sábado, 25 de abril de 2009

Inclusão e Multipla Deficiência

PLANOS DE AULA

AGENDA TELEFÔNICA DA TURMA (Revista Nova Escola)

Língua Portuguesa
Conteúdo:Produção de Textos
Deficiência múltipla
Flexibilizações: Espaço - Recursos - Conteúdos e Tempo

Objetivos
- Identificar a letra inicial dos nomes dos alunos.
- Utilizar a ordem alfabética para inserção de nomes na agenda telefônica.
- Reconhecer os contextos de uso da agenda telefônica.

Conteúdos
- Ordem alfabética.
- Procedimentos de uso da agenda telefônica.

Ano
Pré-escola e 1º.

Tempo estimado
Quatro aulas.

Material necessário
Vários modelos de agenda de telefone para reconhecimento e uma agenda nova para cada um.

Desenvolvimento 1ª etapa
Numa roda, apresente vários modelos de agenda e converse com as crianças sobre as situações de uso dela. Pergunte sobre as ocasiões em que elas costumam ver os adultos utilizando esse objeto e sugira que citem situações em que precisariam fazer isso, por exemplo, ligar para um colega e convidá-lo para ir à sua casa ou para uma pizzaria. Desafie-as a observar os diferentes aspectos da organização de uma agenda: o tamanho, os espaços reservados para a escrita dos diferentes dados, as letras que a subdividem etc. Questione a necessidade dos nomes e números serem registrados por escrito na agenda. Por que não podemos guardar essas informações de memória? Essas indagações ajudam a compreender que a agenda permite arquivar dados a serem consultados posteriormente. É hora de ouvir o que todos têm a dizer sobre a função das letras que aparecem dividindo as partes desse caderninho. Por que elas sempre aparecem? Por que estão em ordem alfabética? Essa reflexão contribui para pensarem na melhor maneira de organizar os nomes de modo a facilitar a consulta. Por fim, discuta com eles quais informações podem ser registradas na agenda e quais espaços elas devem ocupar. Onde será que devemos escrever o número do telefone? Será que tem um campo para escrever o endereço do amigo?

Flexibilização de espaço
Turmas em que há alunos que não andam devem ficar, preferencialmente, em salas maiores, onde há mais espaço para a locomoção da cadeira de rodas. Organize a classe em grupos, sempre que possível, para que o deslocamento seja facilitado. Na hora de formar a roda, providencie apoio para que a criança se sente no chão, ou organize o círculo com as próprias cadeiras.

2ª etapa
Momento de pensar em como organizar os nomes que farão parte da agenda. Distribua para a classe fichas com os nomes de todos os estudantes e sugira que agrupem aqueles que começam com a mesma letra, respeitando a ordem alfabética. Oriente-os a consultar o alfabeto disponível na parede da sala. O desafio de ler o nome dos colegas possibilita refletir sobre a escrita deles. Crie oportunidades para que analisem detidamente as letras iniciais e finais, identifiquem nomes diferentes que começam ou terminam da mesma forma e antecipem o número de letras necessárias para escrever um determinado nome. Concluída a lista, é necessário fazer a preparação para a etapa de registro na agenda. Atividades necessárias: ler as listas organizadas pela letra inicial para revisá-la e certificar-se de que está correta; localizar as letras nas quais não há nomes para serem escritos; resolver o que fazer para diferenciar na agenda os que têm o mesmo nome; e simular uma situação de uso do caderninho de telefones.

Flexibilização de recursos
Dê letras móveis grandes feitas de EVA para quem apresenta deficiência múltipla. Assim ele poderá enxergá-las com mais facilidade ou senti-las pelo tato.

Flexibilização de conteúdos
O aluno pode ter objetivos diferenciados. Enquanto os colegas organizam os nomes pela inicial, ele reconhece, pelo tato, as letras do próprio nome ditas por alguém.

3ª etapa
Escreva no quadro a lista em ordem alfabética feita pela turma. Cada um irá até lá e registrará, ao lado do próprio nome, o número do seu telefone. Oriente-os a copiar na agenda os nomes e telefones dos colegas em ordem alfabética.

Flexibilização de tempo
Sempre que necessário, antecipe o conteúdo na sala de recursos para que ele traga repertório para a aula.

Avaliação
A consulta à agenda passa a ser uma atividade permanente para que os estudantes entrem em contato com os colegas. Além disso, eles podem, ao longo do ano, incluir os dados de novas pessoas e, assim, o uso será ampliado para além do contexto escolar. O trabalho será realmente um sucesso se você planejar várias situações em que a agenda deva ser usada.

Consultoria: Teca SoubCoordenadora de formação em alfabetização da Prefeitura de São Caetano do Sul, SP
Amanda Rafaela Silva Professora da EM Coronel Epifânio Mendes Mourão, em São Gonçalo do Pará, MG
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SABERES E SABORES (Revista Nova Escola)

Produção de um conto sobre o prato predileto

Língua Portuguesa
Conteúdo: Produção de textos
Deficiência múltipla (surdocegueira)
Flexibilizações: Recursos - Tempo - Conteúdos

Objetivos:
- Estabelecer conexões entre textos de diferentes gêneros e vivências.
- Distinguir textos ficcionais de não ficcionais.
- Produzir texto levando em conta as características dos gêneros.

Conteúdos:
- Estrutura dos gêneros.
- Denotação e conotação.
- Produção de relatos e contos.
- Revisão e edição de textos.

Ano
6º.

Tempo estimado:
Cinco aulas.

Material necessário:
Textos ficcionais e não ficcionais, caderno e folhas para escrever.

Desenvolvimento 1ª etapa
Selecione textos curtos, ficcionais e não ficcionais, que tratem ou não de um mesmo tema. Leia-os com a turma e anote no quadro-negro as características essenciais de cada um: o toque subjetivo e poético do texto literário, o uso figurado das palavras e as repetições expressivas de palavras ou sons (se houver) - no texto não ficcional, por exemplo, as situações reais e os posicionamentos do autor.

Flexibilização de recursos
Para o aluno com deficiência auditiva e visual parcial, providencie cópias ampliadas dos textos na íntegra. Digite-os em corpo 26 ou maior, em negrito e espaço duplo. Uma alternativa é a cópia a mão com caneta hidrográfica e letra bastão grande e espaço duplo. Se necessário, prepare um texto ampliado com as anotações destacadas com cores. Para acompanhar as marcações no quadro, o aluno já deve estar sentado na frente e no centro da sala.

2ª etapa
Escolha um tema de interesse da turma e faça uma nova seleção de textos nas duas categorias. Uma possibilidade é usar o livro Histórias de Dar Água na Boca, de Rosane Pamplona (104 págs., Ed. Moderna, tel. 0800-172-002, 28,90 reais), que reúne textos de gêneros diferentes, além de receitas.
Fale sobre o tema a ser abordado e verifique o que sabem a respeito.
Apresente o título do livro e peça que cada um escreva o que imagina que a leitura conterá.

Flexibilização de recursos
Os alunos deficientes auditivos e com baixa visão podem escrever também com letras grandes.

3ª etapa
Observe com os alunos as características linguísticas de um texto não ficcional.
Num relato de experiência vivida, chame a atenção para o uso da primeira pessoa e para as reflexões sobre o que ocorreu.
Se for um artigo científico, um verbete ou uma entrevista, destaque informações, argumentos e explicações. Se o texto for em verso, mostre como descobrir sentidos, refletindo sobre as palavras e a organização, e explore os sentidos denotativos e conotativos das palavras. No caso da prosa, mostre como os personagens são caracterizados, a importância das marcas temporais, o foco narrativo e o espaço.

Flexibilização de recursos
Utilize textos ampliados, como na 1ª etapa, e faça marcas coloridas para as características que forem observadas oralmente. Dessa forma, o aluno poderá acompanhar visualmente.

4ª etapa
Produção de um relato. Se o tema escolhido foi alimentação, peça que os estudantes escrevam sobre uma ocasião em que foi servido seu prato predileto. Ajude-os no planejamento. Peça que façam uma lista de itens que descreva a atmosfera. Eles devem citar, por exemplo, o odor que se espalha pela casa durante o preparo e qual foi essa ocasião.

Flexibilização de tempo
O aluno com deficiência pode ter um tempo maior para a produção do texto e, se necessário, concluí-lo no contraturno.

5ª etapa
Produção de um conto sobre o prato predileto. Cada um faz uma ficha com as características dos personagens, o conflito e a solução dele. Só depois o conto é iniciado. Os conteúdos estudados nas atividades de leitura devem ser recuperados. No fim, o conto "pode ser servido" aos colegas e aos familiares.

Flexibilição de conteúdos
Como tarefa de casa ou na sala de recursos, peça que o aluno acompanhe o preparo de uma receita culinária, experimente os ingredientes e estabeleça relações dos sabores, odores e da própria experiência com verbetes e expressões para servir de subsídio na elaboração do conto.

Avaliação
Peça que os alunos relatem como foi a leitura do conto para os familiares. Organize uma tabela com os conteúdos de leitura e de produção escrita trabalhados e assinale os que foram atingidos plenamente, parcialmente ou não atingidos. A tabela permite que você tenha um quadro do aproveitamento da turma e também de cada aluno e decida o que deve ser retomado.

Consultoria: Cláudio Bazzoni , Assessor de Língua Portuguesa da prefeitura de São Paulo
Gracielle Souza Silva, Professora da Escola Classe 214 Sul, de Brasília, DF
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