Daí a importância do teste do olhinho.
O pior de tudo é que mais da metade dos casos só tem o problema descoberto quando estão cegas ou quase cegas para o resto da vida. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica prevê cerca de 710 novos casos de cegueira por ano.
Dicas: A mamãe e o papai podem observar as fotografias de seu filho. Se em vez do reflexo vermelho que fica nos olhos aparecer uma mancha branca, procure um oftalmologista.
Pergunte ao pediatra do seu bebê quais exames que foram realizados ao seu nascimento. Se o teste do olhinho não estiver entre eles, converse com o médico a possibilidade de realizá-lo.
A catarata não é um problema só de idoso, não. A catarata congênita é uma patologia presente ao nascimento e uma em cada cem crianças nascidas apresenta essa alteração.
Fonte: www.guiadobebe.uol.com.br
TESTE DA ORELHINHA
A triagem auditiva neonatal,
obrigatória por lei municipal nº 3028, de 17 de maio de 2000.É um programa de
avaliação da audição em recém nascidos, indicada por instituições do mundo todo
para diagnóstico precoce de perda auditiva, uma vez que sua incidência, na
população geral, é de 1 a 2 por 1000 nascidos vivos.
MÉTODO
A técnica mais utilizada para a triagem auditiva neonatal é o exame de Emissões Otoacústicas Evocadas - EOAs.A EOAs é um exame objetivo, indolor, de rápida execução com tempo médio de 3 a 5 minutos, feito com sono natural, com a colocação de um fone externamente na orelha do bebê.O EOA (Emissões Otoacústicas Evocadas) consiste na produção de um estímulo sonoro e na captação do seu retorno (eco), sendo registrado no computador se as partes internas da orelha (cóclea) estão funcionando, sendo então emitido um gráfico com o resultado do exame.
RESULTADOS
O resultado é informado no final do exame. Um protocolo de avaliação junto com o laudo será enviado à mãe e ao médico solicitante.Quando houver suspeita de deficiência a partir da triagem auditiva, a criança será encaminhada para avaliação otológica e audiológica completas.
QUANDO FAZER?
O exame deverá ser realizado à partir do nascimento, preferencialmente nos primeiros 3 meses de vida do bebê, para que se possa detectar perdas precoces, dificultando o aprendizado da linguagem. Fonte:http://www.testedaorelhinha.com.br/contato.html
TESTE DO PEZINHO
O teste do pezinho é um exame que deve ser feito de
preferência na primeira semana de vida do bebê, permite identificar doenças
graves que podem causar na criança dificuldades de crescimento, problemas
mentais e físicos (fenilcetonúria) e retardamento mental (hipotireoidismo
congênito).
Várias doenças congênitas, relacionadas a distúrbios do metabolismo e infecções, podem ser detectadas, os exames são realizados em gotas de sangue coletadas do pezinho do bebê e colocadas em um papel de filtro, deixando secar e enviados para análise.
Na maioria das vezes é realizado o teste básico (postos de saúde da rede básica), e os exames realizados são: Fenilalanina (Fenilcetonúria PKU), cromatografia de aminoácidos (detecta aminoácidopatias), TSH Neonatal (detecta hipotireoidismo congênito).
Já o teste ampliado realiza determinações de 17-OH-Progesterona neonatal (detecta hiperplasia adrenal congênita) e tripsina neonatal (detecta fibrose cística) além de todos do teste básico.
Ainda pode ser feito o teste plus e complementar que detectam outras anormalidades no neonatal.
Quando identificadas cedo e tratadas adequadamente, essas doenças podem ser prevenidas e controladas.
O bebê tem direito ao teste do pezinho e todas as mães e pais podem e devem cobrar dos gestores municipais que disponibilizem o exame grátis nos postos de saúde. Deve ser feito na primeira semana de vida, o que não impede que se realize fora deste período, até mesmo trinta dias após o nascimento pode também ser realizado.
DOENÇAS DETECTADAS NO EXAME
Entre as patologias que podem ser precocemente diagnosticadas pelo Teste do Pezinho nos recém-nascidos destaca-se o hipotireoidismo congênito (HC), a fenilcetonúria (FENIL) e a anemia falciforme, atualmente triadas pela Apae através do SUS. Já aderiram ao programa 100% dos municípios e o objetivo da Apae Salvador é alcançar 100% dos recém-nascidos vivos do Estado.
- Fenilcetonúria (FENIL) É um erro inato do metabolismo, de origem genética, com herança autossômica recessiva que leva a deficiência da enzima que metaboliza o aminoácido Fenilalanina. Com isso, o aminoácido acumula-se no sangue do recém-nascido provocando efeitos tóxicos no sistema nervoso central, levando à deficiência mental, agitação e agressividade. O tratamento precoce previne as alterações e propicia desenvolvimento psico-motor dentro dos padrões normais da população. Incidência: 1/12.500 nascidos vivos.
- Hipotireoidismo Congênito (HC) O hipotireoidismo congênito é um distúrbio decorrente da deficiência de produção dos hormônios da tireóide que ocorre por diferentes causas. O recém-nascido com hipotireoidismo não apresenta sintomas ao nascer, mas, com o tempo, a deficiência dos hormônios tireoidianos leva a atraso de desenvolvimento e retardo mental grave. O tratamento precoce e contínuo resulta em desenvolvimento normal da criança. Incidência: 1:3.500/4.000 nascidos vivos.
- Doenças Falciformes e outras Hemoglobinopatias Hemoglobinopatias é o nome dado ao grupo de doenças de origem genética provocadas por alterações na molécula da hemoglobina (Hb). Essa alteração pode ser estrutural, como na anemia flciforme (AF) ou por deficiência de síntese como nas talassemias. A hemoglobinopatia mais conhecida e de maior incidência em populações afro-descendentes é a anemia falciforme (AF) que é de herança autossômica recessiva. Na AF, a alteração da hemoglobina é estrutural. A hemoglobina normal chamada de Hb A não está presente nas hemácias e sim a hemoglobina S (mutante-variante). O paciente portador de anemia falciforme tem a hemoglobina S em dose dupla (homozigose) e não tem nenhum exemplar da hemoglobina normal (HbA). No exame o resultado: HbSS determina o diagnóstico de anemia falciforme. Outras formas de doenças falciformes se caracterizam pela ausência da hemoglobina A e pela presença de hemoglobinas variantes, como HbS, HbC, Hb D, e outros, os resultados encontrados podem ser: HbSC, HbCC, HbSD, HbCD, entre outros. A anemia falciforme (HbSS) apresenta quadro clínico de: anemia crônica, crises hemolíticas, vaso-oclusivas, crises álgicas (dor), entre outras. O diagnóstico e tratamento precoce melhoram a evolução da doença e qualidade de vida dos indivíduos, além de proporcionar orientação familiar e aconselhamento genético. As outras formas de doenças falciformes como a HbSC, HbSD, HbCC, apresentam quadro clínico de anemia crônica, mas, com sintomas e gravidades diferentes da anemia falciforme ( HbSS). A anemia falciforme e as outras hemoglobinopatias não estão relacionadas com retardo mental. A triagem neonatal e tratamento dos afetados por doenças falciformes e outras hemoglobinopatias diminui morbi-mortalidade destas patologias. A incidência das hemoglobinopatias depende da composição étnica da população estudada. As técnicas disponíveis para detecção de alterações da hemoglobina permitem a identificação precoce da maioria das hemoglobinopatias e também a identificação dos indivíduos portadores de traços de hemoglobinas variantes em dose única (heterozigose), com um exemplar da Hemoglobina A, por exemplo: HbAS, HbAC, HbAD, etc. Estes indivíduos, na grande maioria das vezes não apresentam sintomas clínicos e portanto são considerados indivíduos saudáveis. O exame a ser solicitado é Teste para Hemoglobina. Na triagem neonatal, as técnicas utilizadas são HPLC e focalização isoelétrica, que permitem com grande segurança dar o diagnóstico dos pacientes com hemoglobinopatia.
Maiores informações entrar em contato com: APAE site:htpp//:www.apae.org.br
TESTE DE APGAR
Trata-se de um método simples e eficiente de medir a
saúde do recém-nascido e de determinar se ele precisa ou não de alguma
assistência médica imediata. Ele é rápido, indolor. A maioria das crianças nasce
em boas condições de saúde, mas, caso o recém-nascido precise de algum auxílio
médico, será melhor saber o quanto antes para começar o tratamento. Este
procedimento passou a ser rotineiro após os partos desde que a anestesiologista
Virginia Apgar o desenvolveu, em 1952.
Um minuto após nascer e novamente aos cinco minutos de vida fora do útero, o bebê será avaliado da seguinte forma:
• Frequência cardíaca
- Respiração
• Tônus muscular
• Reflexos
• Cor da pele
Cada um destes itens recebe uma nota entre 0 e 2 para se chegar a um total geral. Grande parte dos recém-nascidos recebe entre 7 e 10, não requerendo nenhum tratamento imediato, como, por exemplo, auxílio para respirar.
O que quer dizer a nota de cada criança?
Claro que 10 é sempre música para os ouvidos dos pais, mas 8 ou 9 também são ótimas avaliações. Um parto mais complicado ou prematuro e até medicação para dores tomadas pela mãe podem mascarar as notas, não retratando exatamente as condições reais do bebê, mas, no geral:
• Avaliação entre 8 e 10 mostra crianças em estado de saúde de ótimo a excelente, que provavelmente não vão precisar de cuidados extras.
• Avaliação entre 5 e 7 indica estado regular e pode haver necessidade de ajuda de aparelhos para respirar. O médico talvez massageie vigorosamente a pele do bebê ou dê a ele um pouco de oxigênio.
• Avaliação abaixo de 5 aponta bebês em condições que exigem auxílio médico especial. Se a primeira nota não tiver sido muito alta, depois de cinco minutos, costuma ser maior e mais tranquilizadora, já que a criança se recupera rápido do estresse do parto. Em caso de dúvidas, converse com o pediatra.
O teste de Apgar prevê problemas de saúde futuros? Não, embora no passado os especialistas tenham chegado a acreditar que sim. Uma das teorias sugeria que se a nota de um recém-nascido permanecesse baixa aos cinco minutos de vida, isso indicava probabilidade de ele ter problemas neurológicos. Estudos mais recentes, porém, rejeitaram essa teoria. Sozinhas, as notas individuais não prevêem o estado de saúde futuro de uma pessoa, seja bom ou ruim. A vantagem do teste é sua simplicidade: ele é facilmente realizado e mede com rapidez e precisão a saúde de um bebê nos primeiros momentos da vida fora do útero -- nada mais, nada menos.
fonte: http://brasil.babycenter.com/
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Como prevenir a ocorrência de deficiências
Antes de engravidar:
- Vacine-se contra a rubéola(na gravidez ela afeta o bebê em formação, causando malformações, como cegueira, deficiência auditiva, etc).
- Procure um serviço de aconselhamento genético(principalmente quando houver casos de deficiência ou casamentos consanguíneos na família).
- Faça exames para detectar doenças e verificar seu tipo sanguíneo e a presença do fator RH.
Durante a gravidez:
-Consulte um médico obstetra mensalmente;
-Faça exames de controle;
-Só tome os remédios que o médico lhe receitar;
-Faça controle de pressão alta, diabetes e infecções;
-Faça uma alimentação saudável e balanceada;
-Não se exponha ao raio X ou outros tipos de radiação;
-Evite o cigarro e as bebidas alcoólicas;
-Evite contato com portadores de doenças infecciosas.
Como evitar uma gravidez de risco?
Diversos exames ajudam a prevenir a gravidez de risco, entre eles o hemograma (exame de sangue), a glicemia, a reação sorológica para sífilis,, o teste de HIV (AIDS), tipagem sangüínea, urina, toxoplasmose, hepatite e fezes.
Esses exames permitem constatações importantes já que a rubéola, por exemplo, se adquirida durante o primeiro trimestre de gravidez, pode provocar má formação fetal, abortamento, deficiência visual e auditiva, microcefalia e deficiência mental. O mesmo pode acontecer no caso da mãe ter contraído sífilis e toxoplasmose.
Durante a gestação, o médico que acompanha a gestante pode se utilizar de outros exames disponíveis, como a ultra-sonografia. O histórico da gestante pode indicar uma gravidez de risco se houver casos de deficiência na família, gravidez anterior problemática e idade avançada ou precoce da mãe. Nestes casos, o casal deve procurar um serviço de estudo cromossômico para conhecer as probabilidades de possíveis anomalias no feto.
Atualmente, alguns exames ajudam a detectar a ocorrência de alterações no desenvolvimento fetal. Dentre eles, citamos o do vilo corial, a amniocentese, a cordocentese, a ecocardiografia fetal e o doppler.
São exames que permitem ao médico diagnosticar se o bebê é portador de Síndrome de Down, anomalias cromossômicas, doenças infecciosas, problemas cardíacos ou alterações da circulação sangüínea.
Fonte: www.redesaci.org.br
O teste do olhinho é fácil, não dói, não precisa de
colírio e é rápido (de dois a três minutos, apenas). Uma fonte de luz sai de um
aparelho chamado oftalmoscópio, tipo uma "lanterninha", onde é observado o
reflexo que vem das pupilas. Quando a retina é atingida por essa luz, os olhos saudáveis refletem tons de vermelho, laranja ou amarelo, já quando há alguma alteração, não é possível observar o reflexo ou sua qualidade é ruim, esbranquiçada. A comparação dos reflexos dos dois olhos também fornece informações importantes, como diferenças de grau entre olhos ou o estrabismo.
O teste do olhinho previne e diagnostica doenças como a retinopatia da prematuridade, catarata congênita, glaucoma, retinoblastoma, infecções, traumas de parto e a cegueira.
Segundo dados estatísticos, essas alterações atingem cerca de 3% dos bebês em todo o mundo.
- Bebês prematuros devem obrigatoriamente realizar esse teste visual, de modo que afaste o risco da retinopatia da prematuridade, principal causa da cegueira infantil na América Latina.
"Como essas crianças prematuras ainda passam por um processo de formação, possuem vasos sangüíneos imaturos no globo ocular", explica Larissa Magosso, oftalmologista da Maternidade e Hospital da Criança, em São Paulo/SP.
O teste do olhinho pode ser realizado por um pediatra, mas se alguma alteração é identificada, o bebê deve ser encaminhado para o oftalmologista para a realização de exames mais específicos.
Não deixe para depois - Pelo menos 60% das causas de cegueira ou de grave seqüela visual infantil podem ser prevenidos ou tratáveis se fossem detectadas precocemente, antes de se agravarem. Daí a importância do teste do olhinho.
O pior de tudo é que mais da metade dos casos só tem o problema descoberto quando estão cegas ou quase cegas para o resto da vida. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica prevê cerca de 710 novos casos de cegueira por ano.
Dicas: A mamãe e o papai podem observar as fotografias de seu filho. Se em vez do reflexo vermelho que fica nos olhos aparecer uma mancha branca, procure um oftalmologista.
Pergunte ao pediatra do seu bebê quais exames que foram realizados ao seu nascimento. Se o teste do olhinho não estiver entre eles, converse com o médico a possibilidade de realizá-lo.
A catarata não é um problema só de idoso, não. A catarata congênita é uma patologia presente ao nascimento e uma em cada cem crianças nascidas apresenta essa alteração.
Fonte: www.guiadobebe.uol.com.br
TESTE DA ORELHINHA
A triagem auditiva neonatal,
obrigatória por lei municipal nº 3028, de 17 de maio de 2000.É um programa de
avaliação da audição em recém nascidos, indicada por instituições do mundo todo
para diagnóstico precoce de perda auditiva, uma vez que sua incidência, na
população geral, é de 1 a 2 por 1000 nascidos vivos. MÉTODO
A técnica mais utilizada para a triagem auditiva neonatal é o exame de Emissões Otoacústicas Evocadas - EOAs.A EOAs é um exame objetivo, indolor, de rápida execução com tempo médio de 3 a 5 minutos, feito com sono natural, com a colocação de um fone externamente na orelha do bebê.O EOA (Emissões Otoacústicas Evocadas) consiste na produção de um estímulo sonoro e na captação do seu retorno (eco), sendo registrado no computador se as partes internas da orelha (cóclea) estão funcionando, sendo então emitido um gráfico com o resultado do exame.
RESULTADOS
O resultado é informado no final do exame. Um protocolo de avaliação junto com o laudo será enviado à mãe e ao médico solicitante.Quando houver suspeita de deficiência a partir da triagem auditiva, a criança será encaminhada para avaliação otológica e audiológica completas.
QUANDO FAZER?
O exame deverá ser realizado à partir do nascimento, preferencialmente nos primeiros 3 meses de vida do bebê, para que se possa detectar perdas precoces, dificultando o aprendizado da linguagem. Fonte:http://www.testedaorelhinha.com.br/contato.html
TESTE DO PEZINHO
O teste do pezinho é um exame que deve ser feito de
preferência na primeira semana de vida do bebê, permite identificar doenças
graves que podem causar na criança dificuldades de crescimento, problemas
mentais e físicos (fenilcetonúria) e retardamento mental (hipotireoidismo
congênito). Várias doenças congênitas, relacionadas a distúrbios do metabolismo e infecções, podem ser detectadas, os exames são realizados em gotas de sangue coletadas do pezinho do bebê e colocadas em um papel de filtro, deixando secar e enviados para análise.
Na maioria das vezes é realizado o teste básico (postos de saúde da rede básica), e os exames realizados são: Fenilalanina (Fenilcetonúria PKU), cromatografia de aminoácidos (detecta aminoácidopatias), TSH Neonatal (detecta hipotireoidismo congênito).
Já o teste ampliado realiza determinações de 17-OH-Progesterona neonatal (detecta hiperplasia adrenal congênita) e tripsina neonatal (detecta fibrose cística) além de todos do teste básico.
Ainda pode ser feito o teste plus e complementar que detectam outras anormalidades no neonatal.
Quando identificadas cedo e tratadas adequadamente, essas doenças podem ser prevenidas e controladas.
O bebê tem direito ao teste do pezinho e todas as mães e pais podem e devem cobrar dos gestores municipais que disponibilizem o exame grátis nos postos de saúde. Deve ser feito na primeira semana de vida, o que não impede que se realize fora deste período, até mesmo trinta dias após o nascimento pode também ser realizado.
DOENÇAS DETECTADAS NO EXAME
Entre as patologias que podem ser precocemente diagnosticadas pelo Teste do Pezinho nos recém-nascidos destaca-se o hipotireoidismo congênito (HC), a fenilcetonúria (FENIL) e a anemia falciforme, atualmente triadas pela Apae através do SUS. Já aderiram ao programa 100% dos municípios e o objetivo da Apae Salvador é alcançar 100% dos recém-nascidos vivos do Estado.
- Fenilcetonúria (FENIL) É um erro inato do metabolismo, de origem genética, com herança autossômica recessiva que leva a deficiência da enzima que metaboliza o aminoácido Fenilalanina. Com isso, o aminoácido acumula-se no sangue do recém-nascido provocando efeitos tóxicos no sistema nervoso central, levando à deficiência mental, agitação e agressividade. O tratamento precoce previne as alterações e propicia desenvolvimento psico-motor dentro dos padrões normais da população. Incidência: 1/12.500 nascidos vivos.
- Hipotireoidismo Congênito (HC) O hipotireoidismo congênito é um distúrbio decorrente da deficiência de produção dos hormônios da tireóide que ocorre por diferentes causas. O recém-nascido com hipotireoidismo não apresenta sintomas ao nascer, mas, com o tempo, a deficiência dos hormônios tireoidianos leva a atraso de desenvolvimento e retardo mental grave. O tratamento precoce e contínuo resulta em desenvolvimento normal da criança. Incidência: 1:3.500/4.000 nascidos vivos.
- Doenças Falciformes e outras Hemoglobinopatias Hemoglobinopatias é o nome dado ao grupo de doenças de origem genética provocadas por alterações na molécula da hemoglobina (Hb). Essa alteração pode ser estrutural, como na anemia flciforme (AF) ou por deficiência de síntese como nas talassemias. A hemoglobinopatia mais conhecida e de maior incidência em populações afro-descendentes é a anemia falciforme (AF) que é de herança autossômica recessiva. Na AF, a alteração da hemoglobina é estrutural. A hemoglobina normal chamada de Hb A não está presente nas hemácias e sim a hemoglobina S (mutante-variante). O paciente portador de anemia falciforme tem a hemoglobina S em dose dupla (homozigose) e não tem nenhum exemplar da hemoglobina normal (HbA). No exame o resultado: HbSS determina o diagnóstico de anemia falciforme. Outras formas de doenças falciformes se caracterizam pela ausência da hemoglobina A e pela presença de hemoglobinas variantes, como HbS, HbC, Hb D, e outros, os resultados encontrados podem ser: HbSC, HbCC, HbSD, HbCD, entre outros. A anemia falciforme (HbSS) apresenta quadro clínico de: anemia crônica, crises hemolíticas, vaso-oclusivas, crises álgicas (dor), entre outras. O diagnóstico e tratamento precoce melhoram a evolução da doença e qualidade de vida dos indivíduos, além de proporcionar orientação familiar e aconselhamento genético. As outras formas de doenças falciformes como a HbSC, HbSD, HbCC, apresentam quadro clínico de anemia crônica, mas, com sintomas e gravidades diferentes da anemia falciforme ( HbSS). A anemia falciforme e as outras hemoglobinopatias não estão relacionadas com retardo mental. A triagem neonatal e tratamento dos afetados por doenças falciformes e outras hemoglobinopatias diminui morbi-mortalidade destas patologias. A incidência das hemoglobinopatias depende da composição étnica da população estudada. As técnicas disponíveis para detecção de alterações da hemoglobina permitem a identificação precoce da maioria das hemoglobinopatias e também a identificação dos indivíduos portadores de traços de hemoglobinas variantes em dose única (heterozigose), com um exemplar da Hemoglobina A, por exemplo: HbAS, HbAC, HbAD, etc. Estes indivíduos, na grande maioria das vezes não apresentam sintomas clínicos e portanto são considerados indivíduos saudáveis. O exame a ser solicitado é Teste para Hemoglobina. Na triagem neonatal, as técnicas utilizadas são HPLC e focalização isoelétrica, que permitem com grande segurança dar o diagnóstico dos pacientes com hemoglobinopatia.
Maiores informações entrar em contato com: APAE site:htpp//:www.apae.org.br
TESTE DE APGAR
Trata-se de um método simples e eficiente de medir a
saúde do recém-nascido e de determinar se ele precisa ou não de alguma
assistência médica imediata. Ele é rápido, indolor. A maioria das crianças nasce
em boas condições de saúde, mas, caso o recém-nascido precise de algum auxílio
médico, será melhor saber o quanto antes para começar o tratamento. Este
procedimento passou a ser rotineiro após os partos desde que a anestesiologista
Virginia Apgar o desenvolveu, em 1952. Um minuto após nascer e novamente aos cinco minutos de vida fora do útero, o bebê será avaliado da seguinte forma:
• Frequência cardíaca
- Respiração
• Tônus muscular
• Reflexos
• Cor da pele
Cada um destes itens recebe uma nota entre 0 e 2 para se chegar a um total geral. Grande parte dos recém-nascidos recebe entre 7 e 10, não requerendo nenhum tratamento imediato, como, por exemplo, auxílio para respirar.
O que quer dizer a nota de cada criança?
Claro que 10 é sempre música para os ouvidos dos pais, mas 8 ou 9 também são ótimas avaliações. Um parto mais complicado ou prematuro e até medicação para dores tomadas pela mãe podem mascarar as notas, não retratando exatamente as condições reais do bebê, mas, no geral:
• Avaliação entre 8 e 10 mostra crianças em estado de saúde de ótimo a excelente, que provavelmente não vão precisar de cuidados extras.
• Avaliação entre 5 e 7 indica estado regular e pode haver necessidade de ajuda de aparelhos para respirar. O médico talvez massageie vigorosamente a pele do bebê ou dê a ele um pouco de oxigênio.
• Avaliação abaixo de 5 aponta bebês em condições que exigem auxílio médico especial. Se a primeira nota não tiver sido muito alta, depois de cinco minutos, costuma ser maior e mais tranquilizadora, já que a criança se recupera rápido do estresse do parto. Em caso de dúvidas, converse com o pediatra.
O teste de Apgar prevê problemas de saúde futuros? Não, embora no passado os especialistas tenham chegado a acreditar que sim. Uma das teorias sugeria que se a nota de um recém-nascido permanecesse baixa aos cinco minutos de vida, isso indicava probabilidade de ele ter problemas neurológicos. Estudos mais recentes, porém, rejeitaram essa teoria. Sozinhas, as notas individuais não prevêem o estado de saúde futuro de uma pessoa, seja bom ou ruim. A vantagem do teste é sua simplicidade: ele é facilmente realizado e mede com rapidez e precisão a saúde de um bebê nos primeiros momentos da vida fora do útero -- nada mais, nada menos.
fonte: http://brasil.babycenter.com/
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Como prevenir a ocorrência de deficiências
Antes de engravidar:
- Vacine-se contra a rubéola(na gravidez ela afeta o bebê em formação, causando malformações, como cegueira, deficiência auditiva, etc).
- Procure um serviço de aconselhamento genético(principalmente quando houver casos de deficiência ou casamentos consanguíneos na família).
- Faça exames para detectar doenças e verificar seu tipo sanguíneo e a presença do fator RH.
Durante a gravidez:
-Consulte um médico obstetra mensalmente;
-Faça exames de controle;
-Só tome os remédios que o médico lhe receitar;
-Faça controle de pressão alta, diabetes e infecções;
-Faça uma alimentação saudável e balanceada;
-Não se exponha ao raio X ou outros tipos de radiação;
-Evite o cigarro e as bebidas alcoólicas;
-Evite contato com portadores de doenças infecciosas.
Como evitar uma gravidez de risco?
Diversos exames ajudam a prevenir a gravidez de risco, entre eles o hemograma (exame de sangue), a glicemia, a reação sorológica para sífilis,, o teste de HIV (AIDS), tipagem sangüínea, urina, toxoplasmose, hepatite e fezes.
Esses exames permitem constatações importantes já que a rubéola, por exemplo, se adquirida durante o primeiro trimestre de gravidez, pode provocar má formação fetal, abortamento, deficiência visual e auditiva, microcefalia e deficiência mental. O mesmo pode acontecer no caso da mãe ter contraído sífilis e toxoplasmose.
Durante a gestação, o médico que acompanha a gestante pode se utilizar de outros exames disponíveis, como a ultra-sonografia. O histórico da gestante pode indicar uma gravidez de risco se houver casos de deficiência na família, gravidez anterior problemática e idade avançada ou precoce da mãe. Nestes casos, o casal deve procurar um serviço de estudo cromossômico para conhecer as probabilidades de possíveis anomalias no feto.
Atualmente, alguns exames ajudam a detectar a ocorrência de alterações no desenvolvimento fetal. Dentre eles, citamos o do vilo corial, a amniocentese, a cordocentese, a ecocardiografia fetal e o doppler.
São exames que permitem ao médico diagnosticar se o bebê é portador de Síndrome de Down, anomalias cromossômicas, doenças infecciosas, problemas cardíacos ou alterações da circulação sangüínea.
Fonte: www.redesaci.org.br
sexta-feira, 22 de junho de 2012
sábado, 16 de junho de 2012
INICIATIVA... AS CRIANÇAS AGRADECEM
"Esta iniciativa
debería estar en todos los parques del mundo.
Todos diferentes, todos iguales... y todos con los mismos derechos."
"Esta iniciativa deve ser em todos os parques do mundo.
Todos diferentes, todos iguais... e todos com direitos iguais."
Foto de Xavier Mesalles (Traduzido por Bing)
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quarta-feira, 6 de junho de 2012
PROGRAMA TRADUZ TEXTOS EM LIBRAS
Fonte: Diário da saúde
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sábado, 26 de maio de 2012
Inclusão e Autismo
DEFINIÇÃO
Embora inúmeras pesquisas ainda venham sendo desenvolvidas para definirmos o que seja o autismo, desde a primeira descrição feita por Kanner em 1943 existe um consenso em torno do entendimento de que o que caracteriza o autismo são aspectos observáveis que indicam déficits na comunicação e na interação social, além de comportamentos repetitivos e áreas restritas de interesse. Essas características estão presentes antes dos 3 anos de idade, e atingem 0,6% da população, sendo quatro vezes mais comuns em meninos do que em meninas.
A noção de espectro do autismo foi descrita por Lorna Wing em 1988, e sugere que as características do autismo variam de acordo com o desenvolvimento cognitivo; assim, em um extremo temos os quadros de autismo associados à deficiência intelectual grave, sem o desenvolvimento da linguagem, com padrões repetitivos simples e bem marcados de comportamento e déficit importante na interação social, e no extremo oposto, quadros de autismo, chamados de Síndrome de Asperger, sem deficiência intelectual, sem atraso significativo na linguagem, com interação social peculiar e bizarra, e sem movimentos repetitivos tão evidentes
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico do autismo é clínico e feito através de observação direta do comportamento e de uma entrevista com os pais ou responsáveis. Os sintomas costumam estar presentes antes dos 3 anos de idade, sendo possível se fazer o diagnóstico por volta dos 18 meses de idade.
Ainda não há marcadores biológicos e exames específicos para autismo, mas alguns exames, tais como cariótipo ( com pesquisa de X frágil, EEG, RNM e erros inatos do metabolismo), teste do pezinho, sorologias para sífilis, rubéola e toxoplasmose, audiometria e testes neuropsicológicos são necessários para investigar causas e outras doenças associadas.
TRATAMENTO
Embora inúmeras pesquisas ainda venham sendo desenvolvidas para definirmos o que seja o autismo, desde a primeira descrição feita por Kanner em 1943 existe um consenso em torno do entendimento de que o que caracteriza o autismo são aspectos observáveis que indicam déficits na comunicação e na interação social, além de comportamentos repetitivos e áreas restritas de interesse. Essas características estão presentes antes dos 3 anos de idade, e atingem 0,6% da população, sendo quatro vezes mais comuns em meninos do que em meninas.A noção de espectro do autismo foi descrita por Lorna Wing em 1988, e sugere que as características do autismo variam de acordo com o desenvolvimento cognitivo; assim, em um extremo temos os quadros de autismo associados à deficiência intelectual grave, sem o desenvolvimento da linguagem, com padrões repetitivos simples e bem marcados de comportamento e déficit importante na interação social, e no extremo oposto, quadros de autismo, chamados de Síndrome de Asperger, sem deficiência intelectual, sem atraso significativo na linguagem, com interação social peculiar e bizarra, e sem movimentos repetitivos tão evidentes
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico do autismo é clínico e feito através de observação direta do comportamento e de uma entrevista com os pais ou responsáveis. Os sintomas costumam estar presentes antes dos 3 anos de idade, sendo possível se fazer o diagnóstico por volta dos 18 meses de idade.Ainda não há marcadores biológicos e exames específicos para autismo, mas alguns exames, tais como cariótipo ( com pesquisa de X frágil, EEG, RNM e erros inatos do metabolismo), teste do pezinho, sorologias para sífilis, rubéola e toxoplasmose, audiometria e testes neuropsicológicos são necessários para investigar causas e outras doenças associadas.
TRATAMENTO
O tratamento do autismo consiste em intervenções psicoeducacionais, orientação familiar, desenvolvimento da linguagem e/ou comunicação. O ideal é que uma equipe multidisciplinar avalie e proponha um programa de intervenção. Dentre alguns profissionais que podem ser necessários podemos citar: psiquiatra, psicólogo, fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia e educador físico. Os métodos de intervenção mais conhecidos e mais utilizados para promover o desenvolvido da pessoa com autismo e que possuem comprovação científica de eficácia são:
TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handcapped Children) é um programa estruturado que combina diferentes materiais visuais para organizar o ambiente físico através de rotinas e sistemas de trabalho, de forma a tornar o ambiente mais compreensível, esse método visa a independência e ao aprendizado.
PECS (Picture Exchange Communication System) é um método que se utiliza figuras e adesivos para facilitar a comunicação e compreensão ao estabelecer uma associação entre a atividade/símbolo .
ABA (Applied Behavior Analysis) ou seja, analise comportamental aplicada que se embasa na aplicação dos princípios fundamentais da teoria do aprendizado baseado no condicionamento operante e reforçadores para incrementar comportamentos socialmente significativos, reduzir comportamentos indesejáveis e desenvolver habilidades.

TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handcapped Children) é um programa estruturado que combina diferentes materiais visuais para organizar o ambiente físico através de rotinas e sistemas de trabalho, de forma a tornar o ambiente mais compreensível, esse método visa a independência e ao aprendizado.
PECS (Picture Exchange Communication System) é um método que se utiliza figuras e adesivos para facilitar a comunicação e compreensão ao estabelecer uma associação entre a atividade/símbolo .
ABA (Applied Behavior Analysis) ou seja, analise comportamental aplicada que se embasa na aplicação dos princípios fundamentais da teoria do aprendizado baseado no condicionamento operante e reforçadores para incrementar comportamentos socialmente significativos, reduzir comportamentos indesejáveis e desenvolver habilidades.
MEDICAÇÕES:
O uso medicamento deve ser prescrito pelo médico, e é indicado quando existe alguma comorbidade neurológica e/ou psiquiátrica e quando os sintomas interferem no cotidiano.Mas vale ressaltar que até o momento não existe uma medicação específica para o tratamento de autismo. É importante o médico informar sobre o que se espera da medicação, qual o prazo esperado para que se perceba os efeitos, bem como os possíveis efeitos colaterais.
O uso medicamento deve ser prescrito pelo médico, e é indicado quando existe alguma comorbidade neurológica e/ou psiquiátrica e quando os sintomas interferem no cotidiano.Mas vale ressaltar que até o momento não existe uma medicação específica para o tratamento de autismo. É importante o médico informar sobre o que se espera da medicação, qual o prazo esperado para que se perceba os efeitos, bem como os possíveis efeitos colaterais.

terça-feira, 22 de maio de 2012
APRENDIZAGEM DA CRIANÇA COM DÉFICIT INTELECTUAL
Atendendo a pedidos trouxe material que trata da aprendizagem da criança com deficit intelectual, com sugestão de jogos e brincadeiras que podem ser
trabalhados com os alunos, de forma lúdica e pedagógica, no sentido de estimular o
desenvolvimento da criança e facilitar a aprendizagem de conteúdos acadêmicos.
O Lúdico e o Desenvolvimento da Criança Deficiente Intelectual
Considerando-se que a criança com deficiência intelectual
apresenta dificuldades em assimilar conteúdos abstratos, faz-se necessário
a utilização de material pedagógico concreto, e de estratégias metodológicas
apresenta dificuldades em assimilar conteúdos abstratos, faz-se necessário
a utilização de material pedagógico concreto, e de estratégias metodológicas
práticas para que esse aluno desenvolva suas habilidades cognitivas e para
facilitar a construção do conhecimento. Os jogos e brincadeiras são estratégias metodológicas que
facilitar a construção do conhecimento. Os jogos e brincadeiras são estratégias metodológicas que
apresentam as duas características acima citadas. Proporcionam a aprendizagem através
de materiais concretos e de atividades práticas, onde a criança cria, reflete,analisa e interage com
seus colegas e com o professor.
de materiais concretos e de atividades práticas, onde a criança cria, reflete,analisa e interage com
seus colegas e com o professor.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Blind Autistic Boy Sings Open the Eyes of my Heart

This will make your heart sing! Born premature, blind, and autistic, Christopher Duffley was adopted by his parents before they realized God has gifted him with the gift of music. His heartfelt and powerful performance will lift your spirit today!
http://www.godtube.com/watch/?v=KGYWKLNX
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
MODA SOBRE RODAS

A matéria abaixo foi indicada pelo Rene, e retirada do site Deficiente Ciente. Confira.
O cenário, uma mistura urbana, composição da diversidade arquitetônica, público e estilo. Estamos falando do centro de SP. Essa foi à escolha da Casa dos Criadores para realização da terceira edição do Fashion Mob Brasil 2011, que aconteceu no domingo, dia 11 de dezembro. Na terra da garoa, a chuva deu uma trégua abrindo um sol, quente e escaldante, para o maior desfile ao ar livre, uma passarela de 1,5 Km, começando na Praça do Patriarca com término no Boulevard São João. O Objetivo era mostrar que a moda está ficando democrática, abrindo espaço para os mais diversos tipos de beleza, servindo como vitrine e mostrando a criatividade dos estilistas de todo o país. Revelando novos talentos da moda brasileira e também abrindo espaço para manifestação como o movimento “Homofobia – Fora de Moda”. A música não pode faltar em um desfile Fashion, um trio elétrico puxou esse desfile por quase duas horas.
Algumas coleções se aproximavam muito das tendências apresentadas nas passarelas. Transparência, color blocking, high low e estampas étnicas também se fizeram presentes no Fashion Mob 2011.
Veja mais: http://www.deficienteciente.com.br/2011/12/moda-sobre-rodas.html
O cenário, uma mistura urbana, composição da diversidade arquitetônica, público e estilo. Estamos falando do centro de SP. Essa foi à escolha da Casa dos Criadores para realização da terceira edição do Fashion Mob Brasil 2011, que aconteceu no domingo, dia 11 de dezembro. Na terra da garoa, a chuva deu uma trégua abrindo um sol, quente e escaldante, para o maior desfile ao ar livre, uma passarela de 1,5 Km, começando na Praça do Patriarca com término no Boulevard São João. O Objetivo era mostrar que a moda está ficando democrática, abrindo espaço para os mais diversos tipos de beleza, servindo como vitrine e mostrando a criatividade dos estilistas de todo o país. Revelando novos talentos da moda brasileira e também abrindo espaço para manifestação como o movimento “Homofobia – Fora de Moda”. A música não pode faltar em um desfile Fashion, um trio elétrico puxou esse desfile por quase duas horas.
Algumas coleções se aproximavam muito das tendências apresentadas nas passarelas. Transparência, color blocking, high low e estampas étnicas também se fizeram presentes no Fashion Mob 2011.
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011
PRIMEIRAS OLIMPÍADAS DO BRAILLE

A ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, Instituição Particular de Solidariedade Social de âmbito nacional, que tem como fins estatutários a melhoria da qualidade de vida, a igualdade de oportunidades e a inclusão social dos cidadãos com deficiência visual portugueses, encontra-se a promover um concurso de Braille, denominado 1as Olimpíadas do Braille.
Este concurso pretende estimular e valorizar o correcto domínio do sistema Braille e criar, entre os seus utilizadores habituais e conhecedores - que por necessidade profissional ou interesse pessoal a ele se dedicam - um espírito de determinação para a sua aprendizagem e utilização constante. O concurso realizar-se-á no próximo dia 3 de Dezembro - Dia Internacional das Pessoas com Deficiência – e terá lugar no Auditório da Estação de Metro do Alto dos Moinhos, em Lisboa.
O prazo de inscrições decorrerá entre os dias 2 e 18 de Novembro. Para esse efeito, solicitamos aos interessados o preenchimento do formulário, disponível no website da ACAPO.
FONTE: Acessibilidade em Museus
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011
AOS PAIS QUE APRENDERAM COM A(R) DOR AS PERDAS
Imagem Publicada - a foto colorida da capa do filme AS CHAVES DA CASA (com título em francês: Les Clefs de la Maison), com os atores Kim Rossi Stuart e Andrea Rossi, interpretando os papéis de pai e filho, com os rostos próximos. É a história de um filho com paralisia cerebral (Andrea Rossi), com 15 anos, que faz com que o pai tenha uma grande transformação e mudanças em seus preconceitos e culpabilizações. O pai (Kim Rossi Stuart) tem um encontro dramático com uma mãe de outra pessoa com deficiência, interpretada por Charlotte Rampling, que lhe faz superar suas velhas dores afetivas ligadas ao filho.
"Minhas dores já se tornaram minhas velhas companheiras, me ensinam. Já disse, outro dia, que ainda vou escrever sobre as fagulhas e as agulhas das dores. Mas as minhas dores, hoje, são primordialmente físicas. As dores que eu vivencio, hoje, não se comparam as que guardo como pai. E, para os pais que aprenderam a viver e conviver com as suas dores mais recônditas, muitas vezes escondidas ou negadas, é que escrevo nesse chamado, também comercial, Dia dos Pais. Há pais que não ficam, nem ficarão, mesmo no carinho e amor de suas famílias, longe de suas dores..."
Veja depoimento na íntegra: http://infoativodefnet.blogspot.com/2011/08/aos-pais-que-aprenderam-com-ar-dor-as.html?showComment=1313456699375#c3671617105965533681
Veja depoimento na íntegra: http://infoativodefnet.blogspot.com/2011/08/aos-pais-que-aprenderam-com-ar-dor-as.html?showComment=1313456699375#c3671617105965533681
domingo, 15 de maio de 2011
Programa do Cão-Guia
Foi iniciado, em Abril de 2011, o Programa do Cão-Guia e a construção do primeiro Centro de Referência para o Cão-Guia no País, em um prédio sustentável, na Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, com capacidade para até 92 animais. Além da criação e treinamento de cães-guia para pessoas com deficiência visual, o programa definirá os parâmetros em relação ao uso do cão-guia e os métodos de treinamento.
De acordo com a secretaria, os filhotes dos cães que farão parte do treinamento serão entregues, em um primeiro momento, a uma família adotiva, selecionada pelo programa, e que cuidará do cão durante um ano, com vacinas e alimentação fornecidas pelo governo. Os filhotes serão visitados periodicamente por um membro do Centro para verificar o desenvolvimento do animal.
Após o treinamento, os cães serão encaminhados gratuitamente às pessoas com deficiência visual, que também serão previamente selecionadas e treinadas no Centro de Referência. Segundo o governo do Estado, estima-se que no Brasil haja cerca de 16 milhões de pessoa com deficiência visual, dos quais aproximadamente 2,6 milhões em São Paulo.
Fonte:
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/governo+de+sp+fornecera+caoguia+para+deficiente+visual/n1300091845528.html
quinta-feira, 10 de março de 2011
Versão virtual do Memorial da Inclusão

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência acaba de lançar a versão virtual do Memorial da Inclusão: os Caminhos da Pessoa com Deficiência. O lançamento se deu no dia 24/02/2011. Site: http://www.memorialdainclusao.sp.gov.br/br/home/index.shtml
O Memorial da Inclusão: os Caminhos da Pessoa com Deficiência foi inaugurado há pouco mais de um ano com o propósito de reunir em um só espaço fotografias, documentos, manuscritos, áudios, vídeos e referências aos principais personagens, às lutas e às várias iniciativas que incentivaram as conquistas e melhores oportunidades às pessoas com deficiências, principalmente em um dos períodos mais importantes da história sócio-cultural e política do movimento de luta das pessoas com deficiência, que ocorreu no início dos anos 80.
"A versão virtual do Memorial da Inclusão vem com o propósito de derrubar as barreiras de comunicação. Graças às tecnologias de comunicação temos acesso a informação que transforma cada indivíduo em cidadão", destacou a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Dra. Linamara Rizzo Battistella.
A versão virtual do Memorial da Inclusão é integralmente acessível aos leitores de tela, softwares que viabilizam acesso de imagens, símbolos e ilustrações por pessoas com deficiência visual.
Memorial da Inclusão: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564, portão 10 - bairro Barra Funda - São Paulo - SP, de segunda a sexta, das 10h às 17h. Visitas monitoradas para grupos com mais de dez pessoas, agendar no email: memorial.sedpcd@sp.gov.br ou telefone (11) 5212.3727.
Memorial Virtual: http://www.memorialdainclusao.sp.gov.br/br/home/index.shtml
Fonte: Boletim Sentidos
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Educadores Especiais
Educadores como você...
Carla anda de cadeira de rodas. George é cego. Rodrigo e Patrícia são surdos. Débora tem síndrome de Down. Além de possuírem algum tipo de deficiência, eles têm mais coisas em comum: cresceram numa época em que inclusão ainda era uma palavra que não significava a total integração à escola e à sociedade de pessoas com necessidades educacionais especiais. Mesmo assim, os cinco lutaram contra preconceitos, conquistaram espaço no mercado de trabalho e hoje são EDUCADORES COMO VOCÊ...
"Eu gosto de ensinar"
Patrícia Alessandra Luciano Campos e Rodrigo CésarBaltazar Campos
Patrícia Alessandra Luciano Campos, 31 anos, é pura tranqüilidade. O marido, Rodrigo César Baltazar Campos, 35, é agitado e grande contador de histórias. Os dois são surdos e ainda eram adolescentes quando se conheceram. Hoje vivem num espaçoso apartamento em Florianópolis com o filho, Lucas. O garoto, de 6 anos, é muito apegado aos pais, apesar de eles se comunicarem em uma língua diferente. Lucas ouve perfeitamente. Para que desenvolvesse a fala, contou com o estímulo dos avós e da babá e foi para a escola logo depois do primeiro aniversário. Ele ainda não conhece muito bem a Língua Brasileira de Sinais (libras), mas vai aprender. Afinal, a mãe é professora da matéria. "Foi ela quem me ensinou libras", recorda Rodrigo, que, quando garoto, enfrentou muitos problemas na escola. Língua de sinais, naquele tempo, nem pensar! A dificuldade em Língua Portuguesa o levou a ser reprovado várias vezes. Patrícia também enfrentou desafios. Os pais dela, assim como os de Rodrigo, queriam que Patrícia só fosse oralizada (aprendesse a falar). Ela até consegue falar um pouco e, quando não se faz entender, usa mímica, aponta ou escreve. Mas, rebelde como qualquer adolescente, aprendeu libras escondido. Em março, o casal se formou em Pedagogia e sabe bem o valor de uma escola preparada para lidar com as diferenças. Além da linguagem de sinais, Patrícia ensina Língua Portuguesa para os alunos surdos da Escola Básica Donícia Maria da Costa. Rodrigo trabalha na administração da empresa da família e começou este ano a dar aulas de Matemática na sala de apoio da mesma escola. "Meu maior orgulho foi ver uma aluna da 7a série tirar10 na prova. Ela só tinha notas vermelhas", conta. Na foto, Rodrigo diz com as mãos: "Eu gosto". E Patrícia, completa: "De ensinar".
Questão de estímulo
Débora Araújo Seabra de Moura
"Tenho síndrome de Down e não quero ser discriminada. Vim cursar o Magistério e vou até o fim." Assim Débora Araújo Seabra de Moura se apresentou aos colegas na EE Luís Antônio, em Natal. Apesar da atitude firme, enfrentou professores que a consideravam incapaz e colegas que abusavam de sua bondade. Débora escreveu uma carta para a diretora relatando o tratamento de que era vítima. Ao se formar, mandou convite para todos os antigos mestres. Os pais, a advogada Margarida e o psicanalista José Robério, comemoraram mais essa etapa de luta por espaços e estimulação que começou quando a filha nasceu. A equipe da Escola Doméstica - onde ela cursou parte do Ensino Fundamental - ofereceu classes para a jovem estagiar. "Queríamos ajudá-la... Que paternalismo! É ela quem nos ensina, e muito", diz a vice-diretora, Cristine Rosado. Débora, 25 anos, é professora auxiliar de uma turma com 27 crianças, de 3 e 4 anos. Trabalha como voluntária porque, se for registrada, perde o direito a pensão em caso de morte dos responsáveis (os pais lutam para mudar a lei). Débora faz o planejamento das aulas com a professora titular e, com uma orientadora pedagógica, em casa, pesquisa e traça metas individuais. Ela mantém um diário em que anota tudo o que acontece na escola. "Tenho um aluno agressivo. Se ele continuar assim, vai ficar sem amigos", escreveu no ano passado. Ela conversou com o menino e com os pais dele. No final do ano, o garoto havia mudado. "Fiquei emocionada quando ele me disse que eu era ótima professora."
Carla anda de cadeira de rodas. George é cego. Rodrigo e Patrícia são surdos. Débora tem síndrome de Down. Além de possuírem algum tipo de deficiência, eles têm mais coisas em comum: cresceram numa época em que inclusão ainda era uma palavra que não significava a total integração à escola e à sociedade de pessoas com necessidades educacionais especiais. Mesmo assim, os cinco lutaram contra preconceitos, conquistaram espaço no mercado de trabalho e hoje são EDUCADORES COMO VOCÊ...
Voltar a sonhar
Carla Costa Kind da Silva, professora
A dor que a professora Carla Costa Kind da Silva sentiu nas costas numa noite de1994 foi tão intensa que ela desmaiou. Quando acordou, no centro de tratamento intensivo de um hospital do Rio de Janeiro, ela não mexia nem o pescoço. Segundo os médicos, uma inflamação na medula tinha deixado Carla paralisada para sempre. "Senti que era o fim de meus sonhos." Aos 23 anos, Carla estava noiva havia três meses, tinha mais um ano para se formar em Ciências Sociais e planejava fazer mestrado... Sem perspectiva de melhora, ela propôs o fim do noivado, mas o bombeiro Sérgio Sousa da Silva não quis nem ouvir seus argumentos e tomou uma decisão radical. Mudou-se para a casa dela e começou a estudar acupuntura, shiatsu, ioga, fitoterapia e fisioterapia para ajudá-la no tratamento. Tão misteriosa quanto o aparecimento da doença tem sido sua recuperação. Contra todas as previsões, em seis meses ela movimentava os braços e hoje consegue ficar em pé sobre uma das pernas. Aceitar as limitações não foi fácil. No início, ela não queria sair de casa por vergonha da cadeira de rodas, mas a família decidiu "arrastá-la". Sábia decisão. Dali em diante, sua postura mudou. Carla retomou os estudos e lutou para voltar a lecionar. Há seis anos, casou-se com Sérgio - de véu e grinalda - e teve o prazer de entrar na igreja andando, amparada pelos pais. Há dois anos, deu à luz André Luiz, deixando muita gente espantada. Assim como cuida do filho, Carla dá conta da turma de Educação Infantil do CIEP Yuri Gagarin, onde nem tudo está adaptado à sua condição. A rampa de entrada é íngreme e perigosa, mas na sala há espaço para circular com a cadeira de rodas. Hoje, aos 35 anos, ela faz valer seus direitos, exerce com prazer a profissão que escolheu e encara a vida com alegria.
Carla Costa Kind da Silva, professoraA dor que a professora Carla Costa Kind da Silva sentiu nas costas numa noite de1994 foi tão intensa que ela desmaiou. Quando acordou, no centro de tratamento intensivo de um hospital do Rio de Janeiro, ela não mexia nem o pescoço. Segundo os médicos, uma inflamação na medula tinha deixado Carla paralisada para sempre. "Senti que era o fim de meus sonhos." Aos 23 anos, Carla estava noiva havia três meses, tinha mais um ano para se formar em Ciências Sociais e planejava fazer mestrado... Sem perspectiva de melhora, ela propôs o fim do noivado, mas o bombeiro Sérgio Sousa da Silva não quis nem ouvir seus argumentos e tomou uma decisão radical. Mudou-se para a casa dela e começou a estudar acupuntura, shiatsu, ioga, fitoterapia e fisioterapia para ajudá-la no tratamento. Tão misteriosa quanto o aparecimento da doença tem sido sua recuperação. Contra todas as previsões, em seis meses ela movimentava os braços e hoje consegue ficar em pé sobre uma das pernas. Aceitar as limitações não foi fácil. No início, ela não queria sair de casa por vergonha da cadeira de rodas, mas a família decidiu "arrastá-la". Sábia decisão. Dali em diante, sua postura mudou. Carla retomou os estudos e lutou para voltar a lecionar. Há seis anos, casou-se com Sérgio - de véu e grinalda - e teve o prazer de entrar na igreja andando, amparada pelos pais. Há dois anos, deu à luz André Luiz, deixando muita gente espantada. Assim como cuida do filho, Carla dá conta da turma de Educação Infantil do CIEP Yuri Gagarin, onde nem tudo está adaptado à sua condição. A rampa de entrada é íngreme e perigosa, mas na sala há espaço para circular com a cadeira de rodas. Hoje, aos 35 anos, ela faz valer seus direitos, exerce com prazer a profissão que escolheu e encara a vida com alegria.
Ao visitar uma escola, no final de 2004, o então estudante de História George Gomes de Oliveira ouviu de um aluno:
- Você não enxerga nada?
- Nada, nadinha...
- E vai dar aula pra gente no ano que vem?
- Pode ser. Por quê?
- Vixe! Já pensou se você entrar na sala e todos nós sairmos de mansinho?
- Eu não enxergo um palmo à frente do nariz. Aliás, nem o nariz eu enxergo. Mas sei dar aula direitinho!
esse mesmo bom humor, o professor Georges e apresentou no ano passado às 12 turmas da EE Francisco de Paula Antunes, em Brasília de Minas, a 450 quilômetros de Belo Horizonte. Ele perdeu a visão do olho direito aos 6 anos, ao cair de um cavalo. Aos 12, a retina esquerda também o deixou na mão. Desanimado, parou de estudar. O garoto voltou à escola só aos 19 anos, quando fez supletivo e aprendeu braile. Seu sonho era fazer Processamento de Dados. "Queria usar softwaresque obedecessem a comandos de voz." Aprovado na seleção, não pôde fazer o curso, pois a escola técnica não estava preparada para receber cegos. Que decepção! No Ensino Médio, conheceu um professor de História que, para driblar a gagueira, entrava na sala declamando a matéria. "Essa estratégia fantástica me fez pensar em lecionar." Um outro professor, de Física, sugeriu que ele gravasse as aulas. Um santo conselho. Hoje seu acervo tem mais de 350 fitas, incluídas as da faculdade. Passar no vestibular da Universidade Estadual de Montes Claros foi moleza. "Só percebemos que George era cego no quinto dia de aula", lembra Leandro Mendes, colega de graduação e de profissão. Professor conservador, em sua própria avaliação, George, 33 anos, decora o conteúdo por tópicos depois de ouvi-los nas fitas. Em classe, dita para uma aluna, que passa tudo no quadro - para onde ele aponta durante as explicações, como se estivesse destacando alguma informação. Só nos dias de prova Leandro vem ajudá-lo. "É para ver se ninguém está colando."
"Eu gosto de ensinar"
Patrícia Alessandra Luciano Campos e Rodrigo CésarBaltazar CamposPatrícia Alessandra Luciano Campos, 31 anos, é pura tranqüilidade. O marido, Rodrigo César Baltazar Campos, 35, é agitado e grande contador de histórias. Os dois são surdos e ainda eram adolescentes quando se conheceram. Hoje vivem num espaçoso apartamento em Florianópolis com o filho, Lucas. O garoto, de 6 anos, é muito apegado aos pais, apesar de eles se comunicarem em uma língua diferente. Lucas ouve perfeitamente. Para que desenvolvesse a fala, contou com o estímulo dos avós e da babá e foi para a escola logo depois do primeiro aniversário. Ele ainda não conhece muito bem a Língua Brasileira de Sinais (libras), mas vai aprender. Afinal, a mãe é professora da matéria. "Foi ela quem me ensinou libras", recorda Rodrigo, que, quando garoto, enfrentou muitos problemas na escola. Língua de sinais, naquele tempo, nem pensar! A dificuldade em Língua Portuguesa o levou a ser reprovado várias vezes. Patrícia também enfrentou desafios. Os pais dela, assim como os de Rodrigo, queriam que Patrícia só fosse oralizada (aprendesse a falar). Ela até consegue falar um pouco e, quando não se faz entender, usa mímica, aponta ou escreve. Mas, rebelde como qualquer adolescente, aprendeu libras escondido. Em março, o casal se formou em Pedagogia e sabe bem o valor de uma escola preparada para lidar com as diferenças. Além da linguagem de sinais, Patrícia ensina Língua Portuguesa para os alunos surdos da Escola Básica Donícia Maria da Costa. Rodrigo trabalha na administração da empresa da família e começou este ano a dar aulas de Matemática na sala de apoio da mesma escola. "Meu maior orgulho foi ver uma aluna da 7a série tirar10 na prova. Ela só tinha notas vermelhas", conta. Na foto, Rodrigo diz com as mãos: "Eu gosto". E Patrícia, completa: "De ensinar".
Questão de estímulo
Débora Araújo Seabra de Moura"Tenho síndrome de Down e não quero ser discriminada. Vim cursar o Magistério e vou até o fim." Assim Débora Araújo Seabra de Moura se apresentou aos colegas na EE Luís Antônio, em Natal. Apesar da atitude firme, enfrentou professores que a consideravam incapaz e colegas que abusavam de sua bondade. Débora escreveu uma carta para a diretora relatando o tratamento de que era vítima. Ao se formar, mandou convite para todos os antigos mestres. Os pais, a advogada Margarida e o psicanalista José Robério, comemoraram mais essa etapa de luta por espaços e estimulação que começou quando a filha nasceu. A equipe da Escola Doméstica - onde ela cursou parte do Ensino Fundamental - ofereceu classes para a jovem estagiar. "Queríamos ajudá-la... Que paternalismo! É ela quem nos ensina, e muito", diz a vice-diretora, Cristine Rosado. Débora, 25 anos, é professora auxiliar de uma turma com 27 crianças, de 3 e 4 anos. Trabalha como voluntária porque, se for registrada, perde o direito a pensão em caso de morte dos responsáveis (os pais lutam para mudar a lei). Débora faz o planejamento das aulas com a professora titular e, com uma orientadora pedagógica, em casa, pesquisa e traça metas individuais. Ela mantém um diário em que anota tudo o que acontece na escola. "Tenho um aluno agressivo. Se ele continuar assim, vai ficar sem amigos", escreveu no ano passado. Ela conversou com o menino e com os pais dele. No final do ano, o garoto havia mudado. "Fiquei emocionada quando ele me disse que eu era ótima professora."
Fonte: Revista Nova Escola: Inclusão Social e Profissional/ Educadores como você
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Homenagem a Dorina Nowill

Mauricio de Sousa homenageia Dorina Nowill
Criadora de famosa fundação para cegos inspirou a personagem Dorinha da Turma da Mônica.
No domingo (29/08/2010), a pedagoga Dorina Gouvêa Nowill morreu aos 91 anos, em São Paulo, devido a uma parada cardíaca. Com o objetivo de tornar acessível aos cegos materiais de estudo escritos em braile, Dorina criou uma fundação que leva o seu nome e ficou famosa por isso.Em 2004, inspirou Mauricio de Sousa na criação da personagem Dorinha, como um símbolo da conscientização das crianças quanto à deficiência visual.Com a sua morte, o famoso quadrinista fez uma declaração em sua homenagem:
- Por aqui, sentiremos sua falta, é claro. Mas quando bater aquela saudade basta lembrar da energia que ela sempre transmitiu a quem estivesse ao seu redor.
Fonte: R7 entretenimento
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"Ficam a saudade e os exemplos como guias para a continuidade do trabalho iniciado e desenvolvido por Dorina em mais de seis décadas"
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